quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Respingos de ódio

 


Se tem algo em eu acredito é na lei do retorno. E não importa se a pessoa se arrepende no minuto seguinte, tudo aquilo que se planta, vai colher. E cada semente, seja de coisas boas ou sentimentos ruins, cultivada no coração ou exposta de forma repentina ou no cotidiano, vai brotar, crescer e dar seus frutos.

Já reparou naquelas poças de água ou lama que ficam na beira da estrada depois da chuva? Já reparou que quando um carro passa por cima joga lama para todos os lados? Então, por menor que seja o seu envolvimento com pessoas que cultivam sentimentos ruins, posso afirmar que os respingos vão te alcançar.

Eu entendo que você esteja duvidando disso, porque muitas das vezes, estamos no controle de nossas emoções, de nossos atos. E seria bom se realmente nada nos atingisse. Mas, esta semana pude sentir na pele, como os respingos influenciam as atitudes, o modo de pensar e agir daqueles que convivem ou ouvem pessoas rancorosas transpirando ódio por todos os poros.

Tem uma frase que eu abomino: "uma mentira repetida mil vezes é tida como verdade". E parece que o idealizador deste conceito atraiu para si milhares de seguidores. Eu simplesmente abomino tal ideia. Porque na verdade, eu não admito que mintam a meu respeito. 

Imagine que alguém crie um rótulo, uma história fantasiosa, um apelido para denegrir a imagem de outra e comece a repetir para outras pessoas, e insista naquela versão por tantas e tantas vezes, que seria impossível confrontar a verdade. 

O tempo passa e não dá para se livrar daquele rótulo, daquela imagem retorcida, daquele estereótipo. E anos após anos a pessoa é discriminada, ofendida, desacreditada. 

E para piorar as coisas, outras pessoas passam a ter este mesmo pensamento. São os respingos de ódio, afetando a capacidade de raciocínio. E num momento de crise emocional ela traz a tona toda aquela ideia que foi cultivada sobre alguém. E faz com tanta naturalidade como se não estivesse nem aí para a lei do retorno. 

Respingos malditos, que mancham, poluem, ofuscam a verdade e provocam discussões. Os respingos não tem temor a Deus. 

Só nos resta saber se vamos revidar, se o que queremos de retorno são afetos, amor, compreensão ou se vamos comprometer nossa saúde mental e física alimentando o ódio, o desencanto, a maledicência também.


Marion Vaz


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O que não faz bem a ninguém?


- Tanta coisa! Você pode ter pensado ao ler o título deste post. E é verdade. Se fizermos uma lista do que faz mal as pessoas vamos reparar na quantidade de sentimentos, atitudes, e até mesmo coisas que só nos faz mal. Outro dia vi um comentário: O apego não faz bem. Interessante que o contexto em que estas palavras foram escritas  tinha até certa lógica.

E a maneira mais fácil de exemplificar isso é colocar alguém com a simples tarefa de fazer uma faxina nas suas próprias coisas. Opa! Estou entrando num terreno perigoso? com certeza. Mas na verdade você já reparou como a gente junta tralha? 

E a quantidade de coisas inúteis que se acumulam na nossa casa, nas gavetas, no quarto ou até na garagem é coisa ilógica. E a gente fica preso a elas por causa do apego emocional. E não tem nada no mundo que faça alguém se desfazer de uma boneca, um brinquedo, um livro, uma roupa, um retrato que seja. Tudo por conta de um passado distante que a pessoa teima em trazer para o presente.

Tudo bem que alguns desses objetos têm o mesmo valor sentimental. Eu mesma tenho vários objetos e livretos de Israel, por exemplo, que fazem parte de uma coleção pessoal. E assim acontece com muita gente. A alma dói só de pensar naquilo sendo jogado na lata de lixo como se não tivesse qualquer valor.

O outro lado da moeda, no entanto, nos alerta para os chamados "acumuladores". Pessoas com distúrbios emocionais que teimam em guardar uma infinidade de coisas que julgam importante, quando na verdade, estão enfermas e tais pertences não tem qualquer valor afetivo. Às vezes, são até lixos que outros descartaram. A verdade é que estas pessoas precisam de tratamento médico e psicológico.

Mas o texto de hoje traz uma reflexão sobre o que eu chamo de "lixo emocional". E agora sim o nosso título faz sentido. Porque existem pessoas sofrendo emocionalmente, não por coisas palpáveis, mas por algo que permanece na mente, obstruindo a passagem de bons pensamentos. Elas choram porque foram magoadas e ficam deprimidas porque não conseguem esquecer o passado. 

E o que não faz bem a ninguém, maltrata, isola, ofende, destrói sentimentos, laços familiares. E se vamos nos desapegar de sentimentos ruins, de lembranças que nos oprime, podemos também nos desfazer dos rótulos que nos foram impostos. 

Mas também, de uma maneira simples, posso afirmar que muita gente deixa de compartilhar coisas boas para guardar só para si. Daí a frase: o apego não faz bem a ninguém, nos faz refletir que podemos ser portadores de ideias, histórias, sentimentos e notícias boas que vão fazer diferença na vida de muitos.


Marion Vaz


domingo, 10 de outubro de 2021

Escolher com quem voar alto

 


Estou sempre falando sobre escolhas. E não há nada mais difícil do que saber decidir sobre alguma coisa. Tem gente que não. Nem se atrapalha quando precisa comprar algo, uma roupa, sapato, perfume e já vai direto para o caixa sem qualquer preocupação. Ok. Eu concordo que existem escolhas bem fáceis de fazer. Mas na maioria das vezes é preciso pensar se o produto vale mesmo a pena, se o valor é coerente, se o hotel está bem localizado e coisas desse tipo.

Na verdade eu sou um pouco chata e prefiro pensar duas vezes antes de comprar ou tomar uma decisão. Então você convida alguém pra te ajudar ou dar uma opinião e ela  fica te apressando e reclamando: É só escolher! Aí é que não rola mesmo.

Mas o texto de hoje traz uma perspectiva diferente sobre as escolhas da vida. E eu usei o termo voar para representar nossos desejos e sonhos que por muitas vezes ficam empoeirando em algum lugar enquanto a gente auxilia uns e outro.

Há algum tempo tenho pensado nas coisas que deixei de lado, nos sonhos que estou sempre postergando. E me veio aquela sensação de que podem virar realidade. Eu só preciso escolher pessoas certas, que me incentivam e que desejam voar comigo. 

Na verdade, a gente vive rodeado de pessoas imaturas, de gente estranha que prefere ficar sentada no mesmo lugar a vida inteira, que não se arrisca ou que fica até debochando das nossas expectativas. São pessoas que não vão sair da cidade onde nasceram, da mesmice que vivem e que estão satisfeitas pelo que já conquistaram. Ok. Eu respeito o ponto de vista de qualquer um.

Mas se você tem sonhos e quer voar alto, quer desabrochar, que curtir e vivenciar coisas que sempre foram tidas como impossíveis, corre atrás do prejuízo. Alguém pode ter dito: Isso não é pra você, mas não é verdade. Somos donos do nosso próprio destino - É um clichê. Sim. Mas tem verdade nessa frase.

Ninguém pode ditar as regras pelas quais conduzimos nossas vidas. Então eu te convido a voar alto e a escolher pessoas com a mesma visão. É difícil mesmo romper conceitos, largar as mãos e seguir sozinho porque não sabemos o que vamos encontrar lá na frente. 

Mas não estou falando de estradas. Voar alto é sair do chão!


Marion Vaz






sábado, 2 de outubro de 2021

A amizade existe? Quem são nossos verdadeiros amigos?

 

Resolvi escrever este post por causa de uma frase que usei nas redes sociais e trouxe polêmica. Estava me sentindo muito sobrecarregada com os problemas do dia a dia e disse que naquele momento só queria apenas um ombro amigo que me acolhesse e que disse que vai ficar tudo bem. 

Esta frase: Vai ficar tudo bem, pode até não ser verdadeira. Por maior que sejam as nossas expectativas em resolver tudo, com certeza vamos ficar em débito com alguém. Mas você vai concordar comigo que a frase nos impulsiona a seguir em frente. Quando se faz esse tipo de afirmação, estamos confiando numa solução, num projeto, num meio de solucionar aquela "bagunça" toda.

Pode ser que nem a pessoa que afirmou que as coisas vão melhorar acredite no que está falando. Faz porque é amigo (por isso usei o termo), porque não quer te ver desiludido ou porque está cansado de toda ladainha. Pode ser só aquele tapinha nas costas. Sabe? Eu até brinquei afirmando que nem precisa ser amigo, só o ombro seria suficiente (risos).

Mas enfim... Várias pessoas se manifestaram e deram opinião sobre o assunto. Alguns foram empáticos e me fizeram sentir acolhida. Outros  acreditam que amigo sincero não existe. Alguém encara de outra forma, que é preciso uma auto afirmação pessoal para seguir em frente sem depender de terceiros. Ok. Cada opinião é válida porque reflete também o estado de espírito da pessoa. Isso foi algo que eu percebi. Alguém pode estar passando por um momento de crise passageira que alterou o emocional da pessoa. Ok.

Independente de qualquer coisa é importante acreditar nas pessoas, nos sentimentos, no gesto de carinho que demonstram. Amigos verdadeiros existem sim, eles estão em toda parte e aparecem quanto necessitamos. Mas também é uma realidade que ficar chorando e sentindo pena de si mesmo não resolve o que depende da nossa própria decisão. 

Mas quem são nossos verdadeiros amigos afinal? Isso você vai ter que decidir na prática. Segue algumas dicas: Alguém em que possa confiar. Aquela pessoa que está presente, que caminha junto e que fala o que você não quer ouvir, tipo: esta roupa não te favorece. Ela enxuga as lágrimas ou chora junto. Que está sempre vestida para sair ou pode até chegar atrasada e dá mil desculpas. Vocês riem juntos de qualquer coisa que aconteça e no final o dia parece que foi mais leve.



Marion Vaz


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Independência ou Morte?

 



Sinceramente, não sei o que D.Pedro quis dizer com esta frase: Independência ou Morte? Foi uma indagação mesmo? Quais eram os riscos? Pra que tipo de gente ele informou a situação? Foi um grito as margens do rio Ipiranga, lá em São Paulo, que nem era São Paulo ainda como conhecemos hoje. Mas lá estava o monarca, montado em seu cavalo, há cerca de 199 anos atrás, gritando aos quatro cantos que havia uma solução para o Brasil.

Na verdade, ainda não consigo similar a diferença. Independência ou morte? Como assim? Mas história a parte, fomos agraciados com a tal independência, que nos veio com uma baita dívida com a Coroa Portuguesa. E, apesar de tudo, estamos pagando até hoje em boletos bancários só não sabemos pra quem.

Para comemorar a data, 7 de setembro, milhares de brasileiros saíram de suas casas, em tempo de Pandemia para se aglomerarem nas ruas, saudando e dando apoio ao divino Bolsonaro. Somos independentes agora, cheios de ideias e vontade própria. Ninguém pode nos condenar.  São 199 anos de transição, de perseverança, de conquistas. A pátria amada Brasil, iluminando o céu do novo mundo. Que morte que nada! Nem pensar! Para! Somos livres!  E só pra contrariar: "Verás que um filho teu não foge a luta". Somos destemidos!


O certo é que antigamente, este dia era marcado com desfiles no centro da cidade do Rio de Janeiro. Havia arquibancadas armadas para tal fim e lá estavam os filhos da pátria, felizes assistindo a tudo. Eu, particularmente, nunca fui. Mas vi pela televisão. Com o tempo, deixou de ser importante. E na atual situação em que nos deixou a Covid-19, não sei se voltará um dia. Carnaval eu sei que vai.

Mas a indagação perdura em nossa consciência: Independência ou Morte?  O que devemos escolher? O que pode ser pior? Vamos deixar de ser colonos algum dia? E neste corre corre alguém vai morrer? Quem vai ser independente afinal? Não tenho respostas. 

O Grito do Ipiranga soltou nossas amarras e deixou livres os brasileirinhos. Apesar que algumas províncias permaneceram fieis a Portugal. Daí a tal Guerra da Independência. Seriam eles os citados mortos ocasionais? Pode ser. 

Nos anos anteriores não vi esta consciência histórica marcando a população. A gente queria mesmo era curtir o feriadão. Ontem não. Brasileiros de cara pintada e bandeira pairando no ar marcaram o 7 de setembro em muitos lugares desse país chamado Brasil. 



Marion Vaz
 

domingo, 1 de agosto de 2021

Descomplicando a vida


De tempos em tempos a gente se depara com alguma situação que, embora desagradável, acaba se tornando engraçada. E por vezes, as frases são inseridas no nosso vocabulário como recordação ou algo que nos impulsiona na direção certa. A frase: "Me disseram", por exemplo, coloca em dúvida alguma coisa que se tem por certa. E passou a ser uma brincadeira entre minhas filhas e eu. Se a gente quer ter certeza de algo, uma de nós sempre pergunta: É verdade ou me disseram?

Aconteceu quando minha filha era pequena e queria comer um cachorro quente que estava sendo vendido numa barraquinha aqui na rua. Ela veio toda satisfeita falando do que poderia vir no tal cachorro quente e no final da frase ela insistiu: Me disseram! Só que quando ela chegou com o lanche, não tinha nada além de pão e salsicha. Na hora eu fiquei irritada, com o tempo aprendemos a investigar melhor as coisas. Mas a zoação dura até hoje. 

No ano passado tive um problema com a porta da frente. A chave quebrou dentro do miolo e eu, sinceramente, não quis observar melhor o que poderia ser feito para resolver o problema. Era sábado e chamei o "Chaveiro da Praça". Expliquei o acontecido por telefone. A visita estava em torno de 30,00 reais e a troca do miolo ficaria em 60,00 reais.  

Mas o meu desejo era de trocar a porta por uma nova devido às complicações que aquela apresentava. Já tinha visto o preço, o tipo de porta e a loja pra comprar e aquele incidente me pegou de surpresa. Então pensei que trocar o miolo resolveria até o mês seguinte.

Mas quando o sujeito chegou lá em casa, mal olhou pra mim e foi logo dando marretada na porta pra tirar a fechadura toda. Eu queria falar mas ele não dava atenção. Deu dois porradões na porta e arrancou a fechadura e com ela nas mãos, falou alto: Está quebrada! Tem que trocar!

Eu fiquei parada olhando aquela situação sem saber o que fazer. Mas era só o miolo! Pensei. Ele falava alto e mexia na porta velha como se estivesse fazendo algo importante e com aquela cara de pau me avisou: Uma fechadura nova fica por 180,00 reais! Oi? Como assim? Parecia uma cena de filme. Ele me olhou e logo avisando: Se quiser eu coloco de novo no lugar. Deu mais dois porradões na porta tentando enfiar a fechadura no buraco.

Hoje, eu fico rindo da situação. O cara parecia louco, nada profissional, não se identificou, não me deu boa tarde e para falar a verdade, não sei nem o nome da criatura. Eu queria raciocinar mas ele não deixava.  Só um instante! Falei alto também. A porta é velha e eu estava pensando em trocar e gastar 180,00 reais numa fechadura é muito caro. Ele arregalou os olhos e falou alto:

- Tem que fazer, tem que fazer! E ficou repetindo esta mesma frase sem parar.

Como eu me mostrei indecisa ele baixou o valor para 150,00. Eu daria uma entrada de 60,00 reais e na segunda-feira  ele viria trocar a fechadura. Moral da história? Eu ficaria com a porta aberta por mais de 48 horas!

- Tem que fazer, tem que fazer! Repetiu o homem ao receber o dinheiro. E foi embora sem olhar para trás.

No domingo, com a cabeça mais leve, entrei no site da Google para saber o preço de uma fechadura nova. Respirei fundo. Menos de 50,00 reais. E o miserável me cobra três vezes mais do que o valor real? Nem morta! E a tal da porta nem merecia! Respirei fundo de novo e resolvi trocar a porta. Mandei recado avisando que ele não precisava mais vir e fiquei no prejuízo mesmo. E o "chaveiro da praça" perdeu a cliente.

Não que eu queria julgar as pessoas, mas temos que analisar os fatos, rever situações e achar "um meio termo" que nos facilite a vida. Todo mundo deve valorizar seu trabalho, fato. Mas também temos que agir de forma justa e sem dar prejuízo a outras pessoas. Meu pai dizia uma frase interessante: Malandro demais se atrapalha! 

O certo é que nessas horas a gente tem que ter a mente como uma engrenagem que nunca se deixa travar. E o bom de tudo isso é que o Tem que fazer virou um lema que sempre nos impulsiona a agir, a mudar, a conquistar algo.


Marion Vaz


Eu não sou deste mundo

Lidar com as diferenças é algo que a gente tem que aprender no dia a dia. A cada manhã iniciamos o dia com aquele ponto de interrogação na testa: O que tem pra hoje? E lidar com cada indivíduo e suas neuroses é intimidador. E lá vamos nós entrando no mundo alheio, vagando pelas vielas mal iluminadas que testam a nossa paciência e por vezes, quando queremos fugir o portão de saída está bloqueado.

Eu queria gritar! Eu queria correr! Só não queria ter que apenas sorrir e me iludir: Tudo bem, as coisas são assim mesmo, vai com calma, amanhã é outro dia... 

Mas eu fico aqui pensando que o normal dos outros me afeta, me cansa, me atrasa, atropela os meus sonhos e eu, sinceramente, estou muito cansada de ter que aturar uma infinidade de maluquice, só porque o outro ser humano se sente feliz em viver deste ou daquele jeito.

Sempre tive curiosidade de saber porque Jesus disse: "Vós não sois deste mundo" - OK. Eu sei que a Teologia tem suas explicações no âmbito espiritual para o tal versículo.

Mas com certeza é assim que eu me sinto agora, ou isso, ou eu estou inserida no contexto errado. Porque as diferenças são gritantes! E não tem nada de preconceito. São as escolhas de vida, de lazer, do dia a dia mesmo com as quais eu tenho que conviver. Eu sei. Todo mundo tem direitos outorgados por lei. Eu entendo. Sério! 

Mas porque eu tenho que fazer parte disso tudo também? Por que eu tenho que ouvir as mesmas músicas (que no caso são apenas barulhos estranhos)? Por que eu tenho que sentir o cheiro do cigarro deles? Por que eu tenho que ouvir os latidos dos cachorros deles? Por que eu tenho que acordar cedo num dia de sábado e ouvir aquela conversa fiada bem embaixo da minha janela? Sem falar da fumaça do churrasco, dos palavrões, da falta de sonhos e planos irrealizados! 

Então, a louca sou eu? Ou eu estou no lugar errado, na hora errada, no ambiente errado e até no país errado? Ou será que o Todo Poderoso está testando a minha paciência? 

Sinceramente, se eu olhar para traz e mentalizar as vezes que tive que abrir mão de algumas coisas só porque os "outros" resolveram inundar o meu dia com suas "escolhas", dá pra entender o meu desespero. Parece até que as coisas giram lentamente ao meu redor e se repetem num círculo vicioso, enquanto o tempo passa pra mim e as minhas escolhas vão se desfazendo como se não tivessem valor algum. Eu sou o "ET" no mundo dos humanos.

E do nada me vem aquela sensação de sou responsável pelas minhas escolhas. Elas não funcionam sem mim. E que independente do entorno e do que os outros escolherem para suas vidas, eu decido o que sou, o que quero ser, o que vou fazer e pra onde ir! E isso me basta! E eles podem continuar nesta vidinha, porque eu vou seguir em frente! 


Marion Vaz