sexta-feira, 24 de julho de 2015

Perfil Mercadológico







"Diferentes entendimentos resultam em posturas e ações distintas" - A ideia de usar tal frase neste texto me pareceu bem interessante. O contexto da frase revela atitudes diferentes em relação a algo ou alguém.

Mas ao pensar em que tipo de perfil apresentamos nas diferentes atividades do dia a dia, estamos sempre repassando este perfil mercadológico. Estamos obcecados em vender uma imagem de pessoa idônea, centrada, equilibrada emocional e profissionalmente. Não importa o grau de falência que vivenciamos. Esta interpretação do pensamento do outro é o que nos leva a ações distintas.

E isso é uma realidade. A simples resposta a uma pergunta casual de "Tudo bem?" já indica a pretensão de esconder a nossa vulnerabilidade. E quem precisa saber o que vai no coração? Quem precisa de terapia vai ao analista! Vai dar um passeio no Shopping, fazer compras... E não incomodar o vizinho, o filho, os pais... E o que eles vão pensar se descobrirem que você é humano e que tem sentimentos?

Num mundo informatizado e consumista o que vale mesmo é aquele perfil mercadológico de pessoas qualificadas, vendendo sorrisos e bem estar. Ninguém quer comprar mercadoria fora do prazo de validade, com defeito, sem garantia ou qualquer outra deficiência. É direito do consumidor adquirir um bom produto! Infelizmente a gente acaba repassando isso para a vida pessoal, para os relacionamentos. E exigindo dos outros que funcionem como os bancos com atendimento 24 horas, cheios de benefícios, prêmios, cartão de crédito. 


Então agimos como atores, contracenando com os outros, decorando falas, sorrindo o tempo todo, sem qualquer tipo de expressão pessoal. Porque isso pode incomodar, afastar amigos ou parentes. Na verdade, ninguém nem nota se você está com dor de cabeça e o falatório persiste por minutos, horas a fio. E como "vaquinhas de presépios" balançamos a cabeça atenciosamente. Atitudes metódicas e distintas de quem só quer agradar, vender uma imagem, um estilo. 


A reviravolta acontece quando a pessoa, do nada, explode! Vê-se de imediato a reação das pessoas e aquela insatisfação no ar. Como? Quando? Por que? Ninguém percebeu que você aturou o máximo que pode e de repente expôs seus sentimentos. E é, meu caro amigo, nesta hora que você percebe que não importa o quanto se anule a versão light é que conta.



Marion Vaz

domingo, 19 de julho de 2015

Os valores morais que impomos aos filhos






Uma das frases mais importantes que li na Bíblia diz: "Pelos frutos vos conhecereis..." - Fazia parte da vida cotidiana da comunidade judaica plantar e colher e uma árvore era conhecida pelos frutos que produzia. Assim somos nós, meros mortais, são as nossas atitudes, nossos sentimentos, nossos valores morais que representam, no dia a dia, aquilo que realmente somos.




E você entende que cada pessoa tem um temperamento próprio, um estilo de vida, um dom natural que utiliza para beneficiar a sociedade. O lado negativo da história impõe que  se seus valores morais são obscuros eles serão repassados para aqueles que estão a sua volta, quer sejam amigos e quer sejam parentes. quando mais ao se tratar dos filhos. Tem pessoas que não entendem que os valores morais que impomos aos nossos filhos traduzem o tipo de sociedade que teremos no futuro.






Não adianta reclamar depois se a pessoa passou o tempo todo dando maus exemplos aos filhos. Eles são reflexos dos pais e não tem como negar isso. E os maus exemplos estão em toda parte e tem muita gente achando que filhos pequenos não entendem o que está acontecendo e só vão se preocupar quando eles crescerem, se tornarem donos do próprio nariz. Fato. Por isso que estamos vivenciando esse momento crítico, por causa da falta de responsabilidade no passado recente que gerou um grupo de adolescentes e jovens descompromissado com a sociedade.

Esta questão de valores morais é tão importante que não diz respeito somente a religiosidade como muita gente pensa. E sim com a conduta da pessoa na frente dos filhos. ao apoio em cada fase do desenvolvimento, aquela opinião que nem sempre agrada - Só quem tem adolescente em casa entende o que eu estou dizendo - Aquele diálogo informal, a cumplicidade em momentos felizes ou triste, e muitas outras atitudes que contribuem para um desenvolvimento psicológico, emocional e até profissional dos filhos.

Este perfil de pais que exige o que eles mesmo não praticam, não dá certo. A falta de respeito aos familiares dentro de casa, com professores ou qualquer pessoa idosa, ou que estejam exercendo um serviço, são valores que se perderam ao longo dos anos. E como diz o ditado popular: "Educação começa em casa" - E existe também a questão dos direitos da criança ou adolescente que muitas vezes são reprimidos dentro da própria residência. É tanta ordem a ser cumprida que não sobra tempo para nada! Sobra sim para as depreciações.

Enfim, se o conteúdo é para adultos não deve ser repassados aos menores. Mesmo porque eles vão crescer!  Parafraseando um versículo da Bíblia: "Cada um planta o que quer colher"!

Falando em frutos e colheita, nós pais devemos repensar a maneira como estamos lidamos com os nossos filhos, a convivência no dia a dia, o diálogo, almoço em família (sem ser naquelas datas especiais de natal e ano novo), passeios, ou até mesmo ver um filme, um jogo na televisão. Houve uma fase que tive de ver filmes do Harry Potter com a minha filha, elogiar os efeitos especiais, a história... Uma fase só dela e eu tinha que respeitar!


Enfim, a nossa responsabilidade em relação a socialização dos filhos na época presente é muito grande e tem gente deixando a desejar. Cada filho tem características, idade mental, sonhos e realizações diferentes do outro. E na verdade eles têm os mesmos dilemas, as mesmas expectativas. Não podemos estar tão cansados, tão  estressados, para deixar ofuscar a nossa visão da realidade deles.


Marion Vaz



Os valores morais que impomos aos filhos






Uma das frases mais importantes que li na Bíblia diz: "Pelos frutos vos conhecereis..." - Fazia parte da vida cotidiana da comunidade judaica plantar e colher e uma árvore era conhecida pelos frutos que produzia. Assim somos nós, meros mortais, são as nossas atitudes, nossos sentimentos, nossos valores morais que representam, no dia a dia, aquilo que realmente somos.




E você entende que cada pessoa tem um temperamento próprio, um estilo de vida, um dom natural que utiliza para beneficiar a sociedade. O lado negativo da história impõe que  se seus valores morais são obscuros eles serão repassados para aqueles que estão a sua volta, quer sejam amigos e quer sejam parentes. quando mais ao se tratar dos filhos. Tem pessoas que não entendem que os valores morais que impomos aos nossos filhos traduzem o tipo de sociedade que teremos no futuro.






Não adianta reclamar depois se a pessoa passou o tempo todo dando maus exemplos aos filhos. Eles são reflexos dos pais e não tem como negar isso. E os maus exemplos estão em toda parte e tem muita gente achando que filhos pequenos não entendem o que está acontecendo e só vão se preocupar quando eles crescerem, se tornarem donos do próprio nariz. Fato. Por isso que estamos vivenciando esse momento crítico, por causa da falta de responsabilidade no passado recente que gerou um grupo de adolescentes e jovens descompromissado com a sociedade.

Esta questão de valores morais é tão importante que não diz respeito somente a religiosidade como muita gente pensa. E sim com a conduta da pessoa na frente dos filhos. ao apoio em cada fase do desenvolvimento, aquela opinião que nem sempre agrada - Só quem tem adolescente em casa entende o que eu estou dizendo - Aquele diálogo informal, a cumplicidade em momentos felizes ou triste, e muitas outras atitudes que contribuem para um desenvolvimento psicológico, emocional e até profissional dos filhos.

Este perfil de pais que exige o que eles mesmo não praticam, não dá certo. A falta de respeito aos familiares dentro de casa, com professores ou qualquer pessoa idosa, ou que estejam exercendo um serviço, são valores que se perderam ao longo dos anos. E como diz o ditado popular: "Educação começa em casa" - E existe também a questão dos direitos da criança ou adolescente que muitas vezes são reprimidos dentro da própria residência. É tanta ordem a ser cumprida que não sobra tempo para nada! Sobra sim para as depreciações.

Enfim, se o conteúdo é para adultos não deve ser repassados aos menores. Mesmo porque eles vão crescer!  Parafraseando um versículo da Bíblia: "Cada um planta o que quer colher"!

Falando em frutos e colheita, nós pais devemos repensar a maneira como estamos lidamos com os nossos filhos, a convivência no dia a dia, o diálogo, almoço em família (sem ser naquelas datas especiais de natal e ano novo), passeios, ou até mesmo ver um filme, um jogo na televisão. Houve uma fase que tive de ver filmes do Harry Potter com a minha filha, elogiar os efeitos especiais, a história... Uma fase só dela e eu tinha que respeitar!


Enfim, a nossa responsabilidade em relação a socialização dos filhos na época presente é muito grande e tem gente deixando a desejar. Cada filho tem características, idade mental, sonhos e realizações diferentes do outro. E na verdade eles têm os mesmos dilemas, as mesmas expectativas. Não podemos estar tão cansados, tão  estressados, para deixar ofuscar a nossa visão da realidade deles.


Marion Vaz



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Eta Brasilzinho confuso

Gosto de escrever. Fabricar um texto do nada é um desafio. Escolher temas, fazer pesquisa online, impactar o leitor com uma matéria interessante, divertida, e que leve alguém a refletir nem sempre é tão fácil quanto parece. Para muitos escritores é um dom a ser exercido, uma arte para se aperfeiçoar. Seja como for, o importante é expor o texto, com responsabilidade e confiança.

E assunto é o que não falta aqui no Brasil. De política não se pode falar bem, escândalos, desfalques, falcatruas mil escondidas embaixo da "peneira". Nunca vi ou ouvi tanto descaso com a população. Eu tenho a impressão que o país está quebrado. Foi rachando como um espelho e colado com durex ate quando deu para esconder. E agora, como não tem jeito fica a "pizza" entalada na garganta. E assim caminha a humanidade... Sem rumo... Desgovernada...

Aquela manobra em relação aos aposentados, aumentando a idade e o tempo para dar entrada na aposentadoria por causa da "qualidade de vida" (?) - não cola mesmo! Tem que se contribuir mais? E agora aparece a notícia de um rombo enorme na Providência... E adivinhe? Ninguém sabe e ninguém viu! A solução em si foi bem simples: Tirar mais dinheiro do povo. Nada de mais.  Pelo menos por enquanto...

Porque a Terceira Idade começou a se cuidar mais, se exercitar, viajar e contribuir mais para a sociedade quer dizer que tenham seus direitos adiados?



Mas o Brasil tem lugares lindos! Belezas naturais que deixam qualquer um com o coração na mãos! Cidades e centros históricos, cachoeiras, lagoas, praias, feiras, atividades para todos os gostos.


Rio de Janeiro


Minas Gerais


Recife


São Paulo


Cataratas do Iguaçu

Mas somos o que se pode definir de "Divergentes" - Discordamos como se fizesse diferença. Mas no final das contas todo dia é segunda-feira e a vida recomeça como se não tivesse acontecido nada. Observei isso ao ouvir diversas notícias. Elas só são importantes naquele momento, ficam online por 2 ou 3 dias e depois dão espaço para outros acontecimentos e assim esquecemos pelo que lutamos e do que fugimos.


Marion Vaz

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Ano das Facadas


Uma reportagem num canal de televisão me deixou perplexa. Por causa de um celular, uma moça foi ferida a ponto de, ao ser atendida num hospital, os médicos tiveram que amputar o braço dela. Este foi mais um incidente envolvendo assalto que entrou para a estatística criminal do Rio de janeiro. E a violência não para por aí, estamos enfrentando um dos anos mais negros da história, sob o meu ponto de vista. São assaltos, facadas, ataques violentos em qualquer parte da cidade. As pessoas não se sentem mais seguras. Uma briga numa casa em que a festa foi denominada  “festa dos horrores”, uma moça foi agredida e teve o corpo perfurado por um objeto pontiagudo. Outro rapaz teve parte da orelha cortada e o agressor, um homem que trabalhava com eventos, tinha um histórico longo.

E para insatisfação da população, outros descasos também foram registrados, como o abandono de pacientes em hospitais públicos, outros tinham que fazer a limpeza de banheiros, faculdades repletas de lixo porque as empresas contratadas estavam sem receber o pagamento. Desfalques, propinas, desvio financeiro por parte de políticos,  falsas contratações, “dinheiro que sai dali e some aqui” – Uma lista sem fim de descaso em relação ao “povo heroico”, uma vergonha nacional e quem perde com isso é gente do bem, gente que trabalha, que coopera para o progresso do país.


E o que vemos nas propagandas é a imagem da cidade do Rio de Janeiro se destacando por suas belezas naturais, seus pontos turísticos, empreendimentos artísticos, museus, praias e como enfatizou uma propaganda de televisão: “seu rostinho bonito”. Discussões políticas a parte, prefeitos e governadores tem se unido para mostrar que a cidade do samba é também a cidade do esporte, cidade olímpica.







Somos cariocas e nos orgulhamos disso, do nosso sol quente, das nossas praias, do azul do céu, das noites iluminadas. São muitos os atrativos que estimulam os turistas a visitarem o Rio. Nada contra.

Mas...


A cidade maravilhosa também tem noites escuras, e porque também não dizer, dias ou tardes turbulentas? E tudo isso por causa das inúmeras agressões sofridas por todos os lados que transformou 2015 no ano das facadas. Sem o menor constrangimento, estes agressores investem contra a população, a qualquer hora, em qualquer lugar. Começou no centro do Rio, com menores infratores que tentando roubar celulares e pendentes e passaram a atacar com facas, os pedestres que muitas vezes estavam em pontos de ônibus aguardando a condução depois de um dia de trabalho ou de estudar na faculdade.





Em pouco tempo, a coisa se alastrou para outros bairros e agora, simplesmente, não se pode sair às ruas sem se preocupar com quem é a pessoa que está caminhando na nossa direção... Um ser humano honesto ou um agressor? Acho isso um absurdo! Medidas de seguranças, patrulhamento, câmeras, reforço policial em determinadas áreas do Rio são providências que, até certo ponto, inibem a atuação dos bandidos, mas não resolve o problema.

O que me dói é ver que a vida humana não tem valor algum. Que o trabalhador, a mãe de família, o adolescente, a jovem que estuda e sonha, são destinos que podem ser interrompidos a qualquer momento por causa de um objeto, um  celular?! Que mundo é esse que nos impõe a violência urbana? 


E tais ataques com facas são contínuos porque os agressores, em sua maioria eram menores, tinham ficha criminal, ou melhor, para não dar processo: haviam cumprido medida socioeducativa e logo estavam de volta as ruas, por causa da legislação. 

Resultado de imagem para vitimas de facas no rj

O rapaz que esfaqueou um estudante no trem para roubar um celular 
estava vestido, usava tênis e mochila...


Completamente diferente dos menores infratores que andam muitas vezes descalços e de shorts no centro do Rio. E podemos entender que enquanto a bandidagem viver a solta o civil fica acuado, em casa, no ônibus, nas estações do BRT, no trem, nas ruas do Rio.



Marion Vaz


domingo, 7 de junho de 2015

Opinião Formada

A questão de se "ter opinião formada sobre tudo" - como nos diz a letra de uma música - é que a pessoa não fica aberta para ouvir a terceira opinião. Ela se conforma com o que aprendeu, ouviu, foi intimada a, ou simplesmente uma ideia fixa sobre algum assunto, religião, povo ou padrão comportamental. É o outro lado da moeda. É "assim que eu  penso, assim que tem que ser" - Atentei para fato ao conversar com um senhor sobre assuntos diferentes. 

É óbvio que eu entendo que cada pessoa deve e pode ter opinião própria, desejo, gosto, pretensão, ambição, atividade e que muitas das nossas decisões estão comprometidas como nosso EU - Aquilo que somos ou pensamos. Mudar de opinião a cada segundo só porque o outro não gostou ou não permite seguir em frente é um erro. Certamente, em pouco tempo, a pessoa ficará angustiada e desiludida, já que todos os seus sonhos deixaram de realizar ou não tem valor para o amigo, companheiro(a) ou cônjuge.

Percebi que a pessoa que dialogava comigo achou que podia me contrariar ou me fazer mudar de opinião sobre assuntos que me eram importantes demais. E olha que eu tinha acabado de conhecer a pessoa e provavelmente nunca mais nos veríamos! Quando você discorda de um amigo, parente, filho, alguém que se relaciona há nos e que por certo te deu espaço para dar uma opinião, tudo bem! Mas querer influenciar ou discordar abertamente de uma pessoa que acabou de conhecer? Santa ingenuidade! É a mesma coisa que "mandar" boicotar a Boticário, só porque não gostou da propaganda e marketing para o Dia dos Namorados! Hem? Quem? Como? rsrsrs

No primeiro momento até achei que a conversa valia a pena e tentei expor minha visão sobre diversos assuntos. Aplausos e elogios à parte, logo recobrei minha postura de ouvinte e entendi que não era o tempo de reiniciar uma discussão. 

Talvez você me pergunte: Mas expor tudo o que pensa sobre isso ou aquilo não é importante? Concordo!  Se vai valer a pena ou não é você que tem que decidir! Muitas batalhas se vencem por se perseverar e preservar uma opinião, um direito, um dever!

Mas não sou mesmo o tipo de pessoa que fica gritando aos quatro ventos, irritando a garganta e perdendo o fôlego "só para contrariar" um desconhecido - rsrsrsrs - Temos que saber a diferença entre uma conversa saudável ou aquele "entulho" que despejam sobre nós só pra ocupar o tempo da pessoa.

Desperdícios à parte... Tudo na vida deixa um "que" de aprendizado e de reflexão.


Marion Vaz