Dar uma pausa na rotina diária é fator importante para quem quer qualidade de vida. Porque vivemos correndo de um lado para outro o tempo todo, sem descanso, sem sequer olhar para frente ou para trás. Essa dinâmica incoerente de que tudo na vida se conquista com esforço, com determinação, com suor e lágrimas é bonito na poesia.
O ideal é mesmo correr atrás dos sonhos, dos ideais, da comida de cada dia, conquistar metas e sem medo algum, dar um salto no desconhecido. E assim passam os dias da semana. O corpo cansado cai na cama e não repousa, porque a mente não para. E estamos nessa busca infinita há anos, como se "nada" caísse do céu.
Esta semana vi um post interessante sobre o Shabbat. O dia de descanso, de pausa, de interrupção da rotina me fez parar para pensar naquilo que conquistamos ao longo do tempo: "Durante seis dias da semana corremos atrás da vida. No shabbat paramos, para refletir na vida que já temos".
Esse conceito judaico sobre o shabbat não é apenas uma recomendação, mas um mandamento bíblico: "Por seis dias trabalharás e sétimo, descansarás" (Êxodo 34.21. E não é um descanso qualquer, ou mudança de rotina ou serviço. Mas como um dia sagrado, dedicado ao Eterno.
E na tradição judaica o shabbat chega silenciosamente, interrompendo a semana. Um dia abençoado e santificado para que você tenha um "encontro" com o Criador, com o acender das velas e das orações, mas também um encontro com os familiares à volta da mesa.
E o que me chama a atenção é esse desacelerar. Essa pausa na rotina, no corre-corre, na busca incessante daquilo que desejamos, para agradecer aquilo que já temos.
Com certeza, na crença cristã esse dia é marcado pelo domingo, Outras religiões divergem para sexta-feira. Mas o importante é ter esse tempo para olhar ao redor, para olhar para o alto em direção a D-us e para descansar, não só no sentido espiritual, colocando toda a nossa confiança no Eterno, mas também descansar o corpo e a mente.
Shabbat Shalom
Marion Vaz
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