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domingo, 12 de julho de 2026

Portas, janelas e brechas


Interessante essa nossa mania de proteção da alma. Diversos conteúdos na internet direcionados ao bem estar do ser humano, nos impulsionam a cuidar do corpo, coração e alma. E isso é importante mesmo. Vida e comida saudável, entretenimento, viagens, bons relacionamentos e paz de espírito. 

Todos os post nos levam a acreditar que somos únicos, mas também mortais. Somos belos e fortes, mas precisamos nos cuidar. Somos impulsionados a correr atrás dos sonhos, a buscar a felicidade nas pequenas coisas da vida, falam que sorrir embeleza o rosto e a alma. 

E eu concordo com essa linha de raciocínio que molda o nosso dia a dia para enfim, fechar as portas, janelas e brechas pelas quais a tristeza, o desespero ou a insensatez possa entrar. Porque se o corpo precisa se alimentar, a alma também. Se a alma precisa de paz, o espírito precisa de Deus.

E se Deus está presente em cada cantinho da casa, as brechas estão fechadas para o inimigo. Porque às vezes, não precisa de uma porta aberta para ele entrar e bagunçar tudo, apenas uma pequena brecha. 

Então vasculhe a casa, o coração, a mente, a alma para bloquear o mal, a seta da ingratidão, a dor do desespero ou até mesmo, aquele sorriso de inveja de alguém.  Porque é certo que o mal pode chegar disfarçado em bem, em presentes, em convite.

Já reparou que uma rachadura na parede tende a aumentar com o tempo?  Que às vezes é preciso mais do que uma massa reparadora? Que é preciso derrubar os tijolos e fazer tudo de novo? A tendência humana é sempre usar retalhos, pequenos reparos, confiar demais e esperar mudanças a longo prazo.

Que este texto sirva de reflexão, mas também de mudanças na vida emocional e espiritual.


Marion Vaz 


Ps. Imagem da Google




sexta-feira, 3 de julho de 2026

Isaque - O Filho da Promessa e seu legado

 


Existe uma diferença entre legado e herança. E Isaque como filho da promessa herdou de seu pai Abraão, bens materiais, animais, servos e servas. Ao sair de Ur dos Caldeus, Abraão tinha uma missão: herdar uma terra que ele mesmo nem sabia onde ficava (Gênesis 12.1-2).

O Eterno D-us não mediu esforços para abençoar Abraão, cujo destino era desenhado no passo a passo das pegadas no território, que mais tarde seria conhecido como terra de Israel. A fé, a comunhão com o D-us único, a adoração por altares, a obediência a voz do Eterno foram legados que o pai passou para o filho.

Isaque tinha consciência dessa herança espiritual que o conduziria durante toda a sua caminhada, por um território que seria herdado por seus descendentes. Jacó, também não ousou duvidar das palavras do Todo Poderoso e creu nas promessas que ouviu do pai.

A nação de Israel é hoje uma potência mundial que caminha a passos largos para as conquistas de seus ideais. A história e o legado de Abraão, Isaque e Jacó são lembrados nas festividades, nas tradições e nos costumes de sentar à mesa com os filhos e repassar para eles, os decretos do Eterno.

Isaque herdou promessas que o pai conquistou pela obediência e no D-us que lhe apareceu, estando ele ainda na terra dos caldeus. É no texto bíblico de Gênesis que lemos a história e trajetória desses três patriarcas. Em Hebreus 11 lemos a confirmação dos fatos num texto mais teológico, e assim podemos entender a essência da fé, que fez até cair dos muros de Jericó na conquista do território  (vs 30; Js 6.20) e remove montanhas até os dias de hoje.

Entendemos que o legado espiritual é "um conjunto de valores, fé, princípios morais que uma pessoa transmite para outras gerações".  Estes princípios vão determinar o código de conduta para a vida toda, e serão decisivos na hora de se enfrentar um problema, uma adversidade, assim como aconteceu com Isaque (Gn 26.15).

O legado de Isaque para as gerações futuras é atemporal. Assim como Jacó, que ousou lutar com D-us e com os homens e prevaleceu tornando-se Israel. Jacó e seus filhos formaram as tribos de Israel que no decorrer dos anos venceram batalhas físicas e espirituais, não só para conquistar um território, mas para nos dar hoje a crença no D-us Todo Poderoso. O Judaísmo é conhecido hoje como uma das maiores religiões no mundo inteiro. 

Os textos bíblicos são riquíssimos em fatos históricos, arqueologia, tradições e ensinamentos, não só no campo espiritual, mas também social e vida civil. Somos co-herdeiros de promessas e desse patrimônio, dessa fé.


Marion Vaz


domingo, 21 de junho de 2026

Mulher de Jó - Uma mulher enferma na alma



Hoje refleti sobre uma história bíblica que fala de uma mulher vivenciando um dos períodos mais tristes de sua vida. A maioria das pessoas lê a Bíblia todos os dias, mas poucas se detém nos detalhes de um texto. Quando se fala da história de Jó e todo o seu sofrimento, a mulher deste homem recebe um feedback negativo quando se revolta e expressa a seguinte frase: Amaldiçoa a D-us e morre! (Jó 2.9)

Jó, um homem próspero e abençoado pelo Eterno, começa a perder tudo. Ele perdeu seus filhos, os bens, a saúde, os amigos e parentes. O texto bíblico afirma que seu corpo foi coberto por uma chaga maligna. Imagine a dor e sofrimento físico além da dor pessoal de ter que enterrar todos os seus filhos? 

A mulher de Jó que acompanhou todas as perdas e assistiu o sofrimento do marido não vê solução para aquela situação. Ela também está ferida na alma, a dor insuportável, o choro constante, o desespero toma conta dos pensamentos. E assim ela chega a conclusão que a morte do marido era a única saída. E proferir uma blasfêmia foi um alívio naquele momento. O marido recrimina: Você fala como uma louca! Receberíamos o bem de D-us e não o mal?

Na verdade, toda aquela desgraça foi permissão de D-us para testar a fé, o amor e a devoção de Jó. Mas para a mulher, que não tinha tanta intimidade com o Senhor, era só castigo. Até  os amigos de Jó o culparam por tal adversidade.

Mas voltando para a reação da mulher, não é difícil entender o que ela estava passando, como estava ferida na alma e sem qualquer discernimento. Esgotada emocionalmente, ela resolve descontar tudo em D-us. E não é diferente nos dias de hoje. Somos surpreendidos por algo e logo pensamos em orar. E quando a resposta demora, perdemos a esperança.

Mas você reparou que no texto sagrado não há nenhum tipo de vingança por parte de D-us? Ele vê a indignação da mulher e não retribui a ofensa. Ele olha e vê uma mulher frustrada, infeliz e destruída emocionalmente. 

A primeira lição espiritual do texto é que D-us sabe. Ele conhece as nossas dores, a nossa fraqueza, o desânimo e a dor que insiste em sufocar o coração. Ele vê o choro constante, o sorriso forçado e o silêncio pedindo socorro. Ele te vê, te entende e tem uma benção para tua vida.

No desenrolar da história Jó é abençoado por sua fé inabalável e o Senhor restitui todos os seus bens, multiplicando a perda. E a mulher que estava ao seu lado também vai fazer parte dessa nova história. 

O texto bíblico não fala se ela se arrependeu depois ou se pediu perdão por suas palavras, mas o fato é que ela não foi ignorada pelo Senhor. A Bíblia não cita o nome da mulher de Jó, mas faz referência às 3 filhas do casal (Jó 42.14,15).

E a segunda lição espiritual do texto é que D--us resolve. Ele tem poder para reverter qualquer situação. O processo pode estar em andamento, então não desista. Confia Naquele que pode todas as coisas. Ele é fiel e justo para te abençoar.


Marion Vaz

Quer conhecer mais sobre as mulheres da Bíblia e seus momentos de crises?

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sábado, 13 de dezembro de 2025

A Voz que nos conduz


De quem é essa voz que guia, que nos dá esperança e nos faz seguir em frente? Uns vão dizer que é a "voz da consciência", outros vão dar créditos à vivência, ao  amor, à fé, à Palavra.

O certo é que, de alguma forma, temos que caminhar em direção ao futuro que nos espera. Alguns percorrem por estradas sinuosas, outros em linha reta. O som dos passos nos alerta para essa urgência. 

O ano de 2025 está quase terminando e com certeza você já fez vários planos para o próximo ano. Parabéns. Para se conquistar algo temos que planejar com antecedência, correr riscos e estar disposto a vencer os obstáculos.

Mas confesso que ouvir a voz da consciência pode não dar muito certo, dependendo da gestão de valores que temos. É melhor rever suas prioridades. Mas existe uma voz que não podemos deixar de prestar atenção: A voz de Deus. 

Inúmeros textos bíblicos nos conscientizam do valor e da importância de estar sempre atento aquilo que o Senhor quer nos dizer.  Benefícios e livramentos são constantes quando deixamos de lado opiniões de terceiros para dar atenção ao nosso Deus.

Às vezes, as situações até parecem normais e convidativas. Elas refletem o nosso desejo humano, a nossa carência, um olhar inovador para o futuro. E Deus, simplesmente nos alerta: Presta atenção!  Aconteceu comigo às 4.30 da manhã, quando acordei com a voz de Deus me recomendando Presta atenção.

Confesso que fiquei intrigada. Presta atenção em que? Perguntei. Nenhuma resposta ou comentário. Eu tive que buscar um entendimento para mudar de direção.

Outras vezes, a voz de Deus é nítida como naquele episódio de Pedro numa embarcação no mar agitado da Galileia (Mateus 14.28-29). Ele pediu para andar sobre as águas e Jesus disse: Vem. Por alguns minutos Pedro teve uma experiência audaciosa.

Uma das maneiras mais fáceis de ouvir a voz de Deus é lendo a sua Palavra. Ela é viva e eficaz. Ela nos ensina, nos consola, nos adverte, nos liberta e revigora as forças. A voz de Deus pode ser suave e doce ou enérgica. Ela pode desencadear uma série de mudanças como aconteceu com Abraão (Gênesis 12).

Mas o importante é que a voz de Deus nos guia por caminhos nunca experimentados através da fé, do amor e da confiança. O seguir requer fidelidade e traz alívio para nossas dores e paz em todos os sentidos.

Ao término deste texto, reflita sobre a voz que você ouve e quais os caminhos que ela te conduz.


Marion Vaz



domingo, 5 de janeiro de 2025

Israel e o cumprimento das profecias



Benjamim Netanyahu - Primeiro Ministro de Israel

A nação de Israel está no centro de toda história bíblica. Embora que, quando lemos os textos sagrados nem nos damos conta disso. Na maioria das vezes as pessoas leem a Bíblia para encontrar respostas para seus problemas e seus dramas. Os texto mais populares são aqueles que produzem um sentimento de esperança no coração do indivíduo que procura alívio para suas dores.

Mas na verdade, o próprio Jesus ressalta a função da Palavra como alimento diário e um meio de se chegar mais perto de Deus, de ouvir a sua voz e encontrar esse equilíbrio no relacionamento. Mas nós, meros mortais, insistimos em estar no centro de toda atividade divina como receptores das bênçãos.

O texto sagrado de Gênesis além de informar sobre a criação do mundo como conhecemos e as desavenças humanas deixa claro que o Eterno tinha em mente estabelecer uma grande nação (Israel) através de Abraão, o patriarca da fé.

Se prestarmos atenção em cada etapa da história vamos encontrar a formação da nação de Israel em Abraão, Isaque e Jacó na Terra Prometida. E não como uma história paralela a outros eventos, mas como ponto central. A nação cresce, se desenvolve, tem altos e baixos em sua caminhada e por fim retorna ao território com Moisés. Os demais líderes Josué, Juízes, Saul, Davi etc, mantém firme na mente e no coração as promessas de Deus feitas aos patriarcas.

Interessante que, embora tenham ocorridos outros eventos históricos, os demais livros bíblicos insistem nesse conjunto de ideias de nação eleita, povo santo, povo de Deus. E independente das guerras que enfrentaram ao longo dos anos, o povo de Israel chega ao século 21 intacto em sua crença monoteísta, cultura e tradições.

As profecias se cumprem em Israel e cada uma delas o coloca no centro do panorama mundial, amado por muitos e odiado por alguns. O país independente se desenvolve com tamanha eficiência que é referência mundial em muitas áreas na tecnologia, medicina, agricultura e ciências, etc, com as quais Israel estende a mão para os demais países contribuindo para o bem estar dos demais povos. Quem sabe o profecia "em ti serão benditas todas as nações da terra" (Gn 12.3) tem o seu efeito significativo, além do espiritual?

No entanto, desde o massacre terrorista de 7 de outubro de 2023 no território israelense, o país enfrenta uma série de obstáculos mantidos pela Mídia, por se defender do Hamas. Entendo que o contra ataque ocasionou perdas de civis em Gaza, assim como muitos israelenses também perderam a vida nessa guerra.

Mas os "rumores de guerra de nação contra nação" (Mt 24.6), seja através dos mísseis ou da Mídia colocam Israel como o vilão da história quando na verdade, Israel está apenas se defendendo dos ataques terroristas que vem ocorrendo quase que diariamente.

Então, está na hora de nos posicionarmos a favor de Israel e das pessoas sequestradas pelo grupo terrorista do Hamas e que ainda estão presas em Gaza, para que sejam libertadas. Independente do seu credo religioso o que está em jogo aqui são vidas humanas e famílias dilaceradas pela dor.

E me vem a lembrança uma profecia direta de Deus para Israel e quer você acredite ou não, é ela que vai ditar as regras do futuro: 

"E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome: e tu serás uma bênção. E abençoarei os te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem".

Eu já fiz a minha escolha.  Shalom Le Israel


Marion Vaz

sábado, 25 de dezembro de 2021

Natal também é recomeço

 


Natal é uma data especial e milhares de famílias estão unidas por laços de amor, fé e esperança. 


Mas hoje é também um dia de reflexão sobre as nossas próprias escolhas. Aquilo que desejamos ontem e realizamos ao longo do ano e os objetivos que queremos para o ano que se inicia.


Então, Natal também é recomeço. É deixar para trás aquilo que não se adapta mais ao nosso contexto e seguir rumos diferentes. Repaginar.


E pode-se conciliar o antigo com o novo. Inovar. Surpreender.


E Natal tem algo de especial: agrega valores. Pequenos detalhes que iluminam, motivam e alegram a alma.


É pensar no quanto nos esforçamos para chegar até aqui. A caminhada, as mudanças no dia a dia, a satisfação pessoal. Gratidão.


E não deixar que alguém defina os teus limites, que julgue a capacidade de criar ou que te faça desistir no meio da estrada. Liberdade.


Natal não devia ser apenas uma data a mais no calendário para se compartilhar emoções. Devia significar renascimento, não só no sentido espiritual, mas também na arte de se comunicar.



Marion Vaz


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fé - Definição e Prática


Fé implica numa disposição para confiar em outra pessoa. "Difere de credulidade, porque naquilo em que se tem fé, confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário.

A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.

A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Espírito de Deus, havendo vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra.

A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples, mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

A Fé no Antigo Testamento

As atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança.

Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT.

As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.

A Fé nos Evangelhos

Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a Palavra de Deus.

Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na Palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava que os discípulos tivessem confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada.

Mas a fé tem, no NT, um significado muito mais amplo e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que implica na salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho (João) embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer".

Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc).

Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).

A Fé nas Cartas de Paulo

Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas.

Nós realmente estamos sendo justificados, somos santificados pela constante operação e influência do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à Igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, o meio pelo qual nos submetemos à operação do Espírito (Ef 3.16-19).


Fé e Obras

Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).

Assim a fé é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo. Deste modo a fé é uma fonte natural e cercada de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).

Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprio; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que é a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há, pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras que agradam a Deus e pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor". "


Artigo do site da Fé Cristã

Fonte: http://www.vivos.com.br/136.htm

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Que queres que eu te faça?

Esta pergunta feita por Jesus ao cego Bartimeu, parece não ter causado espanto aquele pobre homem, que de prontidão respondeu: "Que eu veja!" (Lucas 18). Seus gritos de socorro foram ouvidos quando Jesus estava a caminho da cidade de Jericó. Mesmo sendo repreendico por diversas pessoas para que se calasse, Bartimeu gritou bem alto: "Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim!"

A história bíblica conta que o pobre homem vivia a mendigar a beira de uma estrada. Cego, sujo, maltrapilho e esquecido pela sociedade da época, Bartimeu foi condenado a passar anos de sua vida miserável sem qualquer perspectiva de melhorar ou reverter aquela situação.

Na sociedade hodierna encontramos pessoas vivenciando os mesmos dramas. Algumas delas realmente vivendo nas ruas, suplicando a ajuda dos trausentes. Mas existem pessoas que por causa de algum problema, doença, dificuldade financeira ou espiritual acabam se acomodando com determinadas situações.

Estão vivendo a vida que os outros querem, não podem gritar, não podem sonhar, não exigem reparações. Pessoas que choram e não são consoladas. Pessoas que já se conformaram com sua desgraça.



Bartimeu poderia continuar naquela situação até o fim de seus dias. Poderia ficar no anonimato, invisível! Mas uma atitude, que alguns consideram atitude de fé ou se podemos ser mais realista eu diria uma atitude de desespero, mudou o curso de sua vida.




Analisando o texto bíblico podemos pensar que o cego já devia ter ouvido falar desse Jesus, de seus milagres, de sua compaixão. A maneira como se referiu a Jesus demonstra reverência. Reconhecendo a autoridade Daquele que podia operar um milagre em sua vida, só restava uma coisa a fazer: Gritar! Pedir socorro e expor sua aflição, seu desespero, seu desejo. E Bartimeu reuniu todas as suas forças e pensou: Se ele me ouvir, virá em meu socorro! Então gritou: Jesus, Filho de Davi tem misericórdia de mim!

O mal que assola a humanidade é a descrença. Não cremos em mais nada! Não acreditamos nas pessoas, nas promessas que nos fazem! E muitos não acreditam em seus próprios sonhos! Nos calamos quando somos repreendidos, não temos coragem de expor nossa opinião ou de exigir nossos direitos. Absorvermos cada informação, cada crítica e ainda damos razões a outrem. e os anos passam. Toda sorte de injustiça nos é imposta e com um agravante: que nos calemos!

Mas Bartimeu gritou e gritou alto. Alguns diziam: Ele não te ouvirá! Cale-se mendigo! Quem és para que ele te ouça e te responda? Mas o cego não dava ouvidos, não se deixou convencer e gritava constantemente a ponto de incomodar as pessoas a sua volta: "...Tem misericórdia de mim!"



Jesus parou sua caminhada e mandou chamar o tal cego e perguntou: "Que queres que eu te faça? Que eu veja!" Respondeu o homem. Com uma naturalidade que até hoje me surpreende, Jesus respondeu: "Então vê!"



A névoa que encobria seus olhos se dissipou e aos poucos as imagens foram ficando cada vez mais nítidas, as cores, pessoas, animais, objetos.


Talvez o rosto de Jesus tenha sido a primeira imagem que ele contemplou. Imagino que uma alegria indescritível tomou conta de Bartimeu. Quantas mudanças ocorreriam em sua vida a partir daquele momento?




É preciso acreditar! É preciso lutar! É preciso sonhar!

Mas desta vez foi preciso gritar!

Marion Vaz

terça-feira, 6 de abril de 2010

FÉ - Qual a medida que existe em você?

Você já pensou que para agradar ao Senhor é preciso ter fé? Este é o segundo caminho a ser percorrido. Mas o que é fé? Um sentimento? Uma atitude? Um modo de vida? No hebraico Emuná tem o mesmo significado desta palavra de apenas uma sílaba no vocabulário português, para o cristão hodierno.

Vejamos como o escritor aos hebreus definiu fé: “É o firme fundamento das coisas que se esperam e a certeza das coisas que não se vêem” (v. 1). Então concluímos que a fé é o ponto de partida para obtermos alguma coisa. Temos a fé natural, nascemos com ela e utilizamos no nosso dia a dia. A fé de caráter espiritual é aquela que nos leva a crer no impossível.

A fé vê o que está longe (Hb 11.13), vê o invisível (vs. 27), ela dá origem ao milagre. Se o crente precisa ver milagres acontecerem em sua vida, precisa confiar mais em Deus. A fé abre portas, dissipa as trevas, a fé cura.

A fé remove montanhas, montanhas de pecados que nos separam de Deus, de fracassos, de doenças. Ela produz um novo estilo de vida. A fé produz justificação (Rm 3.28). A fé coopera com as obras (Tg 2.22).

Qual a medida da sua fé?

A Bíblia fala das seguintes medidas de fé: fala da ausência da fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). Em Mt 17.20 fala que os discípulos tinham pouca fé, num momento em que oravam para expulsar os demônios de um lunático. Esta medida de fé é insuficiente para produzir milagres, para acalmar tempestades (Mt 8.26).

Mas a fé pode ser aumentada, pois os discípulos suplicaram a Jesus: “Senhor, acrescenta-nos a fé” Lc 17.5. A medida da fé pode ser aumentada no ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17).

Temos outra medida de fé em Mt 15.28, Jesus falando a uma mulher disse-lhe: ”Mulher, grande é a tua fé”. A fé quando é grande possibilita o recebimento de curas espirituais e físicas.

Precisamos de exemplos de fé, como a do centurião da cidade de Cafarnaum (Mt 8.10), “tanta fé”. Admira-nos o fato dele não estar pedindo benção para si e sim para um de seus servos.

Observamos que a fé pode encher, transbordar. Os membros da igreja do Senhor podem se cheios de fé e do Espírito Santo, como Estevão (At 16.5). Separados para servir, para trabalhar na obra de Deus (Vs. 2,3), para produzir grandes sinais (vs. 8).


Estudo Bíblico de Enoque Rafael transformado em artigo por Marion Vaz.