quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Café com contenda - Messiânicos contra Judeus


Sábado não foi um dia de paz em Jerusalém. A Capital de Israel e centro religioso do país acordou com confusão na rua Agrippa, nas imediações do Café Basimta. O Bistrô que tem sua localização próxima a bairros onde a população religiosa Haredi reside, resolveu abrir no shabbat.

A confusão já dura cerca de um mês, data em que o bistrô reabriu as portas. Ele funciona nos dias da semana servindo café, achocolatado, bolos e biscoitos. A clientela, na sua maioria turistas que estão em Jerusalém a passeio e moradores locais.


O administrador do café Basimta, Yoel Ben David, esclareceu que não vê problemas em romper uma tradição milenar da guarda do shabbat, mesmo porque ele segue a religião messiânica. Afirmou em redes sociais "que o local não é área para religião, e que, não há cruzes nas paredes do café". 

Para os judeus Haredim que se opõem bruscamente à abertura do Bistrô no dia santo, o shabbat,  é um "espinho no olho" e que o missionário cristão deveria respeitar a guarda do sábado e abrir suas portas ao final do dia como os demais estabelecimentos. Quem tem razão?



As imagens que geram polêmica na Internet mostram que policiais israelenses foram chamados para conter os religiosos e precisaram usar a força bruta em alguns momentos. Outras imagens mostram civis e turistas ridicularizando os Haredim por estarem bloqueando a passagem e perdendo a linha para impor suas objeções à quebra da lei sabática.





Com certeza, o administrador do café e sua equipe não se importam com as imagens de pessoas gritando e ofendendo os judeus religiosos como se estivessem errados. Mas eu tô indignada. 

Messiânicos e Judeus ortodoxos não vão ceder, a menos que o Prefeito de Jerusalém, Moshe Lion, interfira na situação. O bistro é ate bonitinho, aconchegante e serve um bom café. Eles fazem serviço social, arrecadação de roupas e alimentos e redistribuição com base e estilo do NT.

Então,  eu me pergunto: Por que Yoel resolveu criar um problema desses no shabbat? É por dinheiro? Estabilidade? Ou proselitismo? Eu sei ler nas entrelinhas e a frase: "não há cruz na parede", já é uma mensagem subliminar! Concorda? E por que ele não abriu o café próximo a Igreja do Santo Sepulcro que é um bairro cristão?

Se eu pudesse opinar, diria para o café não abrir no próximo shabbat independente de qualquer coisa. Vai que o número de judeus aumenta para 10 mil pessoas? E eles nem iriam precisar falar nada, bate boca, serem humilhados ou arrastados pelo chão. Nada. Só ficar em pé nas ruas, nas imediações do Café ia ser o suficiente para virar notícia no mundo inteiro. Esse seria o meu conselho para os judeus.

Mesmo porque Yoel, esses clientes só estão ali porque é notícia, é novidade, logo, logo vai aparecer outro local mais apropriado para eles. E como você vai pagar as contas?  As atendentes sorridentes vão trabalhar de graça? E, sinceramente,  eu acho que você vai trazer problema para os demais messiânicos que vivem em Israel. 

Cerca de 300 mil judeus ultraortodoxos vivem em Jerusalém, mantém suas tradições, suas orações e leitura da Torah. Eles guardam o shabbat e respeitam os horários como tradição milenar. Mas dentro do Café Basimta, um grupo de 15 pessoas/hora tomando café com biscoitos, resolveu estabelecer as novas regras do Shabbat.   

Eu me pergunto: Por que?


Marion Vaz