quarta-feira, 20 de maio de 2026

Invisibilidade



Cada Super Herói tem uma ou mais capacidade de exibir seus poderes. É com esses poderes que eles combatem o crime, a maldade e ajudam as pessoas. Nas histórias infantis são definidos por suas cores, capa, carros e atitudes em relação ao mundo externo. Todos nós já lemos histórias em quadrinhos e tivemos um super herói preferido.

E quem nunca desejou ter um desses poderes para enfrentar os problemas da vida? Enfim, mitologia e criatividade à parte, existe uma capacidade hoje em dia, que todos nós desfrutamos: a invisibilidade. E por mais que estejamos online o tempo todo, compartilhando ideias ou amontoando emojis para engajamento, somos invisíveis a olho nu para a maioria das pessoas.

Porque na verdade, a pessoa pode ter 1 milhão de seguidores, mas o logaritmo das redes sociais só vai encaminhar ou repostar para um determinado número de pessoas. Existe uma margem de compartilhamento para não sobrecarregar o Sistema. E isso é o ideal mesmo.  Então, essa capacidade virtual de alcance só vai acontecer se a pessoa investir em propaganda comercial.

Mas, a invisibilidade do post de hoje tem seu impacto maior fora das redes sociais. Estamos tão acostumados ou viciados, na telinha do celular ou computador que não nos damos conta do que acontece ao redor, ou de quem estamos esquecendo e pondo de lado só para se manter conectado.

E sim, todos nós alcançamos o status de pessoa invisível dentro de casa, no carro, no transporte público, na rua, no supermercado, nos hospitais e se der bobeira, até na faixa de pedestre.  Eu reparei isso quando estava no metrô outro dia. Quando eu entrei, achei que todos os lugares estavam ocupados e fiquei em pé. Pelos menos três pessoas que entraram em estações diferentes depois de mim, se direcionaram para os assentos vagos. 

E ninguém prestou atenção em mim para me indicar o assento vago. Estavam todos literalmente presos à tela do celular. Eu até ri depois de mim mesma.  Pessoas completamente alheias ao tempo real, conectadas ao mundo da fantasia. Podia acontecer qualquer coisa ali, que ninguém ia notar.

A invisibilidade também se revela na quantidade de emojis que preferimos dar nas postagens, ao invés de fazer um comentário mais pessoal para demonstrar interesse no assunto.  Seja em forma de coração, palminhas, abraços ou carinhas, a nossa comunicação se resume em segundos de atenção. 

Isso é horrível!  Porque o ser humano deixou de se envolver,  de se comunicar verbalmente, de enxergar o outro. A pessoa simplesmente te ignora para ficar com os olhos fixos no celular. E eu já fiz esse teste. Fiquei alguns minutos parada, do lado pessoa, em silêncio, olhando para ela, esperando que me notasse. Foi decepcionante.

Mas acredito que ainda existe uma solução para a invisibilidade. Precisamos reaprender a conversar, a abraçar sem motivos, olhar para alguém, elogiar a roupa, o perfume, sei lá...  Estar mais presente na vida, compartilhar os mesmos interesses, rir, brincar, antes que tudo vire apenas fotos antigas. 


Marion Vaz


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Impacto e redirecionamento


Eu reparei que tenho marcado ponto contínuo nesta questão de mudanças, de rever critérios e melhor qualidade de vida. Mas o post de hoje tem sua lógica numa festividade judaica. Ba Omer é mais do que uma comemoração. A história de Rabi Akiva tem um redirecionamento a partir de uma observação simplória.

Questionado sobre a necessidade de estudar a Torah, ele observa uma pequena fenda em uma pedra, moldada por gotas de água que caíam continuamente. E o ensino judaico tem esta questão de filosofar sobre algo que é capaz de influenciar a vida do homem. Então, Akiva resolveu se envolver no estudo ciente de que, mesmo com suas limitações, as palavras da Torah iriam entrar em sua mente.

Um ditado popular aqui no Brasil diz que "água mole, pedra dura, tanto bate até que fura" e praticamente foi isso que aconteceu naquela paisagem, que Rabi Akiva observava.

O interessante, na verdade, é que,somos influenciados por aquilo que vemos e ouvimos, e a frequência desses impactos vão direcionar nossos passos, nosso destino. Para Rabi, a persistência no aprendizado foi benéfica e ele se tornou um dos maiores sábios da histórica judaica.

E a festividade Ba Ômer em Israel e comunidades judaicas em todo mundo traz alegria, recordação e também esta reflexão sobre a vida e perseverança diante dos obstáculos. Ao imaginar as gotas d´água caindo sobre a rocha, pensei no tempo de exposição, de impacto, de mudança.

Se olharmos mais além, ou ao redor, podemos sim impactar outras vidas, mudar destinos ou contornar situações. Talvez não seja a curto prazo ou precise de mais esforço, de unir forças a terceiros, de envolver e abraçar causas. 

O tilintar das gotas caindo continuamente pode definir ao longo do tempo, não só uma brecha, mas mudanças consideráveis que vão transformar as gerações futuras.


Marion Vaz



sábado, 2 de maio de 2026

Curitiba e seus encantos

Idade avançando e gente procurando o que fazer para melhorar a qualidade de vida. Com certeza, viajar está nos planos há algum tempo. E gente pra fazer parte da loucura não falta. No final de semana passado fui com as minhas duas filhas para um cidade que, particularmente, queria muito conhecer.

Curitiba tem encantos mil e lugares lindos para conhecer e fotografar. Além dos famosos "cartões postais" da cidade, há parques e jardins, praças e cantinhos mágicos que a gente não podia deixar de ver. Passeios e viagens em família faz parte da minha rotina aos 6.4 de idade, porque eu decidi colecionar memórias. Não só para mim na mente e no coração das pessoas que eu amo.

E quando a gente eterniza esses momentos e compartilha as imagens nas redes sociais, acaba influenciando a vida de outras pessoas que também sonham e precisam vivenciar tais experiências. E sim, eu acredito que posso contribuir para melhorar o mundo ao nosso redor.

Alguém pode perguntar: você viaja por que tem dinheiro? A resposta: Não.  Eu viajo porque eu faço dívidas! (Risos)

O Jardim Botânico de Curitiba é de tirar o fôlego. Lindo em toda a sua extensão e com flores cobrindo o chão e uma passarela no meio para você transitar. A estufa de vidro guarda uma sensação de paz e harmonia com plantas de todos os tipos. O jardim das 4 Estações te conduz pela estrada do ano e cada plantação adequada. Mais adiante, passeamos pelo jardim das sensações onde você pode tocar nas flores plantas e sentir o aroma e a textura.




Um cantinho mágico para tomar um café e desacelerar é o Bistrô Per Tutti. Que ambiente acolhedor! Mas Curitiba também tem shoppings e outros locais como a Confeitaria da Família com a famosa torta Marta Rocha, que eu fiz questão de experimentar.  Biscoitinhos confeitados são tradicionais da Confeitaria Vovó Elza, bem no centro da rua XV de novembro. E se você é apaixonado por livros como eu, livrarias e brechós estão por toda a parte. E o famoso Bondinho da Leitura com exposição permanente também na XV de novembro.








No roteiro não pode faltar uma visita à Ópera de Arame e seu bistrô, a Rua da Música, o Museu de Neymer Meyer e a Torre Panorâmica. Para visitas mais longas agregar os imensos parques com muito verde e locais para descansar. 

O passeio no Ônibus de Turismo custa apenas 50 reais e nele você passa pelos principais pontos turísticos e outras novidades. Pode descer, aproveitar o momento e pegar o próximo ônibus. Eles têm intervalo de cerca de 30 minutos. O ponto de partida é na rua 24 horas - uma elegante passarela de lojas, bistrô e restaurantes. 







Um pôr de sol deslumbrante é no Parque Tanguá.  As águas verdes do Parque Unilivre trazem tranquilidade em meio a cidade. O Parque Tingui é uma imensa área que se pode caminhar. O Parque Barigui e suas capivaras te transportam para outra dimensão.  Se estiver lá no domingo vá à Feira do Largo. Prove um pouquinho do ambiente e seus sabores.





Curitiba transmite paz e uma calma no dia a dia para desacelerar os passos. Uma cidade moderna e cheia de vida, que mantém sua história em cada cantinho. Ela relembra o passado, com os pés no chão, no presente. A qualidade de vida dos seus moradores é inegociável. 


Marion Vaz