Confesso que a minha vida está repleta de recomeços. E sem dúvida, não existe outra saída para determinadas situações. A gente percebe que algo perdeu o sentido quando vira uma carga pesada para se levar nos ombros, quando a estrada parece não ter fim ou quando temos que diminuir as expectativas em relação a terceiros.
E este processo de recomeçar pode ser libertador. Pode ampliar as expectativas e nos dar a chance de vivenciar novas emoções. E não se trata de perder as esperanças. É apenas uma mudança de itinerário, projetos ou de encurtar o caminho para a felicidade.
E recomeços também têm dilemas, consequências boas e ruins, negociações e novas previsões de metas e realizações. E na vida, não dá para seguir a mesma estrada o tempo todo. Precisamos de mudanças, de estabilidade, de amor próprio. Então, tem hora que a gente precisa rever as prioridades.
Eu entendo que, diante das circunstâncias, nem todo mundo tem essa coragem toda para recomeçar algo, que prefere dar uma segunda (ou décima) chance, que escolhe se anular e que, na pior das hipóteses, não quer abrir mão de nada, nem mesmo em função dela mesma.
Mas recomeçar não quer dizer que se perdeu a própria essência, a identidade, a vida inteira passada, a família, o trabalho ou seja lá o que for, que a gente acha que vale a pena ficar insistindo. Recomeçar é superação.
Somos capazes de vencer, de fazer novas escolhas, de mudar hábitos, comportamentos, estilo de vida, sem perder nossos valores.
Marion Vaz


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