sábado, 24 de outubro de 2026

Politicagem - Eleições 2026


Estamos na reta final para a decisão mais ou menos importante da política brasileira. Domingo é dia de eleição e a "caça às bruxas" já está rolando faz tempo. Em quem votar para presidente do Brasil? Qual o destino da nação nas mãos de A ou B?

Já é de conhecimento público que eu não discuto religião ou política. Não tenho paciência, estômago ou ideia do que a pessoa está tentando me coagir a aceitar. Então, me reservo o direito de ficar calada e deixo a confusão para os demais.

Mas, falando em Brasil, a pátria amada tem sérios problemas que ninguém consegue resolver. Politicamente correto, não tem ninguém que se enquadre no modelo ideal de líder da nação.  Sinceramente, me falta paciência para escutar tanto discurso de "eu sou o melhor" candidato.

E a politicagem vai rolando nas redes sociais, nos debates, nos memes, na estrada da vida até chegar às urnas. Domingo vai ter churrasco para alguns e para outros, passeatas nas ruas. O céu azul vai se colorir em verde-amarelo ou vermelho sangue.

Mas é no dia a dia que a gente percebe o descaso, a maracutaia, as falácias de quem prometeu, já no intuito de não cumprir dois terços daquele emaranhado de "história pra boi dormir". 

Enfim, no meu caso, a preocupação nem é com o Brasil, mas com a repercussão de determinadas atitudes do presidente atual, em relação à nação de Israel. Aí, nem tem negociação. Sinto muito. Jamais votaria num pessoa que assume o antissemitismo e faz declarações e atos consecutivos diante das outras nações para denegrir a imagem de Israel.

A verdade é que o brasileiro "joga as cartas na mesa" e paga para ver quando se trata de política. Mas eu confesso que estou mais preocupada com as decisões eleitorais em Israel que vão acontecer dia 27. Porque aqui, no Brasil, o que acaba em pizza respinga no povo.

Então, amanhã faça o seu melhor com responsabilidade e consciência plena do que esperar na próxima temporada.


Marion Vaz


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Pelos frutos serão conhecidos


Interessante essa abordagem no Novo Testamento sobre as atitudes e pensamentos. O texto faz referência à mudanças, carácter, dignidade e comportamento das pessoas em relação a vida, ao entorno, aos demais familiares e amigos. 

E que o fruto que uma determinada árvore produz, vai indicar se ela é boa ou não.  Ações revelam a essência, a índole e as intenções do coração. 

E no mesmo capítulo (Mateus 7) Jesus adverte sobre julgar as pessoas,  a hipocrisia, oração e quem é digno de entrar no Reino dos céus.  Então, temos uma observação sobre alicerces de uma construção sobre a rocha e sobre a areia e suas consequências.

E de forma geral, todos os ensinamentos advertem para as atitudes, os sentimentos, a prudência.  Porque na verdade, uma árvore ruim pode até "mentir" sobre o seu fruto, mas não pode sustentar para sempre suas intenções.

E assim é o ser humano, dotado de liberdade, autocontrole e determinação para agir segundo o seu coração. Uma árvore boa dá frutos bons. Fato. E isso não quer dizer que a  pessoa não vai passar por tribulação, enfermidade, desentendimento na família, no casamento, no trabalho.

Mas é a forma como ela lida com tudo isso que determina a sua essência. E eu li uma frase muito interessante de James C. Hunter que afirma: "pensamentos se tornam ações e ações se tornam hábitos".

O autocontrole é exatamente essa capacidade de gerenciar e administrar as emoções diante de situações desafiadoras. Mas a sequência de atitudes ruins de forma habitual já indica o tipo de fruto que a árvore produz. 


Marion Vaz

terça-feira, 29 de setembro de 2026

O vento sopra onde quer



O tempo no Rio de Janeiro continua instável. Chove, faz sol, dias nublados, ventanias, trovões e mais chuvas. Setembro foi um mês de variantes. E não tem muito o que fazer, a não ser esperar que os alarmes de notificação parem de soar e nos assustar. 

E os ventos fortes que sacodem as folhas das árvores,  também causam prejuízos em cidades inteiras que estão em todas as regiões do Brasil e no Mundo. E sempre observamos noticias de ventanias, inundações, desabamentos e tragédias que, de certa forma, poderiam ter sido evitadas.

E as vezes, o vento que passa pela vida da gente pode mudar comportamentos, ideias, locais de moradia. Porque tudo está ligado ao contexto social e espiritual. E ventos fortes é o que não falta para deslocar as coisas de lugar.

E o vento é um fenômeno da natureza que faz parte dos textos bíblicos. Várias passagens bíblicas mostram o agir de D-us, como no episódio do Mar que se abriu para o povo de Israel passar quando saíram do Egito (Êxodo 14.21).

A expressão o vento sopra onde quer  no Evangelho de João (3.8), nos fala do agir do Espirito de D-us, na vida de quem ouve uma mensagem divina. E o interessante é que você pode ouvir e sentir o vento, mas não pode ver, sente em que direção vai, mas não pode tocar ou limitar seus feitos.

O vento pode trazer refrigério, paz, confiança no poder de D-us, mas ser tão forte que arranca moradias do lugar. Pode trazer inquietações, consciência da fragilidade humana e desencadear o choro. Mas pode ser suave como a brisa que acaricia o rosto.

E o vento que sopra onde quer, pode encontrar barreiras físicas ou humanas. Mas de alguma forma, vai encontrar um caminho para concluir sua missão nos corações. 


Marion Vaz

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Fé e Experiências com D-us



Os textos bíblicos são ricos em detalhes que, à medida que nos aproximamos mais de D-us, passamos a entender o contexto social e espiritual das histórias dos personagens e do povo de Israel. E por que eu disse que isso depende de um contato maior com o Senhor?

Porque na maioria das vezes, a pessoa faz uma leitura rápida, sem se deter nos detalhes, nos fatos, no significado das palavras. E isso acontece porque não há curiosidade. Só estão interessadas se e quando o Senhor vai abençoar ou dar uma resposta e solução do problema que estão enfrentando.

E o texto é lido como refúgio e não como refrigério para a alma. A conclusão parece lógica: Vou ler o livro de Salmos porque se Davi foi abençoado, eu também serei. Ok. Tem uma verdade aí! Mas, e o processo? A longa caminhada entre um pólo e outro?  

Porque a fé humana tem como base a força, a coragem de seguir em frente, de transpor obstáculos. A fé espiritual precisa de profundidade, de constância na oração e leitura da Palavra de D-us. E não uma leitura desordenada, circunstancial. 

E para ter fé precisa conhecer Aquele que dita as regras, que faz promessa, que invalida planos e pensamentos humanos para impor a Sua própria vontade. E conhecer a D-us requer tempo de convivência, de experiências e, às vezes, lágrimas.

Em Gênesis 5.21-24 encontramos um personagem chamado Enoque. O texto informa que ele viveu 65 anos e gerou a Matusalém. E depois disso, viveu cerca de 300 anos nos quais ele andou com D-us. E andar aqui significa que eram próximos, que conversavam, que havia integridade tal em Enoque, que Deus o tomou para si. Em Hebreus 11.5, o testemunho é que ele agradou a D-us.

Abraão surge no cenário bíblico (Gênesis 12.1-2), como um homem de fé que confiou nas promessas do Eterno e seguiu para uma terra distante (Israel). Vários episódios mostram essa amizade e cumplicidade entre o Todo Poderoso e Abraão. Moisés também segue o caminho da confiança, do agir, da operação de milagres.

Antigo e Novo Testamento se completam, se harmonizam para nos instruir sobre as verdades de D-us. E todos os relatos nos foram entregues para que hoje pudéssemos entender e compartilhar desse "segredo" sobre comunhão e experiências com D-us. 

Eu te convido a ler a Bíblia com o coração e ouvidos abertos para entender o agir de D-us. Que Ele continua no controle daquilo que você não consegue controlar. 

E não tem nada mais consolador do que orar por uma causa e ouvir a voz do Eterno respondendo: Eu posso resolver. 


Marion Vaz

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O outro lado do barco


Na maioria das vezes precisamos entender o contexto para optar por um lado da história. Porque já deu para reparar que a maioria das pessoas querem só discutir, dar opinião, trazer mais conflito quando a solução é bem simples. 

E independente da cultura, da religião, da filosofia de vida, não podemos simplesmente caracterizar algo em função do que ouvimos falar.  E eu parei para pensar naquele texto bíblico do Novo Testamento, quando Jesus chega próximo ao Mar da Galileia, Kinneret, e fica observando seus discípulos.

No contexto, Jesus havia sido crucificado e morto. E seu corpo estava num sepulcro em Jerusalém. E os discípulos, desnorteados, seguiram caminhos diferentes. Pedro e seus companheiros foram para a Galileia.  Jesus ressuscitou e foi ao encontro deles.

Engraçado que, enquanto eu escrevo, vou mentalizando as cenas e recordando os dias em que passei em Israel, e vi pela primeira vez, com meus próprios olhos, alguns desses lugares. E Cafarnaum estava ali, próximo ao mar e a cidade continuava viva, apesar dos acontecimentos em Jerusalém.

E lá estava Pedro e seus amigos retornando às atividades de pescaria. O texto fala que tentaram toda a noite e madrugada, mas não apanharam nada. Decepcionados voltaram com o barco e começaram a lavar as redes.

Jesus estava na praia, observando cada movimento e talvez pensando: O que é que eles estão fazendo? E às vezes, ficamos assim, relutantes, desnorteados, voltando aos mesmos pensamentos e atitudes de uma vida antiga. Esquecemos das experiências, dos valores que aprendemos com o tempo, como o Mestre.

E talvez porque é mais cômodo, seguir com aquela linha de pensamento, mesmo que estejamos ferindo tradições e pessoas. E tudo parece crescer e crescer até que... recobramos a consciência de algo maior e melhor.

E Jesus se aproxima questionando os fatos, as atitudes, as perdas. E Pedro responde: Gastamos toda a nossa energia em algo improdutivo. E parafraseando, Jesus responde:

- É porque você estava jogando a rede do lado errado do barco!

No Evangelho de João 21.6-12 podemos ler o restante da história e como os pescadores foram abençoados. 

Mas o que quero destacar aqui são mudanças simples de pensamentos, de valores, de decisões, que podem alterar o restante da vida, das experiências, do aprendizado.

Esta semana o Café Basimta localizado na rua Agrippa em Jerusalém, decidiu parar de abrir o bistrô no Shabbat.  E apesar dos conflitos, dos comentários de clientes e seculares, eu achei uma atitude louvável. Porque afinal, não era sobre café e bolo, política ou democracia. Era sobre respeito, herança histórica e convivência pacífica.


Marion Vaz


Obs. Imagem da Google



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fechando ciclos com maturidade



Mudanças acontecem o tempo todo na vida, na área profissional, nos relacionamentos e dentro de nós. Somos "obrigados" a fechar ciclos se queremos dar espaço para novas experiências. E aceitar a realidade nem sempre é tão fácil assim. Precisamos agir com maturidade.

E fechar um ciclo é reconhecer que bons ou maus momentos tiveram influência sobre nós até certo ponto. Agradecemos a D-us pelas experiências, pelo aprendizado e até mesmo pelos incômodos.

E reconhecer nossos limites é identificar ações e reações que nos levaram para outro patamar. E sim, precisamos mudar de fase, de propósito e às vezes, de ambiente, de amizades.

O medo que travou nossas decisões no passado desafia o desconhecido, o dia de amanhã, as novas tarefas, os novos projetos. Mas é preciso vivenciar cada etapa, cada ideia, emoção e oportunidades de desprendimento.

Esta aceitação e reconhecimento pessoal nos faz seguir em frente para novos polos, novos horizontes. E assim, fechamos ciclos que ficam ocupando espaço no coração, no armário, nas gavetas. Ressentimentos, culpa, erros imaginários e mágoas precisam ficar lá atrás, na curva da estrada da vida.

E assim, soltamos as amarras, destravamos portas e janelas e esvaziamos gavetas. Sem medo, sem remorsos. A inquietação dá lugar à certeza, à esperança, à motivação de seguir em frente.

E fechar um ciclo é entender que outros ciclos estavam esperando, se movendo, como um presente da vida. Então, abrace as oportunidades, reconfigure projetos e a própria consciência para que cada passo tenha um significado.


Marion Vaz

sábado, 29 de agosto de 2026

O conceito do descanso no shabbat




Dar uma pausa na rotina diária é fator importante para quem quer qualidade de vida. Porque vivemos correndo de um lado para outro o tempo todo, sem descanso, sem sequer olhar para frente ou para trás. Essa dinâmica incoerente de que tudo na vida se conquista com esforço, com determinação, com suor e lágrimas é bonito na poesia.

O ideal é mesmo correr atrás dos sonhos, dos ideais, da comida de cada dia, conquistar metas e sem medo algum, dar um salto no desconhecido. E assim passam os dias da semana. O corpo cansado cai na cama e não repousa, porque a mente não para. E estamos nessa busca infinita há anos, como se "nada" caísse do céu. 

Esta semana vi um post interessante sobre o Shabbat. O dia de descanso, de pausa, de interrupção da rotina me fez parar para pensar naquilo que conquistamos ao longo do tempo: "Durante seis dias da semana corremos atrás da vida. No shabbat paramos, para refletir na vida que já temos". 

Esse conceito judaico sobre o shabbat não é apenas uma recomendação, mas um mandamento bíblico: "Por seis dias trabalharás e sétimo, descansarás" (Êxodo 34.21. E não é um descanso qualquer, ou mudança de rotina ou serviço. Mas como um dia sagrado, dedicado ao Eterno.

E na tradição judaica "o shabbat chega silenciosamente, interrompendo a semana". Um dia abençoado e santificado para que você tenha um "encontro" com o Criador, com o acender das velas e as orações, mas também um encontro com os familiares à volta da mesa.

E o que me chama a atenção é esse desacelerar. Essa pausa na rotina, no corre-corre, na busca incessante daquilo que desejamos, para agradecer aquilo que já temos.

Com certeza, na crença cristã esse dia é marcado pelo domingo, Outras religiões divergem para sexta-feira. Mas o importante é ter esse tempo para olhar ao redor, para olhar para o alto em direção a D-us e para descansar, não só no sentido espiritual, colocando toda a nossa confiança no Eterno, mas também descansar o corpo e a mente.

Shabbat Shalom


Marion Vaz