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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Culpa é Tua



Ao ouvir esta frase fiquei incomodada. Como assim? A culpa é minha?

Tudo começou com um simples artigo num jornal de grande circulação. O autor descrevia sua opinião a respeito da fé em Deus. No entanto, aquela era a opinião dele, não a minha! Pensei. E certamente, também não era a opinião de boa parte da população brasileira. Mas o artigo estava lá,  entrando na vida e nos corações das pessoas.

Não que eu seja contra a alguém que não acredite em deus, ou que mantenha a sua fé da forma como foi criado. Acredito no princípio de liberdade de opinião.

Cada pessoa tem direito de pensar sobre este ou aquele assunto e expor sua opinião. Ok!

No programa "Na moral" da rede Globo de televisão, ontem, alguém disse a seguinte frase a respeito de Deus:
- Deus deu o livre arbítrio ao homem! E ele respeita até o fato de alguém não acreditar Nele!

Ponto! É exatamente isso. Esse é o nosso Deus. Bondoso, misericordioso, o Senhor que cura, o Senhor que governa todo universo e ainda tem tempo para ouvir as nossas orações.

Mas o artigo que eu li naquela época, era provocativo, mentiroso e até malicioso. E fiquei chateada por imaginar que milhares de pessoas teriam acesso aquelas informações "grotescas" a respeito do meu Deus.

Foi então que fui reclamar com Deus e disse:
- Olha só isso Senhor... Quanta mentira! Como é que alguém pode escrever um artigo como este e ainda publicar num jornal de grande circulação?

Então ouvi a resposta de Deus:  A culpa é tua!

-  Como assim, a culpa é minha? Discuti com Deus.

- A culpa é tua! Falou outra vez. Confesso que chorei muito quando entendi o que o Senhor queria me dizer:

- A culpa é tua, porque Eu te dei um dom e você não usa!


 
                                                             ***************

Chorei. Muito.
depois voltei a escrever e não parei mais!




Marion Vaz


 

sábado, 14 de julho de 2012

Leve e Momentânea Tribulação?



Parecem termos contraditórios? 

Principalmente quando analisamos sob o ponto de vista humano a dor, a desilusão, as angústias, os problemas familiares e tudo aquilo que nos fazem sofrer tanto.  

Momentânea? Parece uma eternidade quando estamos vivenciando um problema e não temos como resolver! 

O que teria de leve numa tribulação se o próprio apóstolo Paulo que escreveu essas palavras na epístola aos romanos passou por diversas e dolorosas experiências, as quais relatou minuciosamente no texto bíblico de 2 Coríntios 11.23-28. Deve existir uma explicação lógica (ou sobrenatural) para tal declaração! Isso é fato!  

Não podemos esquecer que Jesus advertiu: “No mundo terei aflições” (Jo 16.33) Então, ninguém está livre dos infortúnios, das aflições, das angústias, dos problemas. Ninguém é tão bonzinho que escape das adversidades! Essa afirmação de Jesus é muito clara. Mas  o que ele declara a seguir? “Mas tende bom ânimo”. 

Infelizmente encontramos muitas pessoas por aí, se lamentando, debatendo sobre a dificuldade de encarar a vida “como ela é “!. Sinto informar que tem horas que a “coisa pega” e é bom estar preparado!

Talvez seja aí que encontramos o verdadeiro sentido da frase exposta por Paulo! O erro está em deixar-se levar pelo sofrimento a ponto de esquecer-se da graça e das bênçãos de D-us. E muitos se enveredam por esse caminho: A ingratidão.

Mas Paulo continua afirmando: Leve e momentânea... O que nos revela esse versículo em função da vida? Que a tribulação é real, mas também é terrena. 

É possível que enquanto uma pessoa viver nesse mundo tenha tribulação, algumas até diárias! É também possível que aquilo que chamamos de tribulação seja apenas problemas familiares, problemas financeiros, enfermidades... 

E com certeza muitas pessoas estão apenas colhendo aquilo que plantaram! 

Mas dependendo da sua intimidade com D-us a tribulação produz um peso de glória para a vida eterna. Assim, o homem deve entender que todo sofrimento aqui na terra pode ser suportável quando comparado com as “glórias que nos hão de ser reveladas” (Rm 4.17). 

Quando pensamos no quanto o Senhor D-us é poderoso para nos livrar, para nos abençoar, aquilo que chamamos de tribulação passa a ser aceitável e acreditamos que passageira. E então passamos a dar glória a D-us em todo tempo.



Marion Vaz

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Caminho do Trabalho


A Dedicação
               
Trabalhar na obra de Deus requer dedicação. Na carta do apóstolo Paulo aos crentes de colossos, podemos observar um valioso ensinamento para todo aquele que deseja seguir esse caminho. Aconselhado a Arquipo, o apostolo diz: ”atenta para o ministério que recebeste no senhor” (4.17). Era costume de Paulo terminar suas epístolas saudando vários irmãos. 

Nesta saudação fazia questão de exaltar as qualidades, o trabalho, a dedicação de seus companheiros, ou simplesmente para chamar alguém de irmão (Rm 16.23). 



Arquipo era seu cooperador e mantinha uma igreja em sua casa (Fm 2).


Nesta pequena saudação podemos aprender três grandes lições espirituais. Primeiro Paulo chama a atenção do amigo Arquipo para o fato dele ter recebido um ministério: ”atenta para o ministério que recebeste”.

Ao receber Jesus como salvador, o crente recebe o Espírito Santo, que continuará o trabalho de transformação espiritual (Jo 16.13). Como o batismo no Espírito Santo vem os dons espirituais para auxiliar nos talentos e nos ministérios (1 cor. 12). Como na parábola dos talentos ministrada por Jesus (Mt 25.14), os dons precisam ser trabalhados, cuidados e até multiplicados. Não podem ficar esquecidos ou abandonados.
               
A segunda preocupação de Paulo está no fato do amigo e do próprio crente, ter consciência que este ministério, seja ele qual for, foi recebido da parte de Deus. Não foi uma indicação puramente humana ou por mérito próprio. Você foi escolhido pelo Senhor para um trabalho específico. Como o próprio Jesus ensina aos discípulos: “não me escolheste vós a mim, mas eu vos escolhi e vos nomeei, para que vades e deis fruto...” (Jo 15.16).         
              
A terceira lição espiritual está no final do versículo “para que o cumpra”. Na parábola dos talentos, há uma preocupação daquele Senhor em distribuir talentos aos seus servos e depois pedir conta a cada um. Observe que o servo que recebeu cinco talentos granjeou mais cinco. O que recebeu dois talentos granjeou mais dois. Mas o que recebeu apenas um, enterrou o talento. Ao ser interrogado do porque, ele deu uma desculpa: o medo. Que decepção para aquele senhor!
                       
Em resumo, deve haver uma dedicação de cada servo de Deus, em administrar bem, os talentos, os dons recebidos. A dedicação na obra de Deus é equivalente à adoração. Quanto maior o amor que sentimos em relação a Deus, maior dedicação, maior o desejo de agradá-Lo.

A Unção
               
A história de Davi como rei de Israel, começa a partir da unção feita pelo profeta Samuel (1 Sm 16.13). Davi era o menor da casa de seu pai, era designado a tomar conta do rebanho da família. Sua função era alimentar as ovelhas guiá-las e protege-las dos predadores.
               
Ao receber a ordem divina, o profeta segue em direção a residência do jovem. Jessé faz seus filhos passarem diante de Samuel, todos formosos e corajosos. O profeta via o exterior e Deus buscava um homem segundo o seu coração, segundo os seus propósitos – Davi. Inúmeras dificuldades esperavam o futuro rei de Israel. Davi foi ameaçado, abandonado, perseguido, anos de sofrimento antecederiam o trono.
               
Ao folhearmos a Bíblia vamos encontrar relatos de homens que granjearam o favor divino através da obediência, da coragem, da dedicação e da unção de Deus. A unção é a confirmação da benção de Deus. É a certeza da presença do seu Deus em todos os momentos e circunstâncias.
               
Ao instituir o sacerdócio, Moisés consagra Arão e seus filhos e derrama sobre eles o óleo da unção. No salmo 133, esse óleo é chamado de “óleo precioso”. A unção confirma o chamado e dá autoridade perante o povo.
              
A unção também é símbolo de santidade e purificação (Lv 8.12), de proteção (Sl 105.15), e principalmente para o trabalho (Is 61.1). Por isto escolhi a história de Neemias. Esse homem deu-nos um grande exemplo de amor à pátria e dedicação. Vamos segui-lo?

Caminhos de Neemias
                    
Miséria e desprezo foram palavras que fizeram Neemias chorar. Este era o estado em que viviam os judeus em Israel, durante o cativeiro. Embora ele estivesse numa boa posição, tendo em vista as circunstâncias, Neemias se angustiou ao saber do terrível estado de abandono de Jerusalém: Os muros rachados, e as poucas pessoas que restaram, desfaleciam de fome e pobreza. Então lhe caiu o semblante e começou uma campanha de oração e jejum. Sua angustia era tão intensa que não passou despercebida pelo rei.
                                                        
Neemias propôs em seu coração fazer alguma coisa para mudar aquela situação. Trabalho pesado, que exigiria dele competência, capacidade de liderança e confiança em Deus. Com a autorização do Rei, saiu em direção a Jerusalém para edificar os muros da cidade Santa e tirara-lhe o opróbrio.           
               
O caminho de Neemias é o da estratégia e o da consciência de estar realizando uma grande obra (Ne 6.3).








Ele não se deixou levar pelo medo ou pela interferência de Tobias. O resultado espiritual foi o arrependimento e a confissão de seus pecados do povo (cap. 9.2-3).
              
Você vai concordar comigo que o Senhor precisa de crentes que chorem a miséria espiritual, que orem pelas almas perdidas e que manifestem o desejo de ver aqueles que vivem em completo abandono, serem abençoados.

No Caminho de Damasco


“... Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
 Duro é para ti recalcitrar contra os agulhões.”
Atos 9.5
               
A história de Saulo de Tarso é relatada em Atos 9. Fariseu convicto em defender suas raízes, suas tradições. A ponto de combater os cristãos - que até então eram considerados uma seita dos nazarenos - e a muitos encerrou nas prisões (8.3), consentiu na morte de Estevão (8.1), e queria a todo custo exterminar os seguidores de Cristo (9.1).
              
Mas esta historia de perseguição tinha dia e hora para acabar. Deus tinha outros planos para sua vida: ele se tornaria o maior defensor da causa de Cristo. Foi numa estrada a caminho de Damasco que seus planos foram mudados. Uma grande luz o cercou e uma voz o indagou. Saulo caiu por terra e reconheceu a supremacia do que falava frente a frente com ele (vs 4-6).
               
A partir daquela visão, o perseguidor passou a ser perseguido. Seu nome mudou para Paulo e deu início a um novo caminho. Caminho de muito trabalho e através dele o Cristianismo passou a tomar forma. Em suas epístolas, as doutrinas e revelações fortaleciam as igrejas que fundava. Enfrentou dificuldades tremendas em prol do Evangelho. Algumas delas foram descritas em 2 cor 11.23-28: prisões, açoites, perigos, frio, nudez, fome, naufrágios.
               
O caminho deixado por ele é o da consciência das necessidades e da carência espiritual do mundo ao seu redor. Será que você tem ouvido este clamor? Caminho de quem assumiu o compromisso com Deus. Ao término de todo o percurso, poderia dizer: “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).  Infelizmente existem aqueles que param no meio do caminho, desfalecidos. Não acabam a carreira e nem guardam a fé. Mas nós vamos seguir em frente. Você está preparado para conhecer nosso próximo passo?

Caminho de João Batista


“ E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor teu Deus”
Lucas 1.16
              
O caminho deste homem começa na gestação. Seus pais eram justos e andavam nos mandamentos e preceitos da Lei. O historiador Lucas faz questão de registrar que já no ventre de sua mãe, João seria cheio do Espírito Santo (vs 15) e que a mão do Senhor estava sobre ele (vs 66) para crescer robusto e forte em Espírito (vs 80). Todas essas coisas foram possíveis porque seus pais tinham um compromisso de fidelidade com Deus.
               
O trabalho de João Batista consistia em preparar o caminho do Senhor. Como precursor de Jesus, pregava o batismo do arrependimento, convertendo corações e deixando-os propensos a mensagem do Evangelho que Jesus traria. Trabalho árduo, espinhoso, suas palavras seriam enérgicas e não agradariam a alguns. Mas eram palavras de conhecimento, de salvação. Palavras que iluminavam “os que estavam assentados em trevas e a sombra da morte” (vs79).
               
Os sofrimentos no cárcere e a terrível morte, não apagariam sua mensagem e seus seguidores quando recrutado pelo Senhor Jesus, logo se tornariam seus discípulos. Era o cumprimento de suas próprias palavras: “ É necessário que ele cresça e eu diminua” 
( Jo 3.30). João Batista saiu do cenário bíblico para que os homens entendessem que Jesus era o Cristo que havia de vir ( Jo 1.29,38,34). Mas entra para historia, pela grandeza de seu trabalho, em favor da causa do Mestre.
               
Imagino que agora você está pronto para trabalhar. Foi convocado, ungido, recebeu dons e talentos pessoais e espirituais e tem consciência das necessidades do mundo que o rodeia. Você está pronto para ouvir as palavras de Jesus:

“... e ser-me-eis testemunhas, tanto em
Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e
até aos confins da terra.”
Atos 1.8



Texto extraído do livro Razões de uma Caminhada de Marion Vaz 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Oleiro e o vaso



Em cumprimento a ordem divina, o profeta Jeremias encaminhou-se até a casa do oleiro e passou a observá-lo atentamente (Jr 18). A matéria prima utilizada era o barro, que ainda maleável podia ser amassado com os pés, umedecido e moldado no instrumento que lhe daria a forma final. Concluída essa parte, o objeto era levado ao fogo onde tomaria consistência, para mais tarde ser utilizado em toda boa obra.

No entanto, aquela rotina foi interrompida quando o vaso se quebrou nas mãos do oleiro. Ele bem poderia se desfazer daquele objeto e recomeçar o trabalho com outra porção de argila. Mas o artista não tomou essa decisão. Estava acostumado a lidar com aquela matéria prima todos os dias e sabia como reutilizá-la. Logo, se propôs a fazer do vaso quebrado um novo vaso, como "bem pareceu aos seus olhos".

Ao sair do Egito em direção a Terra Prometida, o povo de Israel recebeu de Deus a Lei e os Mandamentos. O primeiro dele exigia a adoração incondicional para não se corromperem com os povos idólatras que encontrassem. Com o passar dos anos, feriram a santidade de Deus.

A mensagem para Israel dada ao profeta era de arrependimento, de mudança de atitude, de renovo espiritual. Mas, abdicando da soberania de Deus para transformá-los, atraíram para si iminente castigo.

Imagino que um vaso rachado, deformado, imperfeito não tem muito proveito na obra de Deus. Estar na mão do Oleiro pode ser a diferença. A técnica de amassar a argila com os pés deve ser de suma importância. Passar pelo fogo pode parecer um pouco desconfortante e talvez você esteja nesta fase. Mas confie no Senhor. O "fogo" solidifica, define caráter.

Deixar-se quebrar nas mãos do Oleiro pode até certo ponto, significar um retrocesso, mas também é um reinício. Seja como for, o Senhor vai trabalhar em sua vida, modificando muitas áreas, que até então eram consideradas inofensivas a sua fé. Mas o Deus que nos conhece por inteiro, "conhece o nosso pensamento e o nosso deitar e levantar", Ele sabe aonde, como e o quanto precisamos ser transformados.

Então se deixe quebrar nas mãos do Oleiro.

Vaso quebrado pode se tornar um vaso novo, um vaso perfeito sem mácula, sem emendas, sem rachaduras. Vaso útil, vaso cheio, transbordante. Vaso precioso.


Marion Vaz


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Segredos de Vitórias



“Enoque foi transladado para não ver a morte,
porque alcançou testemunho de que agradara a Deus”
Hebreus 11.6

O texto bíblico de Hebreus 11 inicia fala sobre a Fé, sua definição e  essência. Mas observando esse versículo podemos destacar 5 segredos que fizerem de Enoque uma pessoa especial:

– Havia uma fé constante no coração dele. Ele não duvidava do poder de Deus. Enoque sentia essa necessidade de se separar do mundo e viver em santidade para agradar a Deus. E isso foi detectado pelas demais pessoas que viviam ao seu redor.

Agradar - O texto de Gênesis diz que “andou Enoque com Deus trezentos anos...” Não foi um dia ou dois, nem apenas um mês, mas durante uma sequência de anos Enoque se submeteu a vontade do Eterno e alcançou testemunho de que era justo e fiel. E suas atitudes agradaram a Deus

Aproximar-se – Havia uma comunhão íntima deste homem com Deus. E como podemos nos aproximar do Senhor? Através da oração, da leitura da sua Palavra, do louvor, e até de uma vida de comunhão com outros irmãos.

Crer – Esse é outro ponto que nos chama atenção. Enoque cria na existência de um Deus, embora vivesse no meio de uma sociedade corrompida pelo pecado e pela adoração a outros deuses. 

Mas Enoque procurara se santificar a cada dia para estar na presença do seu Deus e com sua atitude e talvez também com suas palavras, condenava a vida errônea de seus vizinhos, de sorte que resolveram matá-lo. Então Deus o transladou, o tomou para si, e o restante do versículo afirma, visto que “...antes da sua transladação alcançou testemunho que agrada a Deus”

Devemos crer que temos um Deus que nos guarda, que provê tudo o que precisamos e que nos cura de qualquer enfermidade e que nos livra da morte.

Buscar – O texto bíblico de Hebreus afirma que se deve crer em Deus e que Ele é galardoador dos que os buscam. Então buscar a Deus em oração, com fé crendo na vitória é um dos segredos para alcançar o que se deseja. Não foi diferente com Enoque.


Marion Vaz


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Degraus da Fé



Observe o texto de baixo para cima e descubra onde você está:

7º Degrau - Deus já fez!  Quando se tem certeza do milagre, mesmo que tudo pareça contrário!  

6º Degrau - Deus vai fazer! É quando você passa para a fase das afirmações: Eu tenho fé!   

5º Degrau - Deus pode fazer! Aprendendo a confiar. 

4º Degrau - Se for da vontade de Deus... Deixando Deus agir em qualquer situação conforme a suprema e divina vontade Dele.  

3º Degrau - Talvez Deus faça algo! Quando a fé oscila. Você pensa: Quem sabe o Senhor olhe para mim e me abençoe? 

2º Degrau - E se Deus fizesse algo em minha vida?  Imaturidade Espiritual. E por que Ele não faria? 

1º Degrau - Definitivamente é impossível! Você não crer que Deus possa mudar uma situação.

Entrada






Extraído do livro Água em Vinho de Marion Vaz

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como lidar com decisões do presente que afetam o futuro

“Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” Filipenses 3.13, 14

O versículo acima apresenta várias lições espirituais para a vida do crente. Depois de ouvir essa pregação no domingo achei interessante colocá-la no blog.

“Esquecendo-me das coisas que para trás ficam...”


1) Ao olhar para o passado preciso entender que:

a) Existem coisas que eu devo esquecer
- Pecado que foi lavado pelo sangue de Jesus
- As ofensas que me fizeram
- Os erros comuns que cometi
- Oportunidades perdidas

Por que liberar perdão?
- Cura emocional – a falta de perdão deixa feridas abertas.
- Cura espiritual - Perdoar para ser perdoado por Deus.
- Perdoar para não dar lugar ao inimigo.

b) Mas existem coisas que eu não devo esquecer:

- Adversidades que me fizeram crescer - Aquelas que de alguma forma me aproximaram mais de Deus e me fizeram crescer espiritual e materialmente.

- Coisas boas da vida

“...tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” Fp 4.8

- O bem que alguém me fez – É importante lembrar-se do que as pessoas fizeram e o quanto me abençoaram - Gratidão

- Todo o bem que Deus me fez

“Bendize ó minha alma ao Senhor e não se esqueça de nenhum de seus benefícios” Salmos 103.2

- As promessas que Deus me fez

•Promessas Pessoais - São aquelas que Deus fez para tua vida
•Promessas Gerais - São aquelas que estão na Bíblia


“Avançando para as que estão diante de mim...”


2) Ao olhar para o presente:

O crente determinado não para diante das dificuldades da vida, mas prossegue em frente, adiante, disposto a conquistar, a vencer.

a)“Avançando para o alvo...”

- O crente deve ter objetivos na vida e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para chegar lá. O alvo deve ter algo bem claro em sua mente para que possa levar a sério a sua decisão. O crente deve ter propósitos firmes.

b)“Para o prêmio...”

O prêmio é algo que se espera receber por todos os sacrifícios que se faz tanto na vida espiritual como na material. A Bíblia diz: “o trabalhador é digno do seu salário” Ninguém deve fazer nada completamente de graça.

Alcançar um objetivo não é fácil, é com muito trabalho, esforço contínuo, abrindo mão de muitas coisas, para obter sucesso naquilo que se almeja. Trabalha-se no presente por algo que está no futuro.

“prossigo para o alvo, pelo prêmio
da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”


3) Ao olhar para o futuro:

O crente tem convicção que ele precisa ter visão direcionada para aquilo que ele quer alcançar (alvo). Só se alcança algo no futuro se for idealizado no presente.

Espiritualmente falando o alvo é a vida eterna.



Pr. Silas Malafaia
Domingo 04/07/2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Síndrome de Ziba

Ao ouvir uma mensagem com esse tema, fiquei pensando sobre o assunto e resolvi escrever. Ziba aparece no texto bíblico com um servo da casa do rei Saul. Estabelecido o reinado de Davi, este o chamou para saber acerca dos descendentes de Saul e se tinha alguém vivo para que pudesse usar de benevolência em memória de sua amizade para com Jônatas.

Era normal que assentando no trono, o rei mandasse aniquilar qualquer um da família do rei que o antecedeu, para evitar problemas posteriores ou por vingança mesmo. Mas Davi tinha outros planos. É Ziba que traz a memória o nome de Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, que vivia em Lo-Debar (Hb: Sem Pastos).

Assim, Mefibosete é chamado à presença do rei e recebe todos os bens que pertenciam a Saul e passa a comer na mesa do rei com todas as iguarias que lhe eram servidas. Ziba recebe ordens de se tornar servo de Mefibosete e administrador dos bens.

Uma história bastante interessante se não fosse por um pequeno detalhe. Se dependesse de Ziba, o pobre Mefibosete poderia não ter recebido nada e continuaria morando de favor na casa de Maquir (Vs 4) e como nos mostra a seqüência da história (cap 16 e 19)), Ziba vai arquitetar um plano para mudar sua posição de servidor.

O que nos chama atenção no texto é a forma como Ziba se referiu a Mefibosete: aleijado de ambos os pés (Vs 3). Além de mostrar a posição desfavorável do homem que praticamente dependia da bondade alheia para comer, vestir, locomover-se, Ziba faz questão de mencionar uma deficiência física que o impedia de ser útil a sociedade.

A Síndrome de Ziba não é nenhuma novidade na sociedade atual. Por diversas vezes somos humilhados, ridicularizados, insultados e constantemente, como de uma forma maligna, encontramos pessoas, amigos e até familiares que insistem em fazer depreciações, seja de forma verbal ou com insinuações, risinhos e deboches que nos atingem como flechas nos corações.

Quem não teve o desprazer de se esforçar 99% para alcançar um objetivo ou até mesmo ajudar alguém e sem o menor respeito é aquele 1% que todo mundo enxerga. Seja ele um problema físico, uma atitude do passado, o desemprego, o mau humor naquele momento crítico, ou até mesmo uma virtude que alguém tenta transformar em fracasso, em megamania? Eu conheço pessoas com síndrome de Ziba, com seu dedo apontando o tempo todo, examinando, reclamando, debochando e num ato derradeiro de “compaixão”: aconselhando. E Mefibosete, lá, deitado no chão, sentindo-se a pior das criaturas.

Talvez tenha sido essa a intenção de Ziba ao dizer: Aleijado de ambos os pés! Ou seja, é um pobre coitado, não serve pra nada, só dá trabalho, não vale nem a pena dar oportunidade para ele!

A Síndrome de Ziba pegou em cheio um dos discípulos de Jesus no episódio da Multiplicação dos pães. Lembra quando um jovem apareceu com um cesto contendo apenas cinco pães e dois peixinhos? Ele disse: O que é isso para tanta gente? (João 6.9). Talvez alguém tenha classificado o seu dom dessa maneira! E é por isso que ele está enterrado! Porque alguém não te deu o devido valor!

Quantas vezes somos assaltadas com palavras de desanimo, de descrença, e roubam nossos sonhos? Quantas vezes somos desacreditadas diante dos outros, dos amigos, dos filhos? Tido como sem valor algum? E às vezes por causa das adversidades da vida! Atitudes como as de Ziba impedem muitas pessoas de se assentar a mesa do Rei!

Pense nisto!

Marion Vaz

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Três tipos de cegueira

Cegueira Física

O homem nasce com uma deficiência visual. Ela pode ser parcial ou total. Às vezes, por obra do destino, alguém pode perder a visão em algum momento da vida.

Mas isso não deixa a pessoa apática, muito pelo contrário, aguçam outros sentidos e afloram sentimentos que fazem dela uma pessoa maravilhosa e sensível.

Cegueira Social

O homem torna-se insensível perante a sociedade e dos problemas que afligem a humanidade. Torna-se preconceituoso e só o que lhe diz respeito é importante.

Ele é incapaz de ajudar os outros, de “remover pedras”, tudo passa a ser obra do destino e nada mais pode ser feito para amenizar a vida do seu semelhante. Acomoda-se com a miséria, a discriminação, o ódio, as guerras...

Cegueira Espiritual

O homem determina em seu coração: Não há Deus!


Marion Vaz

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Luz na Escuridão


Jesus define uma das principais características do crente: “vós sois a luz do mundo”
(Mateus 5. 14).




Imagino que ser luz implica que alguém está em trevas, tateando, perdido, até mesmo esquecido em meio a uma escuridão espiritual. A luz deve dissipar as trevas ao redor do pecador, que uma vez iluminado, tenha entendimento para encontrar o Caminho da salvação.

Essa é a grande responsabilidade diante de Deus porque as trevas são densas. Requer um compromisso de dar um testemunho verdadeiro diante da sociedade, para que o nome do Senhor seja glorificado e não envergonhado. Aquele que pratica as mesmas obras do descrente tem a mesma serventia que uma lâmpada queimada. A luz que há nele são trevas (Mt 6.23).

Ao optar em ser nova criatura, o homem começa seu processo de santificação. Suas atitudes devem concorrer para a paz e a harmonia por onde quer que passe. Jesus afirma que a luz deve estar no velador, acima de todos, para que possa clarear e ser vista por todos.

A Bíblia relata a história de dois homens que davam exemplo de retidão e sabedoria: José e Daniel. Homens íntegros e tementes a Deus, contra os quais “não se podia achar ocasião ou culpa alguma”. Que exemplo a ser seguido! Parafraseando, eram como cidades erguidas sobre os montes, cidades que não se podiam esconder. Cidades que se destacavam na paisagem. E é isso que se espera do bom cristão, que possua características que se destaquem no dia a dia.

Um bom testemunho por parte do crente inibirá o descrente a ponto de controlar suas palavras e atitudes na presença do servo de Deus.


Visão Turva

Mas como iluminar se a luz é fraca ou pior: nula? Como perceber que a luz não faz mais efeito algum sobre o pecador?

A resposta é simples: Quando o crente se esconde e quer passar despercebido (Mt 5.15). Quando é tido como mais um no meio da multidão e ninguém sabe que ele é crente! Quando comete pecado e não sente mais a presença do Espírito Santo de Deus. Quando as atitudes passam a ser iguais ou piores que as do descrente. E existem sim pessoas que se enquadram nessa situação! Às vezes, usando o bom e velho ditado popular, queremos “tapar o sol com a peneira” e os maus exemplos ficam por aí, perambulando pelas corredores das igrejas!

Quando a luz é fraca, a visão fica turva e não pode mais fazer diferença entre o que é certo ou errado. E no pior dos casos acham-se desculpas para tal procedimento.

Ficamos estarrecidas diante do crescente número de pessoas que não demonstram uma conversão genuína. Não basta apenas induzir o pecador a Cristo. É preciso conduzi-lo, estruturar na fé e na palavra para que não se tornem presas fáceis do diabo. A tendência humana é deixar-se influenciar pela maioria e ser luz deixa de ser essencial para agradar aos amigos. O perigo dessa flexibilidade é a gangorra espiritual. O cogitar entre dois pensamentos, um desequilibro que gera a morte.


“Que comunhão tem a luz com as trevas?” Pergunta o apóstolo Paulo aos coríntios (6.14).



A Luz Domina as trevas

Certo comentarista querendo ser eloqüente em seu discurso disse a seguinte frase aos seus ouvintes: A luz briga com as trevas!

Esse mesmo pensamento induz muitas pessoas a uma guerra espiritual contínua quando na verdade a Luz domina sobre as trevas! Basta acender uma lâmpada num determinado ambiente para que ele fique claro.

E na vida espiritual também. A Luz prevalece! Não há motivo para um impasse, para constrangimentos, para empate com se fossem “mocinho e bandido” brigando, como nos filmes da TV.

A luz que se transmite deve ser um farol na vida daqueles que estão em trevas. Consciente dessa responsabilidade, Tiago descreve em sua epístola: “aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados” (5.20).


Marion Vaz

sábado, 23 de outubro de 2010

Primeiro Mandamento

Continuação do texto: Parábola do Bom Samaritano

Jesus respondeu a pergunta daquele homem com outra indagação: O que está escrito na Lei? Como lês?

Os Dez Mandamentos e a Lei recebida no Monte Sinai, formaram a base de toda a vida social e religiosa do povo de Israel. A idéia de adorar outros deuses foi completamente proibida com a instituição do decálogo como regra de fé.

A Lei exigia de cada judeu: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt 6.5). Este é o fundamento da religião judaica. E esta foi a resposta daquele religioso (vs 27).

O amor é o sentimento mais nobre e intenso que o homem pode expressar. A exigência do próprio Deus era que o homem o amasse sem restrições. Por isto insiste nos termos: “de todo coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e todo teu entendimento” (Mt 22.37). Podemos substituir estas palavras respectivamente por: fé, sinceridade, forças espirituais e conhecimento. É a consciência do homem apontando para o seu Deus que é Senhor e único.

Durante séculos o povo judeu viveu cercado de povos idólatras. Na antiguidade, as civilizações adoravam a uma infinidade de deuses. Os impérios dominavam as regiões e através da força queriam impor seus hábitos e suas crenças aos povos dominados. Ao se instalarem na terra de Canaã, o povo de Israel trouxe uma nova crença, que estabelecia um Deus único, ou seja, a despeito de todos os deuses adorados a sua volta, o Deus de Israel era o único e verdadeiro Deus.

Mesmo em épocas de independência nacional, era preciso ter cuidado para não se deixar influenciar pelo paganismo. Ao assimilarem as crenças de seus vizinhos, o povo de Israel atraiu o castigo de Deus: A dispersão das tribos sob o jugo dos Assírios e de Babilônia. A Lei imposta por Deus a Moisés ensinava a fugir da idolatria.

Além de perguntar o que estava escrito na Lei, Jesus também indagou qual seria a sua interpretação: “como lês?” Jesus queria uma explicação racional, mas também sincera e verdadeira.

É lógico que sendo um doutor na Lei, não poderia devagar com um “eu acho”, ou “talvez esteja escrito” ou “é possível que”... Não!

Ele teria que responder exatamente como cria, e respondeu: Está escrito!

Poderíamos abrir um parêntese e discorrer sobre o assunto de interpretações errôneas da Bíblia, adaptações exageradas do texto para colocá-lo em conformidade com a maneira de viver de alguns. E é claro que não estamos falando de versões bíblicas feitas para melhor esclarecer os textos da Palavra de Deus. Estamos falando do disparate daqueles que aproveitam da ignorância ou da ingenuidade de novos e velhos convertidos, para forçá-los a um padrão de vida fora do contexto bíblico.

A razão que faz da Bíblia, a Palavra de Deus, é que ela é infalível. Vejamos a declaração do apóstolo Paulo em sua II epístola a Timóteo: “Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (3.16).


Mas Jesus não insistia numa interpretação pessoal do texto, mas na explanação do texto bíblico, que como criam nem um yod ou til podia ser mudado. E sem dúvidas, o amor a Deus era prioridade no coração do povo judeu. O texto diz: “amarás o Senhor teu Deus...”

O que é preciso para expor esse sentimento ao um ser como Deus? Acredito que é preciso que Ele seja Senhor de sua vida.

Amá-Lo porque Ele é o criador de todas as coisas, porque nos dá saúde, nos dá a vida, porque nos cercou de bens, amigos, parentes. Amá-Lo porque ouviu nossas orações, porque nos respondeu em meio às agruras da vida, porque sara nossas feridas, perdoa nossos pecados e nos purifica de toda a iniqüidade. Quantos motivos importantes poderíamos descrever com detalhes?

Mas acima de tudo, e mesmo porque alguns desses motivos podem, algum dia nos faltar, devemos amar a Deus por Ele ser Senhor de nossas vidas.






Do Livro Parábola  de Marion Vaz

É proibido a reprodução do texto sem autorização da autora.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Multiplicando talentos

“ Não desprezes o dom que há em ti...” 1 Timóteo 4.14

Grande parte dos ensinamentos de Jesus, feitos através de parábolas, ilustravam verdades morais ou religiosas através de fatos da vida comum. A parábola dos dez talentos (Mt 25.14) adverte quanto ao esforço na obra de Deus e da recompensa aos servos fiéis.

Os talentos foram distribuídos segundo a capacidade de cada um: o primeiro servo recebeu cinco talentos, o segundo recebeu dois talentos e o último apenas um talento, para administrar durante a viagem do seu senhor. De volta a sua propriedade aquele senhor pediu contas dos bens que havia deixado nas mãos dos servvos. Os dois primeiros investiram os talentos, mas o outro negligenciou aquela confiança que o patrão tinha depositado em suas mãos e enterrou o talento causando prejuízo ao seu senhor.

Ao delegar poderes a Igreja, o Senhor Jesus também distribuiu talentos aos seus servos, talentos naturais e espirituais. É notório que a quantidade de dons varia de acordo com a capacidade e fidelidade de cada crente. O tempo para administrar os dons é o tempo da própria vida ou até a volta de Jesus. Uns desperdiçam o tempo com medo, preguiça, ausência, etc. Outros procuram investir e multiplicar seus talentos para a glória de Deus.

O que são os bens do Senhor? (v 14) referem-se aos dons espirituais ou as tarefas na igreja, o cumprimento deles e o dever de usá-los fidedignamente. Por isto uns pregam, outros louvam, ou tocam instrumentos musicais, compõem hinos, ensinam nas classes de Escola Dominical, trabalham em cantinas, assistência social, como em várias outras áreas.

Muitos não veem tais tarefas como dom, mas como atividades ou cargos obtidos. Mas ensinar é um dom! E Quantas pessoas são abençoadas através de uma boa pregação? E imaginam uma má admistração na assistência social da igreja? E sem falar que existem pessoas que não sabem lidar com o público, são ignorantes, espaçosas e negligentes! E tantas outras atividades que se fosse referidas como "talentos" certamente teríamos um índice maior de eficiência.

Por que estou fazendo referência a essas atividades? Muitas delas são vistas com descaso ou como se fossem uma obrigação da própria igreja ou dos crentes. E muitas delas são exercidas com amor, fidelidade e principalmente solidariedade.

Encarando os dons como parte importante do seu ministério, seja qual for o seu talento, não deixe que ele passe despercebido. Seja um canal de benção para seus irmãos em Cristo e toda a Igreja do Senhor.

Cinco pães e dois peixinhos

O episódio da multiplicação é muito apropriado para o que estamos comentando. Jesus pregava para uma grande multidão. Ao cair da tarde, os discípulos acharam conveniente aconselhar Jesus para despedir a multidão, para que os homens fossem as aldeias comprar comida. (Mc 6.35-36). Imagino que os discípulos disseram a Jesus para parar de ensinar, curar e salvar vidas, porque não havia comida para alimentar toda aquela multidão.


Em contradição aquele pensamento, Jesus sugeriu aos discípulos que eles mesmos poderiam alimentar o povo. Espantados, falaram que não tinham dinheiro suficiente. Os discípulos operavam num plano material, mas Jesus, num nível espiritual.

Esgotados os argumentos, trouxeram um rapaz com um cesto contendo apenas cinco pães e dois peixinhos. O que era aquilo para o povo que tinha vindo estar com Jesus? É característico de alguns, olhar para uma pessoa, e pensar apenas no que pode lucrar com aquela amizade. A tendência é essa mesma no mundo em que vivemos - o material. Então pensamos: o que tem este amigo para me beneficiar? Esquecemos que uma simples e duradoura amizade pode ser suficiente.

Ao abençoar aquela oferta de cinco pães e dois peixinhos, uma multidão foi alimentada. Os discípulos perplexos mal podiam crer em seus olhos e no pão que não paravam de partir e ainda sobraram doze cestos.

Pense comigo: O que temos a receber pode ser apenas um “muito obrigado!”.

Mas eu gostaria que você pensasse que: O que temos a oferecer pode fazer diferença na vida de muitas pessoas! Deus te abençoe.



Marion Vaz

Do Livro: Razões de uma Caminhada
de Marion Vaz

sábado, 25 de setembro de 2010

AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

O amor é o sentimento mais rico e mais intenso que alguém pode sentir.

O Primeiro Mandamento é este: “Amarás o Senhor teu Deus e todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder". Deuteronômio 6.5 Marcos 12.30 termina o versículo afirmando: "...e de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças".

Neste versículo encontramos quatro palavras importantes: coração, alma, entendimento e forças. O que implica em amar a Deus com fé, sentimento e desejo sincero. A terceira implica em usar a mente “conhecimento”, implica em conhecer o seu Deus. A quarta palavra: Vontade própria, ou seja, querer, propósitos. Precisa usar forças para lutar contra qualquer oposição espiritual.

Quando aceitamos o Primeiro Mandamento reconhecemos a Deus como Senhor da nossa vida. Reconhecer esse amor é descobrir o quanto precisamos de um maior envolvimento com o Criador.


Cada experiência vai somar um degrau a mais na escada do crescimento espiritual.

Observe a declaração de amor feita pelo apóstolo Pedro: “...amas-me mas do que estes?” perguntou Jesus a primeira vez (Jo 21.15). E Simão Pedro respondeu: “sim Senhor” Mas aquela resposta não agradou Jesus, ele queria uma resposta consciente e perguntou mais duas vezes a mesma coisa.

Jesus queria mais de Pedro. Ouvimos declarações de amor a Deus o tempo todo, mas o quanto de real existe nessas declarações?


Não havia mais tempo para dialogar, ensinar, ponderar sobre a veracidade dos sentimentos. E Pedro talvez não soubesse disso, mas a sua resposta era sua sentença! Será que Jesus poderia confiar a ele aquela missão: “apascenta as minhas ovelhas”!

Quando declaramos amar a Deus sobre todas as coisas, devemos estar dispostos a fazer a sua vontade. Por três vezes Pedro havia negado a Jesus: “Não o conheço!” Mas agora declarava três vezes: “...Senhor tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo”.

Agora sim Jesus poderia ordenar: “apascenta as minhas ovelhas”! Ou seja: “segue-me” (vs 19) ou ainda: “... em meu nome”. (Mc 16.17).

O Segundo Mandamento declara que devemos Amar o próximo como a nós mesmo. Isto indica em estender as mãos àquele que está caído no meio da rua, ou quem sabe, ajudar um amigo, um parente ou alguém que está dentro do nosso próprio lar.

O amor ao próximo envolve demonstrar-lo a outra pessoa "como a ti mesmo". E Jesus ensina que o próximo é qualquer pessoa que precise de nossa ajuda. Desprendemo-nos do pensamento de que este alguém seja somente o membro da nossa família, amigos íntimos ou alguém da vizinhança.

Mas isso não é uma tarefa fácil!

Amar uma pessoa com a qual lidamos diariamente, e que sabemos bem seus sentimentos, sua vida, seu passado, seus defeitos e virtudes, seja fácil para uns. Mas mesmo assim, acredite, alguns encontram dificuldade. O que dizer de amar um desconhecido, ser capaz de sofrer sua dor, sua perda, de chorar ou sorrir junto, compartilhar da mesma experiência?

Mas AMAR é um sentimento, algo que tem que ser TRABALHADO, dia a dia, e não apenas uma palavra que se profere de qualquer jeito, em qualquer ocasião.

A frase que qualquer pessoa deseja ouvir é essa: Eu te amo. Será que estamos preparados para tal declaração? Será que estamos dispostos a amar?

Marion Vaz

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quem nos separará do amor de Deus?


Texto bíblico: Romanos 8.35-39

Na epístola aos romanos, lemos que nada pode afastar o crente do amor de Deus, que para demonstrar esse sentimento enviou seu filho Jesus para morrer pelos pecadores. Jesus por sua vez, se entregou, oferecendo-se em sacrifício pleno e absoluto. Continua a indagação: O que poderia se colocar entre o homem e seu Deus? É no versículo 35 que encontramos uma longa lista de obstáculos que poderiam impedir a comunhão com Deus e alguns deles, poderiam afastar o homem completamente de Sua presença. Vejamos: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada. Observe que tais obstáculos têm relação com os problemas diários do homem. São problemas pessoais, de ordem física.

No entanto, no versículo 38 encontramos uma relação diferente, já no sentido espiritual: morte, vida, anjos, principados, potestade, presente, porvir, altura, profundidade, alguma criatura. Isso nos desperta para o fato de que o homem seria afligido tanto na vida material como na espiritual. Tudo no intuito de afastá-lo do seu Senhor. Não são obstáculos comuns como você pode perceber.

Na vida de Jó podemos notar alguns desses sofrimentos, tribulações, fome, morte, injustiças, perdas, enfermidades, e esta classificada de maligna que tomou conta de todo o seu corpo, da ponta dos pés a cabeça (Jó 2.7-8); ele também sofreu o abandono dos familiares e da esposa (v.9). Sofrimento tal que desejou não ter nascido (3.3). Esta lista de problemas mencionadas na epístola de Romanos é largamente desenvolvida na epístola aos Hebreus 11, quando o texto bíblico fala dos heróis da fé. São acrescentados: escárnio, perigos, mortes a fio da espada, humilhações, açoites, enforcamentos, serrados ao meio, crentes que foram despedaçados por animais e permanecerem fiéis a Deus mesmo diante de tais atrocidades.

O que nos entristece é que nos dias de hoje, por muito menos do qualquer uma dessas atrocidades, crentes abandonam a fé. E alguns, falham em seus testemunhos de uma maneira tal que são criticados publicamente via internet. Como numa declaração no Facebook que denunciava o cristão como uma pessoa que lia muito sobre o amor e jamais o praticava. E ainda havia comentários de outras pessoas que confirmavam o fato exposto.

Fico em dúvida quanto à pergunta: Quem nos separará do amor de Deus? Ou O que nos separará desse imenso amor? Ou ainda: Onde está o amor que o mundo espera reconhecer nos corações daqueles que se dizem cristãos? Talvez a autora de tal argumentação tenha seus motivos para afirmar categoricamente que o cristão não tem amor. Talvez fosse apenas especulação. Talvez não.

Marion Vaz

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entende tu o que lês?

É interessante notarmos que a descida do Espírito Santo na festa do Pentecostes marcou uma nova etapa na vida dos discípulos de Jesus, como se lê no livro de Atos dos Apóstolos. Cheios de poder, operando sobre eles sinais visíveis e audíveis de algo sobrenatural, saíram a proclamar o evangelho de Jesus em toda a Jerusalém. Esta operação do Espírito foi o cumprimento da predição de João Batista registrada em Lucas 3.16 e da promessa de Jesus (Lc 24.49).

No entanto, a ordem dada era para que testificassem tanto em Jerusalém, como na Judéia e Samaria e alcançassem os confins da terra (At 1.8). Mas os messiânicos limitaram suas influências aos irmãos judeus. Para mudar essa situação, aprove a Deus que por ocasião da morte de Estevão, irrompesse uma súbita perseguição. Esse acontecimento não esfriou os ânimos dos seguidores de Jesus que passaram a anunciar sua mensagem em outras partes, alcançando as áreas demarcadas pelo Mestre.

A passagem de Filipe por Samaria, região habitada por uma população de origem mista, inaugurou uma nova campanha de pregações. A atuação do evangelista resultou na conversão de muitos samaritanos, os quais foram batizados com Espírito Santo. A mensagem do Evangelho chegou aos gentios porque foram modificados conceitos religiosos conforme nos mostra o episódio com Cornélio registrado no livro de Atos 10.

Impelido pelo Espírito a seguir pelo caminho ao sul de Jerusalém, Filipe encontrou um homem, funcionário da corte etíope, lendo o livro de Isaías. Ao iniciar a conversa perguntou: Entendes tu o que lês?. A resposta foi óbvia: “como poderei entender, se alguém me não ensinar?”

O texto do livro de Atos 8, nos desperta para três atitudes importantes nos dias atuais: Primeira, para a obediência a voz do Espírito Santo que constantemente nos ordena a levantar e seguir. Todo crente tem algo a realizar aqui na terra. Segunda, para a urgência da pregação da Palavra de Deus. Terceira, para a confirmação dos efeitos causados pelo poder, que a Palavra tem de transformar vidas.

Comprometidos com a Verdade

Observamos que os dois primeiros itens mencionados têm sido alvos das pregações modernas: obedecer e urgência. Temos consciência que a Palavra de Deus (AT e NT) precisa ser anunciada. Milhares de pessoas são alcançadas pelo Evangelho de Jesus Cristo e tem suas vidas transformadas e seus nomes escritos no Livro da Vida. O número de crentes aumenta a cada ano, decorrente do trabalho interrupto da Igreja do Senhor.

A Palavra de Deus regenera, instrui e corrige o caminho do homem natural, convertendo-os em homem espiritual, pois “a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10.17). E é exatamente o que podemos observar no texto de Atos, que, após receber o entendimento da mensagem exposta em Isaías e que seu cumprimento era pela vinda de Jesus Cristo, o eunuco creu e confirmou o arrependimento através da imersão nas águas (At 8.36). Foi uma decisão consciente.

O que nos leva ao segundo passo desse artigo. Para que surjam os efeitos, deve haver primeiro um compromisso com a Verdade. Por que? A Palavra é viva, é ela que penetra no íntimo dos corações e é apta para discernir os sentimentos e intenções do homem. A urgência de se anunciá-la, o entusiasmo de alguns pregadores e muitas vezes, a carência espiritual do homem, seus problemas emocionais, vem distorcendo o verdadeiro sentido do termo conversão. Sem contar com a ajuda daquelas mensagens fantasiosas, que invadem os lares apelando para a emoção puramente humana, levando seus ouvintes a mudanças superficiais.

Centenas de crentes engrossam as filas de orações em cultos de libertação nas diversas reuniões que acontecem em várias igrejas, em virtude da falta de uma conversão genuína e do entendimento dos textos bíblicos.

A ineficácia está na Palavra? Não! Mas na ausência dela nos sermões diários que se ouvem.

Quando a palavra anunciada, além de evangelisticas é bíblica, há conversões sinceras e vidas transformadas. Independentes das condições do pecador, porque onde abundou o pecado, sobrepuja a Graça de Deus (Rm 5.20). Não existe um meio termo ou outra estratégia. Ou se crê para salvação ou não (10.10).

A mensagem continua a mesma proclamada em toda a Bíblia: “arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”.

A declaração no livro de Atos 1.8 “e ser-me-eis testemunha, tanto em Jerusalém, como na Judéia e Samaria e até os confins da terra”, não somente revela uma visão global para a expansão do Evangelho como implica na responsabilidade de anunciar o próprio Jesus aos gentios e uma mensagem autêntica: O sacrifício da cruz precisa produzir “frutos que permaneçam” e não frutos momentâneos.

O apóstolo Paulo sentia essa responsabilidade quando instruiu a Timóteo: “o que de mim ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros”. Podemos conferir esse conceito na epístola de Tiago: “aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados” (capítulo 5.20).

Esta idoneidade fez com que alcançássemos a salvação. Essa também é uma responsabilidade que temos com gerações futuras.

Marion Vaz