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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Desacelerar para seguir em frente



Imagem da Google

Parece uma frase desconexa imaginar que precisamos desacelerar para poder seguir em frente. Geralmente, temos pressa de chegar em algum lugar para observar tudo ou simplesmente resolver algo. Aí do nada, puf! o corpo reclama, a cabeça dói, as forças falham. 

Precisamos sim, ouvir aquela voz interior que insiste em informar que não temos a obrigação de resolver tudo para todos.  Li esta frase num livro da Martha Medeiros em que a personagem descobriu-se na "idade da desobrigação. Idade de aliviar o peso extra...".

E de repente, a idade da desobrigação te deixa mais leve, mais solta, mais irreverente às vezes.  E isso é bom. Se redescobrir, renovar as forças, ou usá-la em algo mais prazeroso, romântico ou desafiador.

Porque no meu caso, com 6.3 não dá mais para perder tempo tentando fazer a vida dos outros um pouco melhor e mais fácil, as custa da minha sanidade. Porque por muito tempo a gente se esquece dos próprios sonhos, de si mesma, para equilibrar deveres e obrigações.

E depois percebe que o tempo passa para uns e outros, mas passa pra você também. E tem problemas e demandas que não são nossas. Já passamos boa parte da vida criando os filhos e não é justo reviver todas aquelas tarefas e dramas.

E aliviar o peso extra quer dizer que devemos deixar as águas do rio seguir o seu curso. Não dá para evitar que uma pessoa aprenda sem correr riscos, sem tropeçar, sem se estabacar.

Não somos pessoas ruins. Não. Só estamos desacelerando, assumindo a direção da nossa própria vida,  criando meios de alcançar outros objetivos ou realizar sonhos. Parece injusto só para o outro lado. Mas para mim é uma decisão sábia. Porque quando eu me for, os "outros" vão continuar a lidar com os contratempos da vida.

Seja fiel nos seus compromissos, ame filhos e netos com todas as forças, mas ame a si mesmo também.


Marion Vaz


domingo, 29 de dezembro de 2024

Se você não se arriscar...


A frase de  Veronica Shoffstall “Se você não se arriscar, nunca saberá o que poderia ter sido.” nos convida a repensar o futuro e de como conquistar os sonhos. Porque não é apenas uma questão de desejar algo, mas de planejar e buscar meios de alcançar.

Neste final de ano parece até um clichê falar de mudanças de comportamento e de hábitos, mas a realidade nos convida a dar o primeiro passo na direção certa. E não apenas dar início a algo, mas continuar batalhando para que dê certo.

E quando se fala em arriscar já bate aquele medinho de "e se não der certo?", "como vou fazer?" ou "posso mudar de ideia no meio caminho?" Mas tem uma frase que eu gosto muito de usar: escolha as batalhas que você quer vencer!

Porque também não adianta desejar algo humanamente impossível ou fora dos padrões financeiros e sair por aí "batendo cabeça". Pense em conquistas apropriadas para não se  desestimular diante das dificuldades.

E sonhe sim. Porque antes de conquistar precisa sonhar, desejar. Mas pesquise, planeje e se programe para realizar a curto ou a longo prazo.  Muitas coisas não dão certo por causa da pressa. Lembre-se:  "O sucesso não acontece da noite para o dia". 

Se você quer viajar, por exemplo, precisa pesquisar sobre o lugar, a moeda local, o valor do voo, estadia, passeios, etc.  Vai precisar de passaporte? Tem que se programar.  E tudo bem não querer caminhar sozinho e pedir alguém para ir junto. 

Em minha primeira viagem a Israel, eu tive que me programar e com certeza me arriscar em muitas demandas mental, física e financeira para alcançar meu objetivo. Mas foi um sonho realizado.

Às vezes, a gente perde por deixar de se arriscar, até mesmo em pequenas conquistas ao longo dos anos, porque estamos acomodados ao ritmo cotidiano. 

Então, meu conselho para o ano que se inicia é faça uma lista das metas a serem alcançadas em 2025, respire profundamente e deixe o medo em 2024.  


Marion Vaz






segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Quem espera sempre alcança

Hatikvá é a palavra esperança em hebraico. É também o título do Hino Nacional de Israel. A letra reflete o sentimento nacionalista no coração do povo judaico em relação ao território de Israel.

E esperança é aquele sentimento ou reação que temos quando almejamos algo. Ficamos na expectativa do tempo de realizar um sonho, um trabalho, uma viagem, comprar um objeto, uma casa. E são tantos sonhos permeando os corações que mal dá para respirar.

A frase "Quem espera sempre alcança" tem certa relevância quando se trata do empenho, da busca de soluções, da finalização de projetos. E esperar aqui não significa ficar sentado, acomodado, achando que uma intervenção sobrenatural vai solucionar o problema.

É bem verdade que, inúmeros caminhos que percorremos nesta vida que a solução não depende só de nós. Há casos que precisamos de ajuda, de parceria, de pessoas qualificadas para dar prosseguimento ao projeto.

Tem situações que precisamos agir e resolver contando com a nossa experiência. Outras, a solução está nas mãos de Deus. E precisamos confiar no agir Dele. Deus está no comando. Deus vai fazer acontecer.

E ter esperança parece que está no nosso DNA. Acreditamos com todas as forças que aquilo que desejamos no coração, e até mesmo por anos, será realidade. E mesmo que ninguém mais acredite, seguimos em frente, fortalecidos pelo sentimento que guardamos na alma.

E sonhar é voar alto e não ficar com os pés preso ao chão. É idealizar, nutrir esperanças e preencher espaços vazios com ilusões. É conquistar algo e servir de referência para as gerações seguintes.

E é essa verdade que nos faz desafiar os gigantes do descrédito que por horas, querem abalar o coração. Não tem nada de errado em querer, desejar e pedir a Deus que realize um sonho.

O meu sonho está bem perto de se realizar. Eu creio!


Marion Vaz


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Decisões que mudam o futuro


Decidir sobre algo nem sempre é fácil. somos mestres em protelar, em deixar para amanhã aquilo que devíamos realizar hoje. Fazemos planos para o futuro sem sequer especular gastos e complicações, porque na verdade, o cancelamento imediato é uma opção viável, como mostram os sites de uma forma geral.

Mas existem momentos na vida que não temos muitas escolhas, e às vezes, não dá tempo nem de pensar em uma atitude prudente. Temos que agir por reflexo. Lembro de uma viagem de família em que paramos para abastecer. Saímos do carro e ficamos aguardando. De repente, um tiroteio, um assalto, e nos escondemos atrás de um veículo e quando olhei para frente lá estava o segundo atirador, apontando a arma e atirando para cima. Não havia nada, nenhum obstáculo entre ele, eu e minhas filhas e neta. 

Olhei assustada pensando que qualquer movimento chamaria atenção dele para nós. Em segundos, elas correram para trás de outro veículo e eu pensei: Se ele olhar para o nosso lado e tentar atirar, vou levantar, ficar de braços abertos para servir de alvo. Simples assim. Foram segundos de reflexão. Eu não pensei em mais nada. Eu iria servir de alvo para salvar a vida delas. 

Mas pela graça de Deus elas conseguiram se esconder e o atirador não me viu e eu fui a última a sair daquele lugar. Os assaltantes fugiram e nós ficamos tentando controlar a respiração para seguir viagem.  Só depois de muito tempo, em segurança, consegui refletir sobre aquela decisão que poria fim a minha própria vida. Então, posso afirmar que tem momentos que o raciocínio lógico nem sempre é perfeito para todos.

Mas, existem decisões que mudam o futuro para o bem, como aconteceu na história de Rute, a moabita, que insistiu em permanecer ao lado da sogra. Elas saíram do território de Moabe e antes mesmo de chegarem a Israel, Rute já havia decidido por um novo povo, uma nova terra, uma nova crença.

Então, decisões são sobrecarregadas de intenções e consequências. E em qualquer área da vida, mudanças refletem as intenções do coração e alternam o final da história.  E pequenas mudanças no dia a dia determinam o grau dos sentimentos em relação aos ideais que desejamos alcançar.


Marion Vaz

domingo, 10 de outubro de 2021

Escolher com quem voar alto

 


Estou sempre falando sobre escolhas. E não há nada mais difícil do que saber decidir sobre alguma coisa. Tem gente que não. Nem se atrapalha quando precisa comprar algo, uma roupa, sapato, perfume e já vai direto para o caixa sem qualquer preocupação. Ok. Eu concordo que existem escolhas bem fáceis de fazer. Mas na maioria das vezes é preciso pensar se o produto vale mesmo a pena, se o valor é coerente, se o hotel está bem localizado e coisas desse tipo.

Na verdade eu sou um pouco chata e prefiro pensar duas vezes antes de comprar ou tomar uma decisão. Então você convida alguém pra te ajudar ou dar uma opinião e ela  fica te apressando e reclamando: É só escolher! Aí é que não rola mesmo.

Mas o texto de hoje traz uma perspectiva diferente sobre as escolhas da vida. E eu usei o termo voar para representar nossos desejos e sonhos que por muitas vezes ficam empoeirando em algum lugar enquanto a gente auxilia uns e outro.

Há algum tempo tenho pensado nas coisas que deixei de lado, nos sonhos que estou sempre postergando. E me veio aquela sensação de que podem virar realidade. Eu só preciso escolher pessoas certas, que me incentivam e que desejam voar comigo. 

Na verdade, a gente vive rodeado de pessoas imaturas, de gente estranha que prefere ficar sentada no mesmo lugar a vida inteira, que não se arrisca ou que fica até debochando das nossas expectativas. São pessoas que não vão sair da cidade onde nasceram, da mesmice que vivem e que estão satisfeitas pelo que já conquistaram. Ok. Eu respeito o ponto de vista de qualquer um.

Mas se você tem sonhos e quer voar alto, quer desabrochar, que curtir e vivenciar coisas que sempre foram tidas como impossíveis, corre atrás do prejuízo. Alguém pode ter dito: Isso não é pra você, mas não é verdade. Somos donos do nosso próprio destino - É um clichê. Sim. Mas tem verdade nessa frase.

Ninguém pode ditar as regras pelas quais conduzimos nossas vidas. Então eu te convido a voar alto e a escolher pessoas com a mesma visão. É difícil mesmo romper conceitos, largar as mãos e seguir sozinho porque não sabemos o que vamos encontrar lá na frente. 

Mas não estou falando de estradas. Voar alto é sair do chão!


Marion Vaz