quinta-feira, 26 de março de 2026

Religioso de carteirinha

 


Se você procurar a definição de religião na internet vai encontrar: "um conjunto de crenças, práticas, rituais e valores que conectam os seres humanos ao sagrado, divino ou espiritual".  A religião te conecta com Deus através das prática de boas ações, valores e sentimentos que se adquire ao longo da vida e que também, de certa forma, coincide com o que diz a Palavra de Deus.

Ser religioso envolve sentimento e fé, busca por santificação e compromisso com Deus e sua Palavra, compaixão, integração numa comunidade religiosa com frequência a cultos ou missa. 

A palavra Divina dá certas diretrizes com respeito ao nosso comportamento com Deus, mas também com o próximo e a sociedade em geral. E não importa quanto tempo você vive numa comunidade ou quantos anos tem no "temor do Senhor", se o seu relacionamento com as pessoas inflige algumas dessas leis.

Porque é muito fácil falar para os outros o que se deve fazer. Difícil mesmo é subjugar o nosso "eu" e agir de forma íntegra e responsável para amigos e parentes e até mesmo pessoas fora do nosso convívio social. 

Mas os "religiosos de carteirinha" não estão nem aí para esse detalhe. A maioria já tem "opinião formada sobre tudo" e não vai mudar de atitude e ser mais complacente ou misericordioso com alguém que está em situação difícil. A expressão "religiosos de carteirinha" vem do óbvio - pessoas que portam uma identidade (carteira) de que pertencem a uma denominação, mas que não demonstram santidade ou compaixão. Estão ali para fazer número.

E o que vemos por aí são pessoas louvando, ensinando, pregando, alfinetando as demais pessoas com suas mensagens "espirituais", quando elas são omissas e sem temperança. E eu não estou aqui para citar nomes e denominações porque o destino delas já foi traçado lá trás quando o ódio ocupou lugar no coração e na mente.

Mas eu fico aqui pensando nesses "religiosos de carteirinha" que dão anos de vida e do seu tempo na intenção de salvar a humanidade. Fracassados e sem respeito dentro do próprio lar, querem ditar as normas da boa convivência e "salvar" a família ou o casamento dos outros.

Não que a pessoa que pratica a religiosidade com fidelidade de alma, não vá passar por aflições e problemas no trabalho, ou com marido, esposa e filhos. Todos nós estamos sujeitos às adversidades que teimam em  avançar contra cada lar.

Mas eu mesma não teria essa coragem toda de me expor diante da plateia e falar do amor de Deus, sem praticar a verdade e compaixão. E tem gente que faz, sem receio do "bate e volta" que a vida traz.  E não é o fato de ter opinião sobre o assunto A ou B, que a pessoa não vá se envolver ou ajudar um pai, uma mãe, um irmão necessitado. 

Mas se tem essa coragem toda de defender a própria opinião, que mais parece uma mágoa do passado, fica no banco. Não faz alarde em público do quanto está preocupado com o bem estar do próximo!  

Porque tem sentimentos e mudanças comportamentais que só Terapia mesmo. Ninguém deixa de odiar o outro, ou curar um trauma de infância assim, no fim da tarde. Tem que buscar apoio profissional. Mas os "religiosos de carteirinha" vão acumulando dores como se não fosse nada de mais.  

O pior é que, quem está de fora do problema consegue enxergar tudo o que está acontecendo. Menos o abençoado. E assim, a vida passa, com seus altos e baixos, ganhos e perdas. 


Marion Vaz


sábado, 14 de março de 2026

Israel em Guerra contra a extinção



Teerã

Não se fala de outra coisa nas Mídias. A guerra contra o Irã tem bases sólidas no que diz respeito a existência de Israel no seu território. Embora que, muitas interpretações por vezes especulativa,  narram a história da guerra como uma busca de poder, a ideia de Israel como nação independente nunca foi aceita pela maioria dos países islâmicos.

Há muito tempo o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vem incomodando o mundo com suas verdades a respeito do poder nuclear do Irã. Aliado aos EUA, Israel atacou as bases militares do Irã na tentativa de deter a conclusão dos planos das autoridades do país em criar condições para a destruição da nação israelense.

Houve retaliações, como era de se esperar, contra Israel e cidades foram atacadas por mísseis bélicos contra civis inocentes. Tel Aviv, Jerusalém e Beit Shemesh sofreram com os ataques em prédios e feridos foram levados ao hospital. Em Beit Shemesh uma família sofreu a perda de três filhos no mesmo dia.


Prédio atingido em Beit Shemesh

Em contrapartida Israel estendeu a guerra até o Líbano para deter as estratégias do grupo Hezbollah de atacar o norte do país. O conflito segue a passos lentos durante toda a semana, sem dia marcado para o fim. É importante lembrar que a vida diária dos israelenses é sempre acompanhada de sirenes quando os ataques do Irã miram na população civil.

A preocupação dos demais países gira em torno do efeito da guerra em produtos como petróleo, combustíveis, setores alimentícios e até passagens aéreas. Há quem fale sobre o aumento da violência global com as ameaças de guerra e retaliações por parte de outros países.

O presidente iraniano ditou as regras para o fim da guerra, mas sua autoridade sobre esta decisão foi questionada. O novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei, pode ou não dar continuidade aos conceitos do pai e então os EUA pretendem observar o que vai acontecer.

Para Israel, as medidas de segurança da população e do território são prioridades. Parece que são palavras fortes afirmar que Israel entrou nesta guerra para lutar contra a extinção do povo judaico, mas se olharmos para o passado, expressões como: "vamos varrer Israel do mapa" são usadas de forma contínua pelo Irã e Iraque.

Que a paz chegue rápido e seja duradoura para o povo de Israel.


Marion Vaz

quinta-feira, 5 de março de 2026

As chuvas de Janeiro, fevereiro e março

Crédito de imagem: Prefeitura de Nova Iguaçu/RJ

Tom Jobim e Elis Regina cantavam juntos uma música bem lindinha com uma melodia marcante. A letra fala de sentimentos, desafios, esperança e diversas emoções que passamos ao longo dos meses. Pelo menos é assim que eu interpreto. As águas de março falam da chuva que cai impiedosamente como se estivesse se despedindo do verão.

O tempo pode ser um herói ou um vilão dependendo do local ou cidade em que você mora. Talvez a letra fale das chuvas que caem em diversas áreas, a princípio regiões mais desfavorecidas onde deslizamento de terras são frequentes e lá se vai a casa, a ponte, a madeira, o fim do caminho, destroços mil.

Mas a música tem um refrão muito interessante que nos impulsiona a seguir em frente: "É promessa de vida no teu coração". A frase pode ser proposital no sentido de alimentar a esperança, porque além do fenômeno climático, contexto social e cultural, traz aquela sensação de renovação, fim de um ciclo e início de outro.

De uma forma bem singela mostra o passar do tempo, e que apesar das circunstâncias, a gente pode recuperar aquilo que se perdeu ou recomeçar. As águas parecem correr como um rio que deságua no mar.

Infelizmente, as fortes chuvas que desabaram sobre diversas cidades, inclusive vários bairros aqui do Rio de Janeiro, foram muito cruéis. E sim, elas levaram casas, pontes, bens materiais e muita gente ficou desabrigada. As chuvas que caíram entre Janeiro e fevereiro inundaram cidades inteiras e nem temos a desculpa de culpar o fenômeno climático.

E já tem algum tempo que a gente sente essa mudança de temperatura se intensificando a cada ano. Então, em minha opinião, foi descaso mesmo das autoridades governamentais que não se preocupam em solucionar problemas, que generalizam situações como corriqueiras e deixam a população sem amparo nessas horas. Porque as chuvas que caem em determinadas épocas são volumosas e causam sérios prejuízos, mortes e destruição. 



Paraty/RJ

Eu entendo que muitos deslizamentos de terra, são consequências de erros humanos, de construções mal localizadas, de volume maior de águas em rios, córregos e cachoeiras, acúmulo de lixos e detritos em áreas urbanas. Mas o ano mal começou e todos os estados do Brasil foram afetados pelas chuvas que desabaram nos últimos meses.

E sim, todos nós recebemos alertas no celular sobre temporais e riscos de deslizamento de terra em determinadas áreas e de como devemos nos proteger e ficar em lugar seguro. 

Mas, o que se faz nas outras épocas do ano para restringir tanta desgraça? Nada! Somos engambelados com "restos de toco" ou seja, festas, feriados, conversa fiada e "promessas de campanha" 


Marion Vaz