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domingo, 21 de junho de 2026

Mulher de Jó - Uma mulher enferma na alma



Hoje refleti sobre uma história bíblica que fala de uma mulher vivenciando um dos períodos mais tristes de sua vida. A maioria das pessoas lê a Bíblia todos os dias, mas poucas se detém nos detalhes de um texto. Quando se fala da história de Jó e todo o seu sofrimento, a mulher deste homem recebe um feedback negativo quando se revolta e expressa a seguinte frase: Amaldiçoa a D-us e morre! (Jó 2.9)

Jó, um homem próspero e abençoado pelo Eterno, começa a perder tudo. Ele perdeu seus filhos, os bens, a saúde, os amigos e parentes. O texto bíblico afirma que seu corpo foi coberto por uma chaga maligna. Imagine a dor e sofrimento físico além da dor pessoal de ter que enterrar todos os seus filhos? 

A mulher de Jó que acompanhou todas as perdas e assistiu o sofrimento do marido não vê solução para aquela situação. Ela também está ferida na alma, a dor insuportável, o choro constante, o desespero toma conta dos pensamentos. E assim ela chega a conclusão que a morte do marido era a única saída. E proferir uma blasfêmia foi um alívio naquele momento. O marido recrimina: Você fala como uma louca! Receberíamos o bem de D-us e não o mal?

Na verdade, toda aquela desgraça foi permissão de D-us para testar a fé, o amor e a devoção de Jó. Mas para a mulher, que não tinha tanta intimidade com o Senhor, era só castigo. Até  os amigos de Jó o culparam por tal adversidade.

Mas voltando para a reação da mulher, não é difícil entender o que ela estava passando, como estava ferida na alma e sem qualquer discernimento. Esgotada emocionalmente, ela resolve descontar tudo em D-us. E não é diferente nos dias de hoje. Somos surpreendidos por algo e logo pensamos em orar. E quando a resposta demora, perdemos a esperança.

Mas você reparou que no texto sagrado não há nenhum tipo de vingança por parte de D-us? Ele vê a indignação da mulher e não retribui a ofensa. Ele olha e vê uma mulher frustrada, infeliz e destruída emocionalmente. 

A primeira lição espiritual do texto é que D-us sabe. Ele conhece as nossas dores, a nossa fraqueza, o desânimo e a dor que insiste em sufocar o coração. Ele vê o choro constante, o sorriso forçado e o silêncio pedindo socorro. Ele te vê, te entende e tem uma benção para tua vida.

No desenrolar da história Jó é abençoado por sua fé inabalável e o Senhor restitui todos os seus bens, multiplicando a perda. E a mulher que estava ao seu lado também vai fazer parte dessa nova história. 

O texto bíblico não fala se ela se arrependeu depois ou se pediu perdão por suas palavras, mas o fato é que ela não foi ignorada pelo Senhor. A Bíblia não cita o nome da mulher de Jó, mas faz referência às 3 filhas do casal (Jó 42.14,15).

E a segunda lição espiritual do texto é que D--us resolve. Ele tem poder para reverter qualquer situação. O processo pode estar em andamento, então não desista. Confia Naquele que pode todas as coisas. Ele é fiel e justo para te abençoar.


Marion Vaz

Quer conhecer mais sobre as mulheres da Bíblia e seus momentos de crises?

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sábado, 25 de março de 2017

Mulheres em Crise - Sarah

Resultado de imagem para sarah e abraão
Certamente esta mulher vivenciou uma crise. Com o coração entristecido por não poder dar a luz a uma criança, Sarah se vê diante das promessas de Deus para com o patriarca Abraão de que ele seria uma grande nação.
Muitos comentaristas da Bíblia, preletores e estudiosos ao se depararem com a história desta mulher, acabam condenando suas atitudes. Mas se olharmos para o contexto social da época temos razões sublimes para aceitar sua maneira de pensar.  Então vamos voltar no tempo?
Imagine uma mulher casada, vivendo como andarilha numa terra estranha (depois que saiu de Ur dos Caldeus para Canaã) vendo todas as suas servas tendo filhos? Passados muitos anos de sua vida, já com idade avançada, sem menstruação, se vê diante de um dilema, uma promessa de que seu marido seria pai...
Com certeza ela riu escondida atrás da porta, ao ouvir estas palavras do anjo. Pense que Sarah não tinha, como Abraão, toda aquela intimidade espiritual com Deus. Ela ainda estava aprendendo a lidar com toda aquela situação, aquele vai e vem, monta e desmonta as tendas (pois a ordem de Deus era para percorrer a terra em sua largura e comprimento), e Abrão se envolvendo em guerras. O marido praticamente mudou de religião! E a mulher ali, tendo que obedecer, respeitando a opinião e o querer do esposo.
Se hoje em dia, já é difícil para uma mulher conciliar o trabalho de casa, com as aptidões espirituais, acompanhar o marido, caso ele se torne obreiro, evangelista ou pastor, em suas atividades na igreja, imagine Sarah, numa época que a mulher não tinha o direito nem de dar opinião como era a conduta dos povos ao redor!
Simples mesmo é olhar para o texto bíblico e tirar nossas próprias conclusões. Não pense que foi fácil para Sarah oferecer Agar como mulher ao marido. Ela devia estar muito angustiada, pressionada, além do que, era um costume da época, um padrão de comportamento. Basta olharmos para a história de Jacó e todos os filhos que teve com as esposas e as servas.
Mas para Sarah seria um “recompensa” saber que o marido teria uma criança nos braços. No contexto da Aliança feita por Deus com o patriarca, não era o ideal. Mas Ismael também foi abençoado por Deus. Mas a promessa da posse da terra era para Abraão e seus descendentes com Sarah, o que se cumpriu em Isaque.
O que me impressiona na história dos patriarcas é, sem dúvida, a mudança dos nomes. Abrão passou a se chamar Abraão e Sarai, Sarah. Da mesma forma que Jacó passou a se chamar Israel como parte do cumprimento da aliança. Ao assumirem esta postura, mesmo com as inúmeras indagações, estavam se posicionando como herdeiros da promessa, da aliança eterna.
Talvez isso nos falte hoje em dia, esse comprometimento. Em parte cremos, em parte queremos “ver para crer”. Concorda? Mas como está escrito em Hebreus 11 eles tomaram posse das promessas pela fé, muito antes de qualquer realização. Viam o “invisível”. E o texto afirma que foi pela fé, que Sarah recebeu a virtude de conceber e dar a luz já fora da idade (Hebreus 11.11). O que nos revela um crescimento espiritual.
Outra crise vivenciada por esta mulher foi no momento em que se viu obrigada a pedir  ao esposo para escolher entre ela e Isaque ou Agar e Ismael. A decisão de despedir a serva com o filho foi sábia, os dois meninos não poderiam herdar juntos a Terra Prometida. E Sarah agiu conforme o seu coração para proteger o filho das implicâncias de Ismael e de futuras complicações.


O que nos leva a pensar se estamos dispostos a arriscar, a nos envolver, a tomar decisões difíceis pelos nossos filhos ou se é mais fácil sermos coniventes com as situações? 

Texto extraído do livro Mulheres em Crise de Marion Vaz

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Túmulo dos patriarcas em Hebrom - Israel

domingo, 27 de dezembro de 2015

Mulheres em Crise - Zípora


Cena do filme Os Dez Mandamentos


A mulher de Moisés aparece em ocasiões importantes na história do Êxodo. O encontro nas terras áridas de Midiã dá início ao enlace (Ex 2.16,22). Ela e suas irmãs cuidavam do rebanho do pai, davam comida e água. Numa dessas tarefas diárias chegam a um poço, mas foram expulsas de lá por alguns pastores. Moisés defende as moças e ele mesmo dá águas ao rebanho. Com essa atitude, querendo fazer justiça às moças, Moisés certamente impressionou Zípora, que devia ser a filha mais velha de Jetro, pois logo é dada em casamento segundo a tradição do povo. 

Ao dar a luz ao primeiro filho, a mulher percebe que o marido se sente um peregrino, um estranho nas terras de Midiã. Depois de receber de Deus a ordem para tirar Israel do Egito, Moisés reconhece sua natureza hebreia e sua ligação íntima com aqueles escravos que deixou lá. O pacto da circuncisão, a marca física da aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó, parece ter sido o começo de uma crise entre Zípora e Moisés. 

Provavelmente, era um ritual estranho para ela e os dois estavam em desacordo. Tanto que ao perceber a fúria de Deus em relação ao atraso de Moisés em sua partida, é Zípora que, com uma pedra, pratica o ato da circuncisão do filho. Seu descontentamento é marcante na expressão: Marido sanguinário! (Ex 4.25-26). Uma crise familiar se estabelece. Primeiro porque o marido recebe de Deus uma missão de enfrentar Faraó, o principal de uma dinastia. A vida simples no deserto não era mais atraente para ele. Assim, a mulher se sentia obrigada a segui-lo e deixar o convívio com o pai e as irmãs. Tudo o que Zípora acreditava, tudo o que amava, ficaria para trás em função daquela súbita transformação de Moisés. 

Qualquer tipo de mudança sempre tem os seus prós e contra. A pessoa não pode tomar uma decisão radical em sua vida sem antes ter certeza dos benefícios que tal atitude acarreta. Zípora foi com o marido para o Egito e depois voltou para o convívio do pai. Somente quando Israel já estava no deserto é que Jetro trouxe a filha de volta para o marido (Ex 18.2). Os motivos dessas idas e vindas não estão registrados no livro sagrado, mas podemos imaginar que, ou Moisés quis preservar a vida da esposa e dos filhos, ou os dois viviam em desacordo com a situação que se estabeleceu no Egito. Mas o texto informa que havia uma relação harmoniosa entre Moisés e o sogro. Este até lhe deu um conselho importante que logo o genro colocou em prática (vs 21).

Zípora se limitou a criar os filhos e desaparece na história bíblica. O filho mais novo com o nome de Eliezer traz a memória os temores e desconfortos da estadia no Egito durante o processo de libertação conforme o dito de Moisés (Ex 18.4). Assim, podemos entender que a crise na vida dela não foi algo temporário. Mas, aprendemos com esta mulher as dificuldades de se romper tradições, de enfrentar o novo, o desconhecido. Zípora, cujo nome em hebraico lembra os pássaros, aprendeu a voar e com os hebreus no deserto compartilhou de suas atividades e a confiar no Deus de Israel.

Texto extraído do livro Mulheres em Crise de Marion Vaz




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domingo, 16 de agosto de 2015

Mulheres em Crise - A Sunamita

Uma história bem interessante. Suném era uma aldeia no território da Tribo de Issacar. Lá vivia uma mulher com seu marido. Ao observar que o profeta Eliseu passava por ali de tempo em tempo, resolveu preparar para ele um lugar onde pudesse repousar. Conversou com o marido sobre o assunto e com o seu consentimento fizeram um aposento para o profeta.

Em gratidão aquele ato, Eliseu profetizou que ela teria um filho. A princípio, a mulher não acreditou na história (2 Rs 4.16), mas ao conceber a criança, sua vida encheu-se de alegria. O menino já era crescido trabalhava com o pai no cultivo e sega da terra. Num determinado dia começou a passar mal e foi levado até a mãe, que com carinho cuidou dele até o meio dia, quando veio a falecer (vs 20).

Qualquer pessoa numa situação dessas já começaria a gritar e se escabelar. A sunamita não. A atitude calma e firme passou a ser tema de debates e congressos de União Feminina nas igrejas. A expressão “Vai tudo bem” marcante em todo tempo (o que podia ser apenas um desabado), passa a ser um referencial. Uma atitude legítima num momento de crise... Fala sério! O filho dela morreu! No colo dela! Não tem como ficar alheia, calma, despreocupada!

Certamente a sunamita vivenciou um dos piores momentos da vida de qualquer pessoa. Talvez ela não quisesse mesmo fazer alarde sobre o assunto para o marido ou para o servo de Eliseu, mas diante do profeta ela desabafou: “Pedi eu algum filho? Eu não disse claramente não me engane?”. A maneira como se expressou já revela o estado do seu coração, a tristeza que a consumia e até mesmo um desabafo.

O próprio profeta declarou que a alma da mulher estava triste de amargura (vs 27). É claro que não estava nada bem! Mas poderia o marido ou Geazi fazer alguma coisa em favor dela? Iria adiantar contar a história toda para eles? Olha o tempo que ela iria perder! Ela foi direto à pessoa que fez as promessas.

Esta é a lição espiritual para nossas vidas: Não adianta ficar contando tudo para todo mundo, se fazendo de coitadinha, chorando pelos cantos, sentindo pena de si mesmo. Não. Quando muita gente se envolve na tua vida ou num determinado problema acaba te prejudicando. Sem contar que existem pessoas que tornam tudo mais difícil, dão sugestões aleatoriamente e uma proporção maior do que a situação aparenta. É nesta hora que a frase “vai tudo bem” se torna útil. E a sunamita foi à pessoa certa. E Eliseu ainda quis passar o problema para Geazi (vs 29). Mas a mulher insistiu que o profeta fosse com ela até a casa dela. O que leva a refletir sobre quem estamos deixando entrar na nossa vida, na nossa casa, quem tem dado palpite nos assuntos domésticos, na vida conjugal, na criação dos filhos? Você já parou para pensar que muitos dos problemas que enfrentamos diariamente poderiam ser evitados?

A verdade é que num momento de crise, seja familiar, no trabalho, vida pessoal ou espiritual, a pessoa se sente tão desorientada que aceita a opinião de qualquer um. Sem falar que tem gente que adora se fazer de vítima, frustrada, tomando o tempo dos outros com seus dilemas! Mas foi a presença do profeta Eliseu e o modo como lidou com a situação que trouxe o menino de volta a vida.

A história da sunamita e sua expressão “vai tudo bem” nos adverte que quanto maior o problema, maior deve ser a nossa comunhão e nossa dependência somente de Deus.



Texto extraído do Livro Mulheres em Crise de Marion Vaz



domingo, 24 de maio de 2015

Mulheres em Crise - A Mulher de Ló


       Uma história que impressiona qualquer leitor da Bíblia - A mulher que virou uma estátua de sal! Mas antes de tudo isso acontecer, será que podemos imaginar o que se passava em seu coração? Ela era casada com Ló, um homem próspero que decidiu morar próximo às cidades de Sodoma e Gomorra. Provavelmente tinham uma vida boa, sem muitas preocupações. As duas filhas já estavam crescidas e se preparando para casar.
        Mas havia um problema, que apesar de não influenciar a vida do casal, particularmente deixava Deus muito aborrecido. Os homens das cidades eram pecadores e mantinham relacionamentos íntimos entre si. Então Deus resolveu destruir as duas cidades para que servissem de exemplo as gerações futuras.
       O texto bíblico afirma que no cair da noite, dois varões apareceram e conversaram com Ló que insistiu que eles entrassem na casa e que passassem a noite na residência. Depois de muito insistir, concordaram. Ao amanhecer, a ordem de Deus era para eles saíssem às pressas do lugar para que suas vidas fossem poupadas. Os futuros genros de Ló decidiram ficar. Na verdade, acharam que o homem estava louco.
       Provavelmente, foi difícil para Ló convencer a mulher também. Eles podiam estar discutindo o assunto quando os anjos forçaram a saída. Imagine abandonar tudo o que haviam conquistado durante a vida toda? Sair apressadamente somente com o que pudessem carregar nas mãos? A mulher entrou em crise. Não era uma viagem programada, onde pudessem embalar seus pertences, carregar os animais e seguir em frente despedindo-se das pessoas... Não! Agora estavam fugindo com apenas a roupa do corpo!
      Com certeza eles deviam estar gritando um com o outro, a mulher chamando pelas filhas, em desacordo total. E Ló tentando persuadir os anjos para ficar numa cidade pequena, Zoar. E eles insistindo que a família deveria apressar os passos, para estarem a salvo quando as cidades fossem destruídas. Imagine agora que por alguma razão, a mulher de Ló andasse mais lentamente, que tenha se demorado no caminho. O certo é que alguns comentaristas caracterizam sua atitude como desobediência.
      Olhar para trás, para ver uma cidade fumegando e seus moradores morrendo queimados vivos? Certamente uma visão aterrorizante! Talvez, esta mulher tivesse algum laço de amizade, afinal morou ali tanto tempo. Quem sabe, ela olhou para trás para dar um último adeus para aquela terra?

      O certo é que havia uma área demarcada por Deus para a destruição, tanto das duas cidades quanto os campos adjacentes. E provavelmente, a mulher de Ló estava muito longe do marido e logo foi atingida, transformando-se numa estátua de sal. Hoje, nesta região árida em Israel o viajante pode ver uma pedra que figura a imagem da mulher de Ló.




      A ideia de olhar para o passado, para os feitos de uma vida sem Deus, nos faz refletir e sem dúvida nos leva ao arrependimento. A mulher de Ló poderia ter sido salva se tivesse respeitado as ordens de Deus. Confiado em suas promessas e entendido a urgência de se mudar daquele lugar pecaminoso. Mas ela se detém no caminho, pensando no que tinha deixado atrás de si, talvez com saudade da própria casa, dos bens que havia lá ou de algo que julgasse precioso. Uma mulher em crise sem tempo para refletir no que estava acontecendo e quais seriam as consequências de seus atos.      
Do livro Mulheres em Crise de Marion Vaz


"A região do Sul do Mar Morto é um dos lugares mais inóspitos e áridos do Mundo, e devido a grande quantidade de sal no solo e o ar, a sobrevivência nesta região é quase impossível, por isso, há também escassez da presença de animais na região.
Além da aridez, nesta região há uma montanha chamada Monte Sodoma, um verdadeiro fenômeno geológico que emergiu de dentro do que hoje conhecemos como o Mar Morto, repleto de colinas áridas cuja composição básica é o Sal, Enxofre, Calcário e Gesso, e por causa das chuvas, as paredes da montanha desenvolveram formas únicas."
Ler mais no site http://www.cafetorah.com/portal/monte-sodoma


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mulheres em Crise



A história bíblica está repleta de personagens que deixaram para cada um de nós suas experiências com D-us. Pessoas que tiveram momentos de profunda tristeza, ou medo ou angústia. mas também nos presenteia com outros que tiveram momentos intensos de comunhão com o Senhor.

Interessante que, cada uma dessas experiências foram vivenciadas passo a passo, dia após dia, e com intervá-los que, por alguma rãzão, o próprio texto bíblico omite.

Hoje temos sim, o texto completo. Mas ao lermos a Bíblia detalhes passam despercebidos quando queremos apenas identificar as "verdades" bíblicas. É por isso que muitos perdem a essência dos ensinamentos que o nosso D-us quer ministrar em suas vidas.

Mas, como o nosso título diz: Mulheres em crise, e isso para chamar sua atenção quanto ao verdadeiro  conteúdo do texto, vamos falar sobre algumas mulheres. Vamos começar com Ana, uma mulher que dividia o amor e a atenção do seu marido com outra esposa: Penina, que foi abençoada por D-us com filhos enquanto ela era estéril.

O relato bíblico nos mostra a angustia de uma mulher hebreia, que não podia ter filhos. Conforme a cultura da época, ser estéril era motivo para ser desprezada, não só pela sociedade, mas também pelos familiares (I Sm 1.6). O texto é bem claro e diz que Penina "excessivamente a irritava". Isso quer dizer que acontecia de forma contínua e violenta a ponto de Ana não suportar mais a situação.

Não podemos deixar de lado as diferenças, mas temos que entender o lado de Penina também, que apesar de dar filhos ao seu marido, sabia que ele amava mais a Ana, o que ele fazia questão de demonstrar.

Mesmo assim, Ana entrou em crise e chorava constantemente. Ela não queria comer. Nem mesmo o amor de seu marido era suficiente para aplacar tanto desgosto. O texto informa que seu coração estava mal, provavelmente o semblante caído, triste, o tempo todo. Ela mesma confessou ao sacerdote que era uma mulher atribulada de espírito (vs 15).

De ano em ano, Elcana subia a Siló com toda a sua família para adorar na Casa de D-us como estava escrito no Mandamento dados a Israel. Ali, ele dava as suas esposas, porções, para que pudessem oferecer em sacrifícios ao Senhor.

Ana, mesmo com um coração entristecido incomodou-se com aquela situação e resolveu invocar ao Senhor mais uma vez. O texto não diz quantas vezes ela orou ao Senhor em todos aqueles anos e qual a intensidade de sua oração, o que deixa margem para muitas suposições.  Mas naquele dia foi diferente e ela orou e chorou abundamentemente (vs 10).

 


Observe que naquele ano o sacerdote Eli observou essa mulher e a teve como embriagada por causa do seu estado deplorável. Observe que ela humildemente explicou sua situação e foi o sacerdote que ministrou uma palavra de vitória para a vida dela (vs 17).

Através da sua oração, Ana demonstrou todo o sofrimento e amargura do seu coração. O desejo de ter um filho era tão grande que ela fez um voto a D-us (vs 10-11). A resposta veio no ano seguinte, ela deu a luz a um menino e pôs o nome de Samuel, que se tornou um profeta e sacerdote e mudou toda a trajetória do povo de Israel devido a sua comunhão e temor a D-us.

Agora sim, vejamos quais as lições práticas que podemos destacar no texto bíblico referente a Ana:

1- Buscar ao Senhor nas horas de aflição.
2 - Não se conformar com determinadas situações.
3 - Fazer um voto e cumpri-lo.
4 - Fé
5 - Estar na presença de Deus.

Todas essas ações são importantes.

Mas, eu gostaria que você entendesse algo muito especial: É que o nosso D-us ouve uma oração sincera e que embora Ana lamentasse a sua situação, ela investiu numa mudança. Ela entendeu que a solução viria do Senhor. Ela não desistiu!

Quem está  livre dos problemas da vida?  Ou das enfermidades, dos desentendimentos familiares, do desemprego, ou das angustias? É lógico que somos provados por algum tempo. Mas as Escrituras dizem que esse mesmo D-us inclina os seus ouvidos para nos ouvir (Is 59.1). E que Ele trabalha a nosso favor (Is 64.4).

Assim, ao homem ou a mulher, basta buscar ao Senhor em orações e suplicas até alcançar o que deseja como explica essa declaração:   

“Ora, ora, ora mais ainda. Qualquer que
seja o objeto da tua necessidade,
orar é o melhor meio de obtê-lo.”       Talmud



Marion Vaz