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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O menino da manjedoura ficou no chinelo mesmo...


O interessante da festividade de Natal é que ela fala de união, de paz, família e esperança. Acreditamos no Natal como uma data mágica que une as pessoas, que não precisam ser necessariamente, da mesma religião.

Mas o Natal é símbolo do nascimento do menino Jesus, que nasceu em Belém de Judá, como nos mostra o texto sagrado. Ele era de uma família humilde que morava em Nazaré lá na Galileia e seus pais tiveram que fazer uma grande viagem até Beit Lehem por conta de um decreto da autoridade romana na época.

Então, Maria que estava grávida viajou com o esposo José nesta "aventura" até as terras de Judá. Provavelmente, foram com uma caravana e outras pessoas que seguiram na mesma direção. Chegaram à cidade e ela estava repleta de pessoas e, segundo a Bíblia, não havia vaga em lugar algum em que pudessem se hospedar.

Diz um historiador que eles deveriam ficar na casa de parentes que residiam lá, num quarto para hóspedes, mas que, infelizmente, estava ocupado. Maria e José se instalaram num local mais humilde dentro da casa, que no caso, não era uma estrebaria.

Mas a ideia que repercute em todos esses anos é que Maria deu à luz numa espécie de estábulo onde se guardavam vários animais. A homenagem dos presépios ao menino Jesus num local como este identifica a origem humilde da família em contraste com a grandiosa missão de Salvador do mundo.

Todo ano esta época é marcada com o marketing de vendas de produtos para serem adquiridos e ofertados aos amigos e parentes no Natal, assim como Jesus também recebeu seus presentes: Ouro, Incenso e Mirra.

2025 embarcou numa campanha de como esta de revenda de chinelos. A propaganda não tinha nada demais: "Entre no próximo ano com os dois pés", ou seja,  não dependa da sorte e seja ousado e marque seu lugar ao sol - Foi o que eu entendi.

Mas o povo brasileiro tem essa tendência a politicar tudo e a campanha viralizou de forma negativa para uns e positiva para outros. E à medida que o povo discutia e criava memes, o menino Jesus e sua ideia de paz e união se perdeu de vez.

O Natal de 2025 foi marcado por ignorância, presunção, ódio, desavenças e muito desrespeito. Ok para as vendas de chinelos. Mas eu fico me perguntando se valeu a pena.

Boas Festas! 

Marion Vaz


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Agora é Natal...










Dezembro é um mês de festa, abraços, confraternização, presentes, enfeites de árvores de natal. Uma data especial, cheia de emoção, quando todos os pensamentos giram sobre o menino Jesus nascido na manjedoura.




É realmente encantador ver as ruas, shopping, casas enfeitadas com suas árvores e adereços. São tantas cores que ficamos deslumbrados com a alegria e o sentimento natalino tomando conta das pessoas.  Então redobre as tuas forças e festeje. Feliz Natal.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal

 
Mais um ano que termina e faltam poucos dias para o Natal. Data festiva comemorada em boa parte do mundo. Mesmo em países de crença diferente, muita gente (principalmente cristãos) comemora o Nascimento do menino Jesus.

Aqui no Brasil não é diferente, desde o início do mês de dezembro já se via a mudança de clima e árvores de natal e enfeites dominaram a paisagem de ruas e shopping. Cada casa com sua característica e seus adornos.

Nas igrejas as comemorações natalinas são fieis a tradição cristã. Cultos específicos, musicais, peças teatrais e muita alegria. Famílias se unem e ceiam juntas numa imensa mesa forrada com aquela toalha colorida vermelho-verde. Ninguém escapa dessa formalidade. Nos Shopping e Centos Comerciais, lojistas fazem tudo para atrair a atenção dos clientes. E cada qual com seus artefatos dourados e sua incríveis promoções.

Nos corações aquela alegria de quem esperou o ano todo para esse fim: As Festas de Natal. Muita gente bonita se cumprimentando nas ruas dando esperança de uma boa entrada de Ano Novo. As expectativas amentam e ninguém se dá conta dos gastos financeiros e às vezes, até de certo desperdício. Tudo vale a pena, para ver aqueles sorriso no rosto das crianças,parentes e de pessoas amigas. Árvores, presentes e fitas coloridas enfeitam as salas, ruas e escritórios. E não pode faltar aquele presente simbólico do amigo oculto.

A cada ano, por mais difíceis que esteja a vida, os problemas sociais que enfrentamos, o  desemprego, a crise na saúde pública, e tantos outros infortúnios dos quais se reclama o ano inteiro, damos uma pausa e nesta data nos damos a chance de sonhar com um mundo melhor.

Afinal, é Natal! Tempo de recomeço, de novas esperanças, de olhar para trás e se desprender de alguma coisa, de deixar de lado as diferenças e nos unir nesse sagrado ritual.



Não importa se no dia seguinte teremos os mesmos contratempo. No dia de Natal damos as costas para qualquer tipo de mensagem negativa e sorrimos, como se nada pudesse nos atingir.

O Natal tem esse poder, de unir pessoas, de iluminar rostos e reacender a chama do amor e da amizade. O menino Jesus deitado numa simples manjedoura, num lugar humilde, com uma estrela brilhante acima de sua cabeça, como se vê nos presépios, deixa de ser uma simples história para ser um ser humano, que passa a fazer a parte de cada vida, de cada família. O Salvador do mundo, que nasceu numa cidadezinha, em Belém de Judah, entra em cada lar, mesmo que simbolicamente, em forma de presentes.



Boas Festas!

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Celebrações Natalinas


Escolhi essa data natalina para comentar sobre os efeitos da religião cristã na presente década.  Interessante como a comemoração do nascimento do menino Jesus se expandiu em muitas direções. Foram feitas comemorações em Igrejas, Comunidades cristãs e até em países que professam outra religião como a China. Lá, encontramos o famoso papai Noel distribuindo lembrancinhas para crianças até em hospitais. O “bom velhinho” presente nos shopping, lojas, supermercados e em tantos outros lugares quanto a nossa imaginação pode ir, encanta a todos com sua roupa vermelha, sua longa barba e suas renas.

O bom de tudo é que a história bíblica tem o seu espaço nos corações, na vida das pessoas e quem sabe também influencie a todos, como é o real propósito do Natal, a serem mais caridosos e atenciosos uns com os outros. Nada contra aquela quantidade de presentes que a propósito, fazem os donos das lojas ficarem mais ricos. Não. Nós não somos contra a presentear no Natal, mesmo porque foram os três magos que ao presentearem Jesus, iniciaram a tradição nessa data (há controvérsias).

Nessa última década também notei algo de especial no Natal, além da repercussão em todo mundo, a data também trouxe a memória regiões localizadas em Israel como a capital Jerusalém, a cidade de Nazaré e de Belém através da reportagem no Fantástico. Na telhinha da Globo também vimos o Show de Roberto Carlos em Jerusalém. Outras reportagens ao longo da semana, em diversos canais, mostraram histórias sobre Jesus e sobre Beit Lechem (Belém).  O que me deixou feliz, pois antigamente, raramente se ouvia falar de Israel com exceção dos conflitos bélicos naquela região. 

Hoje, Israel é visto com outros “olhos” em virtude de sua expansão tecnológica e política. Hoje é comum vermos novelas ou filmes que apresentam personagens judeus com seus kipas e objetos relacionados à cultura judaica como Menorah, danças e musicas incluídas nos roteiros e apresentados ao público de forma natural e informativa. A festa judaica de Chanuká comemorada também nessa data foi anunciada e prestigiada por diversos canais de televisão, jornais e na Internet. Isso é bom para Israel, pois mostra que a globalização tem seus efeitos positivos também.

Mas o Natal nosso de cada ano, também passou a ser uma data em que as pessoas fazem amigos, perdoam, se abraçam, brincam, famílias se unem, trocam presentes e se reunem em volta de uma bela e enfeitada mesa para saborearem as mais apetitosas comidas. Nessa data, mesmo que a comemoração seja feita num lar mais humilde, não deixa de ter algo apropriado que lembre que é Natal – Dia do Nascimento do menino Jesus. Também há abraços e troca de presentes.

Enfim, essa data foi um marco que, segundo a religião cristã, deu início (eu prefiro continuidade) ao plano de salvação da humanidade. Jesus nasceu em Belém de Judá, num lugar humilde – uma estrebaria e foi posto numa manjedoura e uma estrela anunciou o seu nascimento, os pastores no campo ouviram de um anjo que deveriam seguir até ali e reverenciar o recém nascido como “o Salvador que é Cristo, o Senhor” (L c 2.11). Os três magos que viajaram do Oriente a Jerusalém também seguiam a estrela e acharam o menino (já com cerca de dois a três anos) e o presentearam. Essa história registrada nos Evangelhos mostra também parte da vida social e política do povo judeu naquela época.

Interessante, que apesar de ser um evento tipicamente do Cristianismo, encontramos muitas outras pessoas que professam religião diferente aderindo ao “espírito do natal” e seus adornos. O que nos faz lembrar as próprias palavras de Jesus, já adulto, ensinando aos seus discípulos:  “...se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35). 

Mas foi numa apresentação de Natal ontem, que percebi que todos esses anos as atividades em torno dessa data se repetem e mecanicamente as pessoas se preparam para a ceia de natal, compram e recebem presentes, se reunem, bebem e comem e sorriem uns para outros, independente do amanhã. Presenteamos a todos que conhecemos, mas o que damos para o “menino envolto em panos”? Os magos trouxeram ouro, incenso e mirra! O que você acha que ele deseja agora? Alguns diriam: o meu coração! Outros: sinceridade, amor, fé, etc. Outros ficariam pensando, pensando até achar a resposta. Ao epílogo da apresentação Jesus só queria um pouco mais de atenção nesse Natal, só queria conversar com aqueles que se dizem seus amigos, seus discípulos...

Pense que o Natal é também uma época em que o amor se expande e assume sua real grandeza. Porque independente das divergências, sejam sociais, religiosas ou culturais, as pessoas se unem em todo mundo em função das celebrações. Mas pense que o “menino” da manjedoura cresceu, tornou-se um homem com caráter forte e trouxe uma mensagem de igualdade, fé e amor. Ele ofereceu-se como sacrifício agradável a D-us para salvar a humanidade, para salvar o homem de seus pecados e trazê-lo de volta a comunhão com o Todo Poderoso. 

Então, nesses últimos dias de 2011 celebre! Contagie a todos com muito amor, paz e atitudes que possam mudar seus próprios sentimentos, ou o destino, ou os sentimentos de alguém. Celebre! Cante! Dance! E deixe que o amor de D-us inunde os corações! Boas Festas!

Marion Vaz

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal nosso de cada ano



"Pois na Cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo o Senhor!"




Dezembro está chegando ao fim trazendo a data mais esperada do ano: o Natal. É nesse momento que todas as pessoas passam a se olhar como semelhantes.


Damos as mãos numa cerimônia única de amor e alegria. Votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo viram o slogan de nossos Email e recados do Orkut. Todo queres desejar felicidades. É como um “vírus” que contamina a todos, então corremos para as lojas em busca do presente perfeito para aqueles a quem amamos.

Assim, no decorrer dos anos, o natal passou a ser uma data com fins lucrativos. O Nascimento do Menino Jesus, representado nos presépios deitado naquela manjedoura, cercado de gente humilde, animais e pastores, ficou lá trás num passado distante. Natal só é Natal se houver aquela imensa árvore cheia de luzes e enfeites coloridos e muitos, muitos presentes! Em cada lar, ela se faz presente contagiando a todos com o que chamam de “Espírito Natalino”.

É nas Igrejas que encontramos outra versão do Natal, quando milhares de fiéis se reúnem para cantar louvores, fazer representações e coreografias que transmitam o verdadeiro sentido do Natal. Ali o homem demonstra sua fé no Menino Deus que nasceu em Belém.

E pensar naquele casal caminhando por uma estrada empoeirada saindo de Nazaré, atravessando vale e montanhas para chegar a tempo de José se alistar em Belém de Judá. Maria com aquela barrida enorme sentada num burrico, balançando de um lado para o outro até chegar ao vilarejo. E pensar que não havia lugar na estalagem para eles. Maria com uma trouxa de roupas nas mãos, cansada, recebendo a notícia do marido e os dois olhando em volta e não tendo a quem recorrer.

E pensar que nos dias de hoje, ninguém se locomove até o shopping (ou para a Igreja) se não tiver um carro! Montanhas de dinheiros arrecadados nas vendas de brinquedos, roupas, jóias, ou seja lá o que se deseja presentear! E Maria, coitada, sentindo as dores do parto seguindo com dificuldades para o único lugar disponível: Uma estrebaria!

Mas alguém vai me recriminar, e acredite que isso realmente vai acontecer, dizendo que hoje os tempos são outros, que a tecnologia, as invenções e todos os Blá-blá-blás que usamos para diminuir nossa culpa, nosso pecado de hipocrisia, de gastar tanto dinheiro em supérfluos e não separar um só tostão para ajudar o próximo, ou mesmo aquele irmão de sangue o ano todo que passou! E depois sorrimos e dizemos como se fosse uma oração: Feliz Natal!

Talvez essa não fosse a Mensagem de Natal que você esperava ler. Paciência! Nem tudo é perfeito! E eu não fujo a regra! Mas é Natal, uma data importanter demais pra guardar rancor. Então saia de casa e comemore, ou fique com a família. Sorria! Festeje! Ame a todos sem discriminação!

Marion Vaz