quinta-feira, 23 de julho de 2026

Deputada e o sofá da discórdia e outras desavenças



Os vídeos que estão dando o que falar nas redes sociais não falam de amor e paz. Esta semana foi a vez de uma mulher, que tem cargo na igreja e na política, e a briga com o entregador começou por causa de um sofá. O famigerado era grande demais para entrar no elevador e o entregador resolveu tirar ele do caminho e passar com as peças menores.

A senhora achou um absurdo o pobre homem não querer subir com o sofá nas costas, sozinho escada acima. Afinal, ela tinha feito a compra e precisava do objeto. O rapaz não discutiu e começou a carregar as peças menores. A cliente se irritou e começou o bate boca. Os vídeos mostram a agressão verbal e física enquanto o entregador tentava continuar o trabalho.

Não satisfeita com aquele comportamento metódico do entregador, ela se descontrolou e de forma desequilibrada, começou a xingar e tentar agredi-lo fisicamente e o fez várias vezes. Alguém chegou e tentou apaziguar a situação. Ela não queria conversa. Começou a gritar que ele tinha batido nela, agarrou o homem pela roupa e até se jogou no chão. Quem vê a cena tem a plena consciência de que aquela pessoa precisa de terapia.

Os internautas horrorizados com o comportamento dela deram voz ao entregador, que até agora não se pronunciou, e rola desatinos nos comentários. A dona do sofá já fez vários vídeos, ora se desculpando, ora afirmando que foi agredida, ora dizendo que o diabo que aprontou essa, ora mostrando que está tomando remédio para depressão, ora mostrando que está disposta a ir até o fim para prejudicar o entregador.

Bora entender? Quem em sã consciência acorda de manhã e pensa: Vou entregar um sofá e, de quebra, vou socar a cliente? Porque em nenhum momento, a tal senhora fala o porquê do tal homem agredi-la. As imagens mostram sim, ela batendo no rosto dele, jogando pedra, perseguindo e até ofendendo o entregador.  

Eu penso: Será que ele tentou passar e ela tentou agredir ou impedir que ele retornasse com o sofá grande (já que não cabia no elevador) e aí ele se defendeu, pedindo passagem e afastando o corpo dela ou até empurrando, ou segurando no braço dela, o que no caso eu chamo de legítima defesa e aí ela tomou isso como agressão para justificar o desequilíbrio emocional? Ou os transtornos aconteceram depois do divórcio, com a mudança para o Brasil, os problemas reais? 

O que os vídeos mostram é uma pessoa completamente descontrolada, alheia, chorando e se jogando pelo chão, agredindo um entregador. E por que nenhum vizinho foi socorrê-la, já que parece que a confusão durou um bom tempo? Nenhum? Será que já conheciam os desatinos? Vamos aguardar o desenrolar da história. 

Mas a verdade é que vivemos no mundo dos absurdos, da incoerência, do disse-me-disse e de ações extremas de violência e confrontos e isso me dá medo.  Minha filha fez um post com conteúdo religioso e houve vários comentários. Alguns entenderam a brincadeira.  Outros não.  Vários comentários inapropriados,  insultos, r@cismo e até antissemitismo. Liberdade de opinião não é liberdade para ofender os outros.

O homem entrou na farmácia, invadiu o espaço do balcão e começou a insultar o atendente. E por que? Prioridade. Se ele tinha uma criança machucada e precisava de um remédio, por que ele não pediu para as pessoas na fila ceder a vez? Não!  Achou mais apropriado agredir verbalmente o atendente. E o assalariado que continuasse o expediente até o fim, como se aquele tipo de situação estivesse prescrita no contrato de trabalho.

Duas senhoras entram no ônibus e começam a discutir com o motorista. Ele parou no ponto de ônibus e não no local em que elas queriam. Daí a discussão, os palavrões, as ameaças e por fim uma delas agrediu o motorista do ônibus com a bolsa. O homem de meia idade que se conformasse com a situação e continuasse o trajeto com o coração destruído e a alma pesada. Segurança pra que, né?  Ninguém pensa em ninguém.

A pessoa entra no Uber, o motorista pede o código. Normal. A cidadã não quis dar o código. Não tinha como prosseguir a viagem e até um policial teve que intervir. O entregador chega com a pizza e é recebido com insultos e agressões físicas porque não tinha a obrigação de subir as escadas e entregar a pizza na porta do apartamento do cidadão. E assim vai...

São essas coisas absurdas que chegam pela Internet e que eu me pergunto se vale a pena consumir tanta informação, tantos vídeos (muitos deles feitos com IA) que vão, aos poucos, moldando nossa consciência, comportamento e nosso status de Homo Sapiens.


Marion Vaz


domingo, 12 de julho de 2026

Portas, janelas e brechas


Interessante essa nossa mania de proteção da alma. Diversos conteúdos na internet direcionados ao bem estar do ser humano, nos impulsionam a cuidar do corpo, coração e alma. E isso é importante mesmo. Vida e comida saudável, entretenimento, viagens, bons relacionamentos e paz de espírito. 

Todos os post nos levam a acreditar que somos únicos, mas também mortais. Somos belos e fortes, mas precisamos nos cuidar. Somos impulsionados a correr atrás dos sonhos, a buscar a felicidade nas pequenas coisas da vida, falam que sorrir embeleza o rosto e a alma. 

E eu concordo com essa linha de raciocínio que molda o nosso dia a dia para enfim, fechar as portas, janelas e brechas pelas quais a tristeza, o desespero ou a insensatez possa entrar. Porque se o corpo precisa se alimentar, a alma também. Se a alma precisa de paz, o espírito precisa de Deus.

E se Deus está presente em cada cantinho da casa, as brechas estão fechadas para o inimigo. Porque às vezes, não precisa de uma porta aberta para ele entrar e bagunçar tudo, apenas uma pequena brecha. 

Então vasculhe a casa, o coração, a mente, a alma para bloquear o mal, a seta da ingratidão, a dor do desespero ou até mesmo, aquele sorriso de inveja de alguém.  Porque é certo que o mal pode chegar disfarçado em bem, em presentes, em convite.

Já reparou que uma rachadura na parede tende a aumentar com o tempo?  Que às vezes é preciso mais do que uma massa reparadora? Que é preciso derrubar os tijolos e fazer tudo de novo? A tendência humana é sempre usar retalhos, pequenos reparos, confiar demais e esperar mudanças a longo prazo.

Que este texto sirva de reflexão, mas também de mudanças na vida emocional e espiritual.


Marion Vaz 


Ps. Imagem da Google




segunda-feira, 6 de julho de 2026

E lá se foi o Hexa!


Para dizer a verdade não sou muito fã de futebol e também não fico torcendo para time nenhum. Gosto de esportes como vôlei de praia ou no campo, basquete, amo de paixão qualquer apresentação ou ginástica artística, mas futebol não. Mas era Copa do Mundo, Brasil tentando ir para as oitavas de finais e todo mundo torcendo para que o Hexa virasse realidade.

Brasil X Noruega deu o que falar nas redes sociais e era um Meme mais engraçado do que o outro. Fiquei até com pena do jogador "marrento" da Noruega que foi alvo das piadas o tempo todo. E brasileiro é assim mesmo, irreverente, brincalhão e cheio de energia como ele só. E foi zoação o tempo inteiro. 

Os pobres jogadores da seleção brasileira, que de pobreza não entendem nada (risos), entraram em campo com aquela carga enorme de responsabilidade nos ombros. Despreparados ou não, começou o corre-corre, os erros nos passes, perdemos um pênalti de bobeira, e bola vai, bola vem, o jogador "famoso" dos Memes perdeu o gol bem na cara do goleiro da Noruega.

E o povo brasileiro sentindo aquele sufoco para obter um mísero gol, nem que fosse pra gente pular e renovar as esperanças. E a Noruega embelezando as jogadas, marcando pesado e correndo como atletas que são mesmo.  E Haaland, deu o troco aos Memes da semana. E fez bonito em campo.

A torcida brasileira delirando nas casas, bares, shopping e ruas com bandeiras, gritos e cerveja querendo um gol, só um, por favor. Deu vontade de entrar em campo, pegar a bola com a mão e jogar dentro da rede e dizer: Entendeu agora! Ai, entrou o craque da vez e sem moleza fez o primeiro gol. Mas já era tarde demais.

Em poucos minutos o juiz deu por finalizado o jogo e os "meninos de ouro" do futebol brasileiro fizeram feio discutindo e querendo briga com todo mundo.  E o Brasil num silêncio mortal. Não houve nada, nem barulho de fogos, nem comemoração, nem discussão. Apenas aquele sentimento de perda. 

Alguns jogadores brasileiros fizeram uma encenação de tristeza como se o salário deles não fosse cair na conta bancária.  E como brasileiro não perdoa, os Memes dessa semana são para zoar a nossa seleção. 

E o sonho do Hexa foi prorrogado.


Marion Vaz




sexta-feira, 3 de julho de 2026

Isaque - O Filho da Promessa e seu legado

 


Existe uma diferença entre legado e herança. E Isaque como filho da promessa herdou de seu pai Abraão, bens materiais, animais, servos e servas. Ao sair de Ur dos Caldeus, Abraão tinha uma missão: herdar uma terra que ele mesmo nem sabia onde ficava (Gênesis 12.1-2).

O Eterno D-us não mediu esforços para abençoar Abraão, cujo destino era desenhado no passo a passo das pegadas no território, que mais tarde seria conhecido como terra de Israel. A fé, a comunhão com o D-us único, a adoração por altares, a obediência a voz do Eterno foram legados que o pai passou para o filho.

Isaque tinha consciência dessa herança espiritual que o conduziria durante toda a sua caminhada, por um território que seria herdado por seus descendentes. Jacó, também não ousou duvidar das palavras do Todo Poderoso e creu nas promessas que ouviu do pai.

A nação de Israel é hoje uma potência mundial que caminha a passos largos para as conquistas de seus ideais. A história e o legado de Abraão, Isaque e Jacó são lembrados nas festividades, nas tradições e nos costumes de sentar à mesa com os filhos e repassar para eles, os decretos do Eterno.

Isaque herdou promessas que o pai conquistou pela obediência e no D-us que lhe apareceu, estando ele ainda na terra dos caldeus. É no texto bíblico de Gênesis que lemos a história e trajetória desses três patriarcas. Em Hebreus 11 lemos a confirmação dos fatos num texto mais teológico, e assim podemos entender a essência da fé, que fez até cair dos muros de Jericó na conquista do território  (vs 30; Js 6.20) e remove montanhas até os dias de hoje.

Entendemos que o legado espiritual é "um conjunto de valores, fé, princípios morais que uma pessoa transmite para outras gerações".  Estes princípios vão determinar o código de conduta para a vida toda, e serão decisivos na hora de se enfrentar um problema, uma adversidade, assim como aconteceu com Isaque (Gn 26.15).

O legado de Isaque para as gerações futuras é atemporal. Assim como Jacó, que ousou lutar com D-us e com os homens e prevaleceu tornando-se Israel. Jacó e seus filhos formaram as tribos de Israel que no decorrer dos anos venceram batalhas físicas e espirituais, não só para conquistar um território, mas para nos dar hoje a crença no D-us Todo Poderoso. O Judaísmo é conhecido hoje como uma das maiores religiões no mundo inteiro. 

Os textos bíblicos são riquíssimos em fatos históricos, arqueologia, tradições e ensinamentos, não só no campo espiritual, mas também social e vida civil. Somos co-herdeiros de promessas e desse patrimônio, dessa fé.


Marion Vaz