Se você procurar a definição de religião na internet vai encontrar: "um conjunto de crenças, práticas, rituais e valores que conectam os seres humanos ao sagrado, divino ou espiritual". A religião te conecta com Deus através das prática de boas ações, valores e sentimentos que se adquire ao longo da vida e que também, de certa forma, coincide com o que diz a Palavra de Deus.
Ser religioso envolve sentimento e fé, busca por santificação e compromisso com Deus e sua Palavra, compaixão, integração numa comunidade religiosa com frequência a cultos ou missa.
A palavra Divina dá certas diretrizes com respeito ao nosso comportamento com Deus, mas também com o próximo e a sociedade em geral. E não importa quanto tempo você vive numa comunidade ou quantos anos tem no "temor do Senhor", se o seu relacionamento com as pessoas inflige algumas dessas leis.
Porque é muito fácil falar para os outros o que se deve fazer. Difícil mesmo é subjugar o nosso "eu" e agir de forma íntegra e responsável para amigos e parentes e até mesmo pessoas fora do nosso convívio social.
Mas os "religiosos de carteirinha" não estão nem aí para esse detalhe. A maioria já tem "opinião formada sobre tudo" e não vai mudar de atitude e ser mais complacente ou misericordioso com alguém que está em situação difícil.
E o que vemos por aí são pessoas louvando, ensinando, pregando, alfinetando as demais pessoas com suas mensagens "espirituais", quando elas são omissas e sem temperança. E eu não estou aqui para citar nomes e denominações porque o destino delas já foi traçado lá trás quando o ódio ocupou lugar no coração e na mente.
Mas eu fico aqui pensando nesses "religiosos de carteirinha" que dão anos de vida e do seu tempo na intenção de salvar a humanidade. Fracassados e sem respeito dentro do próprio lar, querem ditar as normas da boa convivência e "salvar" a família ou o casamento dos outros.
Não que a pessoa que pratica a religiosidade com fidelidade de alma, não vá passar por aflições e problemas no trabalho, ou com marido, esposa e filhos. Todos nós estamos sujeitos às adversidades que teimam em avançar contra cada lar.
Mas eu mesma não teria essa coragem toda de me expor diante da plateia e falar do amor de Deus, sem praticar a verdade e compaixão. E tem gente que faz, sem receio do "bate e volta" que a vida traz. E não é o fato de ter opinião sobre o assunto A ou B, que a pessoa não vá se envolver ou ajudar um pai, uma mãe, um irmão necessitado.
Mas se tem essa coragem toda de defender a própria opinião, que mais parece uma mágoa do passado, fica no banco. Não faz alarde em público do quanto está preocupado com o bem estar do próximo!
Porque tem sentimentos e mudanças comportamentais que só Terapia mesmo. Ninguém deixa de odiar o outro, ou curar um trauma de infância assim, no fim da tarde. Tem que buscar apoio profissional. Mas os "religiosos de carteirinha" vão acumulando dores como se não fosse nada de mais.
O pior é que, quem está de fora do problema consegue enxergar tudo o que está acontecendo. Menos o abençoado. E assim, a vida passa, com seus altos e baixos, ganhos e perdas.
Marion Vaz
