domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Dia do Livro
O dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil.
O primeiro livro publicado aqui foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador.
Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925.
A UNIDADE DA IGREJA E A ESPIRITUALIDADE CRISTÃ
Nos últimos dez anos os sites de relacionamentos tiveram um crescimento exponencial no seu uso e relevância para a vida pessoal e profissional dos seus usuários. No inicio do século XXI o “Orkut” conquistou espaço na vida virtual dos brasileiros. Com o passar dos anos percebeu-se a constante necessidade de estar conectado. Atualmente, as redes de maior influencia no Brasil (Facebook, Twitter e Linkedin) tem relevância garantida em ambientes profissionais, em gestão de negócios, em comunicação e em pesquisas.
Seguindo esta tendência, em busca da conectividade as pessoas têm criado diversos perfis virtuais e passam dias inteiros ‘logadas’ acompanhando cada postagem realizada pelos membros da sua rede. Tudo isso é motivado pelo desejo de ser informar instantaneamente. Tem-se vivido ‘ON’. Em decorrência da opção por este estilo de vida virtual, os contatos (humanos) passam a ser realizar quase que exclusivamente através da rede. (Hoje, não contamos novidades aos amigos, postamos na rede! Não ligamos para parabenizar pelo Aniversário, deixamos ‘scraps’ de ‘feliz niver’! O famoso ‘que bom lhe ver novamente’ não é pronunciado em um encontro, mas é postado em um perfil.)
A comunicação está sendo alterada não apenas pela mudança dos meios comunicação, mas é atingida até em seu idioma. Novas palavras e verbos são criados: twittar já pode ser conjugado!
Enfim, uma coisa é certa: a internet veio para ficar! E as redes sociais mudaram o mundo. De certa forma elas aproximaram pessoas e culturas que viviam longe. Embora, tenham afastado muitos que viviam próximo – amigos que deixaram de estar ligados um ao outro, para estar apenas ‘na rede’.
Na rede algumas conexões são reais, outras são frágeis, muitas são apenas virtuais e decididas por apenas um click. Mas, qual será o motivo para tamanho sucesso das redes sociais? Talvez, seja o íntimo e sincero desejo do ser humano de não estar só. Todos nós desejamos estar ligado a alguém. Conexão é a palavra chave. O seu humano tem a necessidade de se relacionar. Embora, alguns tentem se iludir com uma aparente auto-suficiência, nós fomos criados para estar conectados ao próximo e a Deus.
O Conceito de Unidade
Nos relatos bíblicos sobre nossa origem é possível identificar a primeira alusão a uma vivencia em unidade: Primeiro em Deus (“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem...” Gn 1:26), o que nos mostra que a multiplicidade está na essência de Deus sem ameaçar sua unidade trinitária. Em seguida, ao longo dos capítulos 2 e 3 de Gênesis conhecemos a narração sobre a criação de Adão e Eva e sobre a unidade que havia entre eles, entre ambos e o meio ambiente no qual viviam e entre os dois e Deus. De modo que é possível percebermos que o ser humano foi gerado em um ambiente de relacionamentos horizontais (entre pessoas e meio ambiente) e vertical (com o ser e Deus).
Unidade é uma característica de um relacionamento maduro, aperfeiçoado e crescente. Ela pode acontecer em diversas relações. É possível viver em unidade com Deus, com o cônjuge, com a família, com amigos, com irmãos, como também com a Igreja. Neste trabalho, faremos reflexões e considerações sobre a experiência da unidade entre os membros da Igreja de Cristo.
Cabe esclarecer a definição de Igreja que está sendo utilizada nesta obra. Referimo-nos a Igreja Universal invisível e indivisível de Cristo estabelecida por Ele mesmo, conforme mencionado em Mateus 16:18 por Jesus e em 1 Coríntios 12: 13 e 27 por Paulo. Também chamada de ‘A noiva de Cristo’ (2 Co 11:2), ‘Casa Espiritual’ e ‘Sacerdócio Santo’ (1 Pe 2:5), por Pedro. É sobre esta instituição que não se limita por espaço geográfico, tempo, etnia e costumes que trataremos.
Primeiramente, é preciso compreender o que NÃO é unidade.
a) Unidade NÃO é Unanimidade: Unânime é o grupo de pessoas onde não há discordância ou variação de opinião, no qual todos possuem o mesmo pensamento e sentimento. Unidade pode existir em meio a unanimidade, entretanto esta não é pré-requisito daquela.
b) Unidade NÃO é Uniformidade: O dicionário Priberam define ‘uniforme’ como algo “Que só tem uma forma; que não varia nada, que é sempre o mesmo;. Regular; igual; constante, compassado.”[1] A unidade da igreja não depende de uma uniformidade de organização e de gestão. A unidade convive pacificamente com a multiforme graça.
c) Unidade NÃO é União: União é uma associação entre duas pessoas ou mais. Trata-se de uma filiação motivada por algum propósito. Porém ela não garante a existência ou a manutenção da Unidade.
Afinal, o que é Unidade? Merrill Tenney, ao tentar responder esta pergunta, faz a seguinte consideração:
Unanimidade significa uma concordância absoluta de opinião dentro de um determinado grupo de pessoas. Uniformidade é a completa similaridade organização ou de ritual. União significa afiliação política, sem necessariamente incluir concordância individual. Unidade exige unicidade do interior do coração e propósito essencial, através de um interesse comum ou de uma vida comum.[2]
Podemos entender a proposta de Deus para a unidade da Sua Igreja se observarmos a sua trindade. O Deus Trino (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) são um. Possuem a mesma essência, embora se manifestem em três pessoas distintas. Entre as pessoas de Deus há características e ações que as diferem entre si. Entretanto, convivem em perfeita harmonia, sintonia e unidade.
O mistério da trindade é exposto por Cristo em diversas passagens bíblicas. Em João 14: 7-11 Jesus declara sua perfeita e completa unidade com o Pai. De modo que é possível observar que multiplicidade de formas e diferenças pessoais não são impedimentos para à vivencia da unidade. Se aplicarmos esse princípio ao convívio e relacionamento com os membros que compõem a Igreja, conseguiremos experimentar a proposta apresentada em João 17:21: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.”
Experimentar a unidade nos relacionamentos com o próximo é viável. Esta unidade perfeita do Deus Trino é um espelho do que podemos alcançar. A solidez dessa unidade está garantida no sacrifício vicário de Cristo, o qual estabeleceu o novo tempo (de Graça) e sua própria ekklesia – comparada como Seu Corpo. ( 1 Co 12:12-27).
Sobre isto Keith Phillips faz a seguinte observação:
Um corpo Cristão que funciona procura estimular a maturidade de todos os seus membros. Como o corpo não é mais forte do que sua parte mais fraca, a saúde depende do bem-estar de cada membro. (...) O relacionamento entre os membros do corpo é tão intimo que aquilo que afeta a um afeta a todos. (...) Os membros de um corpo maduro ultrapassam a idéia incompleta de “ir a igreja” e entendem que são a Igreja. Em Cristo, os discípulos estão “sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito.” (Ef 2:22) Não mais restrita a tijolos e argamassa, a igreja funciona com força total no mundo dos negócios, na escola e na vizinhança.[3]
A comparação da composição da Igreja com um corpo humano, tendo Cristo como cabeça, é uma ilustração exemplar do projeto de unidade criado por Deus: a fusão perfeita, completa e sincrônica do diferente, resultando em uma realidade nunca antes experimentada quando estavam separados. Esta unidade pressupõe a diversidade sem desprezar ou invalidar a individualidade. E pode, deve e precisa ser experimentada em nossa historicidade (história vivida) como cristãos. Ela faz parte de nossa jornada espiritual.
Sobre o Conceito de Espiritualidade
Compreender o conceito de espiritualidade não é algo tão simples. Existem àqueles que, ao tentar defini-lo, simplesmente agregam um adjetivo (cristã) e encerram suas reflexões.
Entretanto, para ponderarmos sobre ‘o que é espiritualidade’ precisamos, primeiramente, definir um espaço-tempo.
Ao estudarmos a compreensão ou a vivencia da espiritualidade temos que identificar um grupo de pessoas específico e um recorte temporal (a época). Isto porque àquilo que povos europeus ou asiáticos compreendem hoje por espiritualidade não é o mesmo que pensavam alguns milênios atrás. E mesmo povos contemporâneos entre si possuem perspectivas distintas sobre vivência espiritual e religiosa.
Sendo assim, para conhecermos e entendermos o que é espiritualidade e espiritualidade cristã para os brasileiros, teremos que levar em conta o contexto latino americano, nossa trajetória política e social na História, nossos dilemas atuais e nossas heranças históricas. Porque a vivencia e a experiência da espiritualidade acontece em um contexto relacional, com pessoas que estão inseridas em situações sociais, políticas, religiosas e ambientais.
Em nossas aulas na Faculdade Teológica Sul Americana, foi apresentada uma boa proposta de definição de espiritualidade:
Podemos defini-la como uma qualidade não material que diz respeito à vivência, envolvimento, dedicação religiosa em geral, à luz de reflexão e entendimento. Mas, podemos falar também de espiritualidade cristã, que é aquela forma de espiritualidade específica da fé cristã e sua vivência. Neste caso, o seguimento religioso e a experiência mística são orientados pela fé. [4]
Assim, ao tratarmos de espiritualidade cristã no contexto latino-americano precisamos dialogar com mais dois conceitos distintos do primeiro, a saber, o conceito de fé e o conceito de religião, porque toda a vivencia desta espiritualidade está diretamente relacionada com nossas heranças e práticas religiosas e com nossa fé centrada em Cristo.
Artigo de Flavianne Vaz D. Melo da silva
[1] Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx
Consultado em 27/06/2011 às 15:10h.
[2] TENNEY, Merrill. In GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. P.534.
[3] PHILLIPS, Keith. A formação de um discípulo. São Paulo: Editora Vida, 2010. P. 74-75
[4] SANCHES, Regina Fernandes. Aula 1 – Conceitos de Espiritualidade. In http://virtual.ftsa.edu.br/saladeaula/file.php/35/
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Gilad Shalit está livre!
Gilad entrou no território Israelense esse manhã! Esse é um dia de glória para o Estado de Israel que venceu com toda diplomacia e negociou o resgate de um dos seus filhos! É dia para festejar e dar Glórias ao D-us de Israel que nunca abandou o seu povo e que por sua imensa misericórdia também ouviu as orações da família Shalit e dessa humilde escritora. Baruch HaShem Adonai Melech haolam!
Marion Vaz
sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O Oleiro e o vaso
Em cumprimento a ordem divina, o profeta Jeremias encaminhou-se até a casa do oleiro e passou a observá-lo atentamente (Jr 18). A matéria prima utilizada era o barro, que ainda maleável podia ser amassado com os pés, umedecido e moldado no instrumento que lhe daria a forma final. Concluída essa parte, o objeto era levado ao fogo onde tomaria consistência, para mais tarde ser utilizado em toda boa obra.
No entanto, aquela rotina foi interrompida quando o vaso se quebrou nas mãos do oleiro. Ele bem poderia se desfazer daquele objeto e recomeçar o trabalho com outra porção de argila. Mas o artista não tomou essa decisão. Estava acostumado a lidar com aquela matéria prima todos os dias e sabia como reutilizá-la. Logo, se propôs a fazer do vaso quebrado um novo vaso, como "bem pareceu aos seus olhos".
Ao sair do Egito em direção a Terra Prometida, o povo de Israel recebeu de Deus a Lei e os Mandamentos. O primeiro dele exigia a adoração incondicional para não se corromperem com os povos idólatras que encontrassem. Com o passar dos anos, feriram a santidade de Deus.
A mensagem para Israel dada ao profeta era de arrependimento, de mudança de atitude, de renovo espiritual. Mas, abdicando da soberania de Deus para transformá-los, atraíram para si iminente castigo.
Imagino que um vaso rachado, deformado, imperfeito não tem muito proveito na obra de Deus. Estar na mão do Oleiro pode ser a diferença. A técnica de amassar a argila com os pés deve ser de suma importância. Passar pelo fogo pode parecer um pouco desconfortante e talvez você esteja nesta fase. Mas confie no Senhor. O "fogo" solidifica, define caráter.
Deixar-se quebrar nas mãos do Oleiro pode até certo ponto, significar um retrocesso, mas também é um reinício. Seja como for, o Senhor vai trabalhar em sua vida, modificando muitas áreas, que até então eram consideradas inofensivas a sua fé. Mas o Deus que nos conhece por inteiro, "conhece o nosso pensamento e o nosso deitar e levantar", Ele sabe aonde, como e o quanto precisamos ser transformados.
Então se deixe quebrar nas mãos do Oleiro.
Vaso quebrado pode se tornar um vaso novo, um vaso perfeito sem mácula, sem emendas, sem rachaduras. Vaso útil, vaso cheio, transbordante. Vaso precioso.
No entanto, aquela rotina foi interrompida quando o vaso se quebrou nas mãos do oleiro. Ele bem poderia se desfazer daquele objeto e recomeçar o trabalho com outra porção de argila. Mas o artista não tomou essa decisão. Estava acostumado a lidar com aquela matéria prima todos os dias e sabia como reutilizá-la. Logo, se propôs a fazer do vaso quebrado um novo vaso, como "bem pareceu aos seus olhos".
Ao sair do Egito em direção a Terra Prometida, o povo de Israel recebeu de Deus a Lei e os Mandamentos. O primeiro dele exigia a adoração incondicional para não se corromperem com os povos idólatras que encontrassem. Com o passar dos anos, feriram a santidade de Deus.
A mensagem para Israel dada ao profeta era de arrependimento, de mudança de atitude, de renovo espiritual. Mas, abdicando da soberania de Deus para transformá-los, atraíram para si iminente castigo.
Imagino que um vaso rachado, deformado, imperfeito não tem muito proveito na obra de Deus. Estar na mão do Oleiro pode ser a diferença. A técnica de amassar a argila com os pés deve ser de suma importância. Passar pelo fogo pode parecer um pouco desconfortante e talvez você esteja nesta fase. Mas confie no Senhor. O "fogo" solidifica, define caráter.
Deixar-se quebrar nas mãos do Oleiro pode até certo ponto, significar um retrocesso, mas também é um reinício. Seja como for, o Senhor vai trabalhar em sua vida, modificando muitas áreas, que até então eram consideradas inofensivas a sua fé. Mas o Deus que nos conhece por inteiro, "conhece o nosso pensamento e o nosso deitar e levantar", Ele sabe aonde, como e o quanto precisamos ser transformados.
Então se deixe quebrar nas mãos do Oleiro.
Vaso quebrado pode se tornar um vaso novo, um vaso perfeito sem mácula, sem emendas, sem rachaduras. Vaso útil, vaso cheio, transbordante. Vaso precioso.
Marion Vaz
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Segredos de Vitórias
“Enoque foi transladado para não ver a morte,
porque alcançou testemunho de que agradara a Deus”
Hebreus 11.6
O texto bíblico de Hebreus 11 inicia fala sobre a Fé, sua definição e essência. Mas observando esse versículo podemos destacar 5 segredos que fizerem de Enoque uma pessoa especial:
Fé – Havia uma fé constante no coração dele. Ele não duvidava do poder de Deus. Enoque sentia essa necessidade de se separar do mundo e viver em santidade para agradar a Deus. E isso foi detectado pelas demais pessoas que viviam ao seu redor.
Agradar - O texto de Gênesis diz que “andou Enoque com Deus trezentos anos...” Não foi um dia ou dois, nem apenas um mês, mas durante uma sequência de anos Enoque se submeteu a vontade do Eterno e alcançou testemunho de que era justo e fiel. E suas atitudes agradaram a Deus
Aproximar-se – Havia uma comunhão íntima deste homem com Deus. E como podemos nos aproximar do Senhor? Através da oração, da leitura da sua Palavra, do louvor, e até de uma vida de comunhão com outros irmãos.
Crer – Esse é outro ponto que nos chama atenção. Enoque cria na existência de um Deus, embora vivesse no meio de uma sociedade corrompida pelo pecado e pela adoração a outros deuses.
Mas Enoque procurara se santificar a cada dia para estar na presença do seu Deus e com sua atitude e talvez também com suas palavras, condenava a vida errônea de seus vizinhos, de sorte que resolveram matá-lo. Então Deus o transladou, o tomou para si, e o restante do versículo afirma, visto que “...antes da sua transladação alcançou testemunho que agrada a Deus”
Devemos crer que temos um Deus que nos guarda, que provê tudo o que precisamos e que nos cura de qualquer enfermidade e que nos livra da morte.
Buscar – O texto bíblico de Hebreus afirma que se deve crer em Deus e que Ele é galardoador dos que os buscam. Então buscar a Deus em oração, com fé crendo na vitória é um dos segredos para alcançar o que se deseja. Não foi diferente com Enoque.
Marion Vaz
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