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sábado, 29 de agosto de 2026

O conceito do descanso no shabbat




Dar uma pausa na rotina diária é fator importante para quem quer qualidade de vida. Porque vivemos correndo de um lado para outro o tempo todo, sem descanso, sem sequer olhar para frente ou para trás. Essa dinâmica incoerente de que tudo na vida se conquista com esforço, com determinação, com suor e lágrimas é bonito na poesia.

O ideal é mesmo correr atrás dos sonhos, dos ideais, da comida de cada dia, conquistar metas e sem medo algum, dar um salto no desconhecido. E assim passam os dias da semana. O corpo cansado cai na cama e não repousa, porque a mente não para. E estamos nessa busca infinita há anos, como se "nada" caísse do céu. 

Esta semana vi um post interessante sobre o Shabbat. O dia de descanso, de pausa, de interrupção da rotina me fez parar para pensar naquilo que conquistamos ao longo do tempo: "Durante seis dias da semana corremos atrás da vida. No shabbat paramos, para refletir na vida que já temos". 

Esse conceito judaico sobre o shabbat não é apenas uma recomendação, mas um mandamento bíblico: "Por seis dias trabalharás e sétimo, descansarás" (Êxodo 34.21. E não é um descanso qualquer, ou mudança de rotina ou serviço. Mas como um dia sagrado, dedicado ao Eterno.

E na tradição judaica "o shabbat chega silenciosamente, interrompendo a semana". Um dia abençoado e santificado para que você tenha um "encontro" com o Criador, com o acender das velas e as orações, mas também um encontro com os familiares à volta da mesa.

E o que me chama a atenção é esse desacelerar. Essa pausa na rotina, no corre-corre, na busca incessante daquilo que desejamos, para agradecer aquilo que já temos.

Com certeza, na crença cristã esse dia é marcado pelo domingo, Outras religiões divergem para sexta-feira. Mas o importante é ter esse tempo para olhar ao redor, para olhar para o alto em direção a D-us e para descansar, não só no sentido espiritual, colocando toda a nossa confiança no Eterno, mas também descansar o corpo e a mente.

Shabbat Shalom


Marion Vaz



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Isaque - O Filho da Promessa e seu legado

 


Existe uma diferença entre legado e herança. E Isaque como filho da promessa herdou de seu pai Abraão, bens materiais, animais, servos e servas. Ao sair de Ur dos Caldeus, Abraão tinha uma missão: herdar uma terra que ele mesmo nem sabia onde ficava (Gênesis 12.1-2).

O Eterno D-us não mediu esforços para abençoar Abraão, cujo destino era desenhado no passo a passo das pegadas no território, que mais tarde seria conhecido como terra de Israel. A fé, a comunhão com o D-us único, a adoração por altares, a obediência a voz do Eterno foram legados que o pai passou para o filho.

Isaque tinha consciência dessa herança espiritual que o conduziria durante toda a sua caminhada, por um território que seria herdado por seus descendentes. Jacó, também não ousou duvidar das palavras do Todo Poderoso e creu nas promessas que ouviu do pai.

A nação de Israel é hoje uma potência mundial que caminha a passos largos para as conquistas de seus ideais. A história e o legado de Abraão, Isaque e Jacó são lembrados nas festividades, nas tradições e nos costumes de sentar à mesa com os filhos e repassar para eles, os decretos do Eterno.

Isaque herdou promessas que o pai conquistou pela obediência e no D-us que lhe apareceu, estando ele ainda na terra dos caldeus. É no texto bíblico de Gênesis que lemos a história e trajetória desses três patriarcas. Em Hebreus 11 lemos a confirmação dos fatos num texto mais teológico, e assim podemos entender a essência da fé, que fez até cair dos muros de Jericó na conquista do território  (vs 30; Js 6.20) e remove montanhas até os dias de hoje.

Entendemos que o legado espiritual é "um conjunto de valores, fé, princípios morais que uma pessoa transmite para outras gerações".  Estes princípios vão determinar o código de conduta para a vida toda, e serão decisivos na hora de se enfrentar um problema, uma adversidade, assim como aconteceu com Isaque (Gn 26.15).

O legado de Isaque para as gerações futuras é atemporal. Assim como Jacó, que ousou lutar com D-us e com os homens e prevaleceu tornando-se Israel. Jacó e seus filhos formaram as tribos de Israel que no decorrer dos anos venceram batalhas físicas e espirituais, não só para conquistar um território, mas para nos dar hoje a crença no D-us Todo Poderoso. O Judaísmo é conhecido hoje como uma das maiores religiões no mundo inteiro. 

Os textos bíblicos são riquíssimos em fatos históricos, arqueologia, tradições e ensinamentos, não só no campo espiritual, mas também social e vida civil. Somos co-herdeiros de promessas e desse patrimônio, dessa fé.


Marion Vaz


sábado, 19 de abril de 2025

Feriado de Páscoa


Foto da Google

Quando estive em Jerusalém (2022) andei por parte da Via Dolorosa. Este local se tornou um marco histórico dos últimos momentos da vida de Jesus, em que ele foi obrigado a carregar uma grossa madeira nos ombros até o local da crucificação, onde seria seu último martírio. 

O Gólgota, ou Monte Caveira - nome dado por causa do seu formato, ou Monte da crucificação, ainda sobrevive imponente lá em Jerusalém. Cerca de 2000 anos já se passaram e a história de Jesus continua sendo contada entre os cristãos na época da Páscoa.

Gólgota

Assim também, o Pessach judaico comemorado neste mês de abril, abre passagem para os feitos de Moisés ao retirar o povo de Israel do Egito. Famílias judaicas em todo o mundo comemoram a data repassando para os filhos a história, o primeiro Séder, a passagem pelo Mar Vermelho e anos de caminhada no deserto.

Então, o feriado de Páscoa é mais do que uma pausa na vida cotidiana e presentes de chocolate. É importante reviver os fatos e deixar-se moldar pelo significado de cada Estação, ao todo 14 por toda a Via Dolorosa. Trazer a memória a vida de Jesus e todo o seu esforço pelo humanidade, requer um pouco mais de nós, meros expectadores da história. 

E foi o que eu experimentei lá em Jerusalém e em alguns lugares de Israel que visitei. E nesse lugar singular podemos notar parte da História registrada em ruas, bairros, vales e locais sagrados. Embora Israel seja um país judaico, preserva com muita responsabilidade, os locais sagrados da religião cristã e muçulmana também.

Túmulo vazio de Jesus - Jerusalém

Cada visitante é bem recebido pelo país e nota-se esse acolhimento no apoio, na facilidade de locomoção, compras e diversidade de entretenimento. No Jardim do Túmulo e na Igreja do Santo Sepulcro, que recebem milhares de visitantes o ano todo, há espaço para orações e devoção.

Voltando ao assunto do feriado de Páscoa aqui no Brasil, acredito que ele é moldado segundo a fé e o coração de cada pessoa em suas atividades. Mas que cada um de nós pode e deve acrescentar um tempo para oração e reflexão, sobre esse momento da história em que Jesus se deu em sacrifício pela humanidade, conforme os textos sagrados do Novo Testamento.

Só então, teremos uma oportunidade de sermos melhores em muitos aspectos da nossa vida. Quando a fé nos direciona a crer em algo que não presenciamos, mas que faz toda a diferença no nosso dia a dia.



Marion Vaz

domingo, 9 de março de 2025

O que muda depois do 7 de outubro?

                                                                 Imagem da Google

A opinião pública sempre foi ouvida quando acontecia algo. Ela não tinha cor, idade, religião. A opinião pública estava presente seja qual fosse a ocasião. Ela não se calava, não se colocava de lado. Marcava ponto diante das injustiças, do medo, da má sorte de alguém.

Era ela que ditava as ordens no final das contas. E quem podia deter o seu caminho? Ela tomava partido dos infelizes, dos órfãos, das viúvas, mulheres, idosos, pobres e indefesos. A opinião pública se fazia ouvir não importando o quanto tivesse que gritar.

A opinião pública fazia parte do dia a dia das organizações, dos direitos humanos, dos inocentes. Ela confrontava o erro! E muitas vezes era vingativa! Não tinha calor ou frio, chuva ou sol que a impedisse de expor sua opinião.

Mas, infelizmente, por mais que fosse perfeita e presente em todas as horas, ela se omitiu. A opinião púbica ficou muda e se escondeu atrás da bandeira da discriminação, colocou uma venda nos olhos e fingiu não entender o que estava acontecendo.

Foi no 7 de outubro quando o mundo inteiro assistiu de "camarote" o Hamas invadir o território israelense e aterrorizar civis e inocentes. Terroristas armados e desumanos m@taram pessoas, sequestraram crianças e destruíram famílias.

Nos dias seguintes, em meio a dor e as lágrimas, israelenses pediram o apoio da Opinião Pública. Mas ela tinha seus próprios interesses. E quando Israel atacou os terroristas do Hamas em Gaza, ela entrou em cena. Deturpou fatos e demonizou Israel.

Gritamos a todo pulmão: Onde estão as organizações que defendem os direitos de mulheres, crianças e idosos? Por que estão caladas? Pais chorando pelos filhos e filhos por pais. Nada. Nenhuma fala de apoio, nenhum ato de misericórdia.

Esperamos as negociações para receber os reféns de volta por parcelas, a bel prazer dos terroristas. Pouquíssimas organizações mundiais entraram em cena. E ainda tivemos que aturar "gracinhas" de alguém da Cruz Vermelha. 

A opinião pública também ficou alheia ao "contrato" feito para o retorno de reféns, em que Israel foi obrigado a mandar centenas de terroristas detidos nas prisões para Gaza nos últimos dias.

500 e muitos dias já se passaram e ainda há reféns vivos em Gaza e outros que nos restam apenas corpos. Mas a "opinião pública" ainda está em recesso. Ela deu uma pausa dos direitos humanos para "entender" em quem "confiar".

Durante anos Israel tentou "acordar" a opinião pública para os ataques de mísseis que o Hamas fazia contra o território. Depois do 7 de outubro confrontamos muitas vezes o dever e o valor de opiniões, para que fizesse justiça como manda os Estatutos. Não houve posicionamento.

O que muda depois do 7 de outubro? 

Acredito que Israel não vai mais se interessar com a opinião de determinados públicos, quando se tratar da proteção do território e da vida dos cidadãos israelenses.


Marion Vaz

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Eles estão em casa


Depois de 480 dias de cativeiro eles está de volta em casa. Nossas esperanças não foram em vão.  Bem-vindos a Israel. 

 

domingo, 12 de março de 2023

A fé remove montanhas

Eu sempre questionei alguns pontos na vida que eram confusos de entender. Com o tempo passamos a ser mais seletivos e ao mesmo tempo compreensivos com alguém ou alguma situação. Na verdade, paramos de nos incomodar com certas pessoas e suas atitudes diárias para vivenciar experiências mais relevantes e duradouras.

Há dois anos que decidi incluir como vida saudável viajar e conhecer lugares diferentes. Conversei com minhas filhas e traçamos vários projetos de viagens e com a ajuda da Hurb já concluímos alguns. Foi através desta agência de viagem que realizei meu sonho de conhecer Jerusalém.  Tem um post aqui no blog mostrando a experiência mais maravilhosa da minha vida.

Só que antes de viajar para Israel, viajei para outros lugares aqui no Brasil e foi um grande desafio remover alguns sentimentos que me impediam de "fazer as malas". Mas quando o avião decolou em direção a Israel eu me surpreendi com tanta satisfação. Eu fiquei pensando como Deus trabalha a nosso favor! 

A fé move montanhas e remove também. Você pode mover um objeto de um local para o outro, mas ele ainda vai fazer parte da decoração. Pode mover um sentimento e escondê-lo das outras pessoas, mas ele vai continuar te incomodando. E esta diferença entre mover e remover faz sentido em muitos casos.

Tem situações que só mover algo não resolve. Tem que remover. Tem que afastar, destruir, jogar fora para haver uma mudança significativa. Eu sempre uso a expressão: "Esvaziar as gavetas" no sentido de dar mais espaço para algo que realmente vale a pena. 

Tem gente acumulando sentimentos ruins, mágoas, tristezas e guardando tudo no coração com tanto carinho que só "mover" não vai adiantar. Está na hora de ter fé o suficiente para encarar os novos desafios da vida e seguir em frente. E não dá para correr com uma mochila pesada nas costas ou com grilhões nos pés. 

A fé em Deus nos dá liberdade para remover todo e qualquer obstáculo que nos impede de uma vida espiritual e material melhor. Você merece ser feliz. 


Marion Vaz





terça-feira, 18 de maio de 2021

Até aqui nos ajudou o Senhor

De vez em quando eu me apego a um trecho da Bíblia e fico incomodada até entender ao certo, o que ele realmente quer dizer. Esta semana foi a vez de 1 Samuel 7.12. Ebenézer que em hebraico quer dizer: Pedra de Ajuda, também é nome de uma aldeia de Efraim (4.1). Lugar em que a Arca da Aliança foi tomada e levada pelos Filisteus depois de derrotarem Israel. Após sete meses e inúmeros problemas que feriram os reis e a terra dos filisteus, a Arca foi devolvida ao povo de Deus. 

Aquele período de paz não duraria muito e enfim os filisteus afrontaram novamente, porém foram derrotados. O profeta Samuel levantou um altar colocando uma pedra como memorial, um marco entre Mizpá e Sem, afirmando ao povo: "Até aqui nos ajudou o Senhor."

Interessante notar que "aqui" é um advérbio de lugar, indica um local, um território, uma determinada região que deveria ser lembrada. E como em toda história bíblica do povo de Israel em que personagens edificaram um altar ao Senhor, ali surgiu uma cidade: Jerusalém, Beit El, Beer Sheva. Em outros textos, o altar marcava a passagem do povo, uma vitória, uma aparição angelical. O certo é que erguer um altar ao Senhor significava comunhão, gratidão e fé nas promessas do Eterno.

E este termo "até aqui" não implica em retenção da benção daquele momento em diante. Não. O Senhor não parou de abençoar o seu povo. Contextualizando Samuel disse ao povo: Deus nos trouxe até aqui para nos abençoar. Porque é isso que se trata o texto. Em consequência dos pecados dos filhos de Eli a Arca da Aliança foi tomada e Israel perdeu a guerra. Mas naquele dia não, Deus havia estabelecido aquele episódio para dar a vitória que o povo precisava, a restituição da Aliança (ver 7.4), a devolução das cidades (14) e a paz com os povos vizinhos.

A lição espiritual que o texto traz é que muitas vezes somos abatidos por causa dos nossos próprios erros, porque não vigiamos, não nos incomodamos com a verdade. É muito mais fácil administrar o pecado como fez Eli em relação aos seus filhos, do que admitir o erro e corrigir. Às vezes, sofremos porque os pecados alheios respingam em nós. E muitas das vezes compactuamos com os erros e fingimos que não estamos entendendo o que está acontecendo. Foi preciso perder algo precioso (a Arca da Aliança) para que o povo decidisse por servir só ao Senhor.

Independente das nossas escolhas o Senhor continua a nos olhar, a esperar, a mover as águas a nosso favor. Ele continua fiel às promessas que fez. Que cada um possa olhar para dentro de si e buscar no que realmente tem desagradado a Deus e se corrigir, a fim de que a ajuda do Senhor chegue em tempo. 


Marion Vaz

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Israel

 
No dia 14 de maio de 1948
 
Nascia o Estado de Israel
 
50 anos após Theodor Herzl idealizar uma pátria para os judeus.
 
 

sábado, 22 de setembro de 2012

Primavera

 
 
 
Flores de Israel para comemorar a Primavera no Brazil!
 
 
 
 
Jardim em Jerusalém
 
Marion Vaz
 
 
 
 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Amar Israel Incondicionalmente




Eu amo o país de Israel de forma tão intensa, que nem eu mesma sei explicar. Amo sem restrições, sem limites, sem imposição, sem reservas. Jerusalém, a Capital de Israel, é minha cidade do coração. Um dia estarei lá.




Atualização: Meu sonho se realizou em 7 de outubro de 2022. Baruch HaShem.




Marion Vaz

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cristãos apoiam Israel

5000 cristãos se reuniram essa semana no Centro de convenções em Wasshington para a Conferênciua anual CUFI - Cristãos unidos por Israel. A questão da formação de um estado palestino parece ter irritado alguns "irmãos" que falaram abertamente do assunto e inclusive questionando as "boas" intenções do presidente americano Barak Obama caso ele concorde com a divisão de Jerusalém.

O pastor John Hagee afirmou que se os EUA virar as costa para Israel, Deus também virará as costas para a nação americana e que é inconcebível apoia outra nação que não seja Israel.

O artigo do jornal Haaretz enfatizou a ação benéfica dos cristãos e sua ousadia em criticar Obama para que tome uma decisão quanto a Russia e a China. As palavras do pastor foram firmes: "Senhor Presidente, vá dizer a Rússia e aos chineses o que fazer!"









Marion Vaz

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Fauna e a Flora do período bíblico

Animais e Aves da Bíblia

"Antes da época de Abraão ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados de Israel e forneciam leite, queijo e carne. A lã era usava para fazer vestime4ntas e sempre foi muito valiosa.

Os campos mais férteis de Gileade e Basã, a leste do rio Jordão, fizeram com que essas regiões ficassem famosas por causa do gado.




Camelos e jumentos eram animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios.


No Egito vamos encontrar os cavalos na época de José, ali, eles puxavam carruagens e eram montados pelos soldados em batalha.

Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos, do que se conhece agora:

lobos, leões e ursos, raposas e chacais, jumento selvagem, o íbex, veados e gazelas, camundongos, ratos e outros pequenos animais.



Havia muitas cobras inofensivas, e outras, cujos ataques podiam ser letais, inclusive víboras, que possivelmente, picaram os israelitas durante as jornada pelo deserto. Havia também gafanhotos que ocasionalmente, vinham em nuvens e destruíam tudo.

No lago da Galiléia havia uma grande variedade de peixes.
Em terra, uma variedade de habitat, do semi tropical ao árido, contribuiu para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. Numa importante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental, entre primavera e no outono, muitos pássaros são vistos em Israel além dos nativos. A Bíblia cita alguns desses: a águia, o abutre, a coruja, a cegonha, a garça, a andorinha, o pardal, a codorniz, a perdiz, a rolinha, a pomba, a gralha e o corvo.


Árvores e Plantas

Atualmente, algumas áreas descampadas de Israel podem ter sido regiões de florestas em tempos bíblicos. A árvore do deserto é a acácia, usada pelos israelitas para construir a Arca da Aliança e partes do Tabernáculo. Carvalhos, abetos, ciprestes e pinheiros cresciam nos montes.

Álamo, salgueiros, tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão.

As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras, figueiras, romeiras, tamareiras e amendoeiras.
O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano.

Plantas e Ervas

Os contrastes de clima resultavam numa variedade de plantas e flores silvestres.

Os montes da Galiléia exibem uma exuberância de flores: ciclamens, papoulas, narcisos açafrão, anêmona, margaridas amarelas e muitas outras.


Ervas e especiarias sempre foram valiosas, algumas por seu uso medicinal, outras pelo sabor. Entre as mais comuns encontramos: cominho, endro, alho, anis, hissopo, arruda, menta e mostarda. Em Israel há mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros."

Fonte: Manual Bíblico, Ed. SBB pág. 38, 39, 40,41

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Israel bíblico, temos muito o que aprender



Pensar no território de Israel e não compará-lo ao Israel bíblico é algo quase impossível. Imagina-se logo Moisés atravessando o Mar Vermelho seguido de uma multidão, em Davi golpeando o gigante Golias no Vale de Elah, em Abraão recebendo as promessas de D-us e em Jesus caminhando pela Judeia, Galileia e Samaria tomando posse da terra. São imagens que carregamos em nosso subconsciente e que se desprendem do passado para o presente num piscar de olhos.

Para não falar de homens, mulheres e jovens que almejam algum dia, fazer o percurso em direção à Terra Prometida. Quantos suspiros! Sentimentos que guardamos no mais profundo de nossos corações. Alguns até choram quando pensam nessa possibilidade. E não menos importante, os desejos se misturam quando se vêem dispostos a orar e pedir a benção de D-us para o Estado de Israel.

Intrigante é a facilidade de que alguns tem de denegrir a imagem de Israel em seus discursos ou conversas. Dificilmente encontro alguém manuseando a Bíblia, com profundo conhecimento do contexto histórico-cultural de Israel, que consiga expor-se sem comprometer ou deteriorar a ideia que a maioria dos ouvintes já tem a respeito desse lugar tão largamente amado por uns e tão odiado por outros.

O que me entristece é que não há arrependimentos para tal atitude.

A maioria se acha plenamente convicta de sua obrigação espiritual em “advertir os irmãos” quanto ao que chamam de “mensagem bíblica”. Às vezes o fazem com tanta naturalidade que provocam gritos e explosões de glórias a D-us dos mais desavisados e tais preletores não tem a menor ideia de que mensagem fica lá, no subconsciente, e quando a pessoa ouve novamente falar de Israel, logo vem em mente "um povo pecador, rebelde e distante de D-us" (e pasmem, essa é a letra de um hino que fez sucesso por algum tempo).

Aconteceu numa reunião quando no auge da pregação o "abençoado" afirmou: “Moisés não queria nem saber o que estava escrito na Torah!” A plateia expressou exatamente o que o pregador desejava: “Glória a D-us!”  De imediato pensei: ou ele não sabe quem é Moisés, ou não sabe o que a Torah!

Será que se tivesse dito Pentateuco haveria o mesmo alarido? Qual a intenção ao usar a palavra hebraica Torah? Eu fico triste com esse tipo de atitude.

Certo pastor eloqüente ministrava um mensagem por um canal de televisão. O teor da mensagem era sobre o NOVO: nova criatura, Deus fez tudo novo, Novo Testamento, nova aliança, renovo, etc. Em um dado momento ele declarou que o Antigo Testamento perdeu a validade diante do Novo Testamento.

Como assim? Toda a Bíblia é a Palavra de Deus! Eu temo que num futuro próximo, não haja mais compreensão do certo e do errado! Não se pode menosprezar tudo o que Deus determinou na Lei.

Foi um movimento sócio-cultural e religioso (antissemitismo) se desenvolveu durante séculos, que transformou a vida de judeus numa verdadeira guerra pela sobrevivência. Muitos foram mortos por causa da intolerância social e religiosa, Esse sentimento trouxe agravantes que culminaram no Holocausto – 6 milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial.

Infelizmente, falar mal do povo de Israel, principalmente Israel bíblico, tornou-se algo comum, louvável e às vezes, inescrupulosamente doentio. Desculpe, se você não concorda comigo! Mas preste mais atenção no que você ouve em alguns hinos que são cantados e em determinadas pregações e detecte as frases de efeitos que mancham a imagem de Israel! É antissemistismo!

Mas existem pessoas que realmente estudam os textos bíblicos, e tem a preocupação de entender o que dizem os originais no hebraico, as tradições judaicas e o contexto sócio-cultural de cada época e transmitem aos demais. E estes, vai aí o meu agradecimento, pois fica muito mais fácil enxergar um Israel completamente diferente!


Marion Vaz

O artigo continua...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

62 anos de Independencia de Israel

“Se quiseres não será uma lenda”
O sonho de Theodor Herzl de uma Estado Judeu, tornou-se realidade em 1948. As aspirações do jornalista húngaro que dedicou parte de sua vida num engajado plano de mobilizar os judeus em direção a “Terra Prometida”, não teve muito êxito em sua época. Mas a semente do sionismo criou raizes e com o passar dos anos floreceu.

Theodor insistia que o renascimento nacional em seu próprio país, era um direito do povo judeu. Direito reconhecido na declaração de Balfour.

Movidos pelo mesmo sentimentos de Herzl, milhares de judeus fixaram residência em todo o território. As imigrações, muitas delas clandestinas, alterou significativa e quantativamente as comunidades judaicas. Kibutz, moshav e yeshuvah tiveram um importante palpel na criação de um país.

A Declaração de Independência de Israel foi lida pelo seu Primeiro Ministro Ben Gurion, numa cerimônia no Mudeu Nacional em Tel Aviv em 14 de maio de 1948 (5 de yvar de 5708) e assinada por 37 membros do conselho do povo.


As linhas de abertura comprovam a existência de judeus no território em todos os períodos da História:

“A terra de Israel foi o berço do povo judeu. Aqui a sua identidade espiritual, política e religiosa foi moldada. Aqui o povo viveu, criaram valores culturais de significância nacional e universal e deram ao mundo o eterno Livro dos livros...”

Com a retirada do exército britânico em 15 de maio, a bandeira de Israel assume o seu lugar para sempre. Diante dos olhos umedecidos de centenas de pessoas, tremulava ao vento, nas cores azul e branco, um dos símbolos do novo país.

De imediato, Israel enfrenta uma guerra contra as tropas de países árabes. A Guerra de libertação arrasta-se por quase um ano, mas Israel obtem o domínio de uma parcela considerável do território, superior aos 55% estabelecidos na Partilha. No entanto, o sangreto conflito deixa suas vítimas: 1% da população existente no país na época.

Graças ao Eterno D-us de Israel que nunca invalidou o seu concerto para com o seu povo, Israel comemora 62 anos de sua independência e resurge nos últimos anos como uma imponente nação.

A letra do hino nacional caracteriza o desejo suplemo do povo: “viver em liberdade na nossa terra, terra de Sion e Jerusalém”.

Resta-nos mover os lábios numa sincera oração: “Aquele que faz a paz nas alturas, faça a paz sobre nós e sobre todo o povo de Israel. E digamos amén”.


Marion Vaz