domingo, 6 de setembro de 2015

De quem é a primeira fatia do bolo?

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Um dos assuntos mais discutidos da Bíblia é sem dúvida, a questão do dízimo. E se menciona todo tipo de argumento, prós e contra, cumprimento da Lei, dádiva, dever e obrigação, questão de fé. Todo mundo tem uma opinião baseada ou não na Palavra de D-us. 

Esta semana ouvi uma definição muito interessante a respeito do assunto: "Dízimo é igual a bolo de aniversário!" - Pensei: Por que? A resposta que obtive: Quando alguém faz aniversário, na hora de partir o bolo, a primeira fatia do bolo é sempre para aquele que julgamos importante em nossa vida. É como um reconhecimento pelo trabalho, tempo, dedicação que foi oferecido na vida ou em algum momento. A primeira fatia do bolo é sempre para alguém especial.

Dízimo é bíblico. Sem comentários. A pessoa oferece a D-us 10% do total bruto daquilo que se recebe mensalmente ou o valor de algum bem imóvel que eventualmente se recebeu. Ponto final. Se alguém não quer dar, é assunto pessoal, diferenciado. Mas aquele que dá de coração, confiando no poder de D-us e com sabedoria, será abençoado pelo Senhor. 

Mas achei muito interessante esta definição.


Marion Vaz 




domingo, 16 de agosto de 2015

Mulheres em Crise - A Sunamita

Uma história bem interessante. Suném era uma aldeia no território da Tribo de Issacar. Lá vivia uma mulher com seu marido. Ao observar que o profeta Eliseu passava por ali de tempo em tempo, resolveu preparar para ele um lugar onde pudesse repousar. Conversou com o marido sobre o assunto e com o seu consentimento fizeram um aposento para o profeta.

Em gratidão aquele ato, Eliseu profetizou que ela teria um filho. A princípio, a mulher não acreditou na história (2 Rs 4.16), mas ao conceber a criança, sua vida encheu-se de alegria. O menino já era crescido trabalhava com o pai no cultivo e sega da terra. Num determinado dia começou a passar mal e foi levado até a mãe, que com carinho cuidou dele até o meio dia, quando veio a falecer (vs 20).

Qualquer pessoa numa situação dessas já começaria a gritar e se escabelar. A sunamita não. A atitude calma e firme passou a ser tema de debates e congressos de União Feminina nas igrejas. A expressão “Vai tudo bem” marcante em todo tempo (o que podia ser apenas um desabado), passa a ser um referencial. Uma atitude legítima num momento de crise... Fala sério! O filho dela morreu! No colo dela! Não tem como ficar alheia, calma, despreocupada!

Certamente a sunamita vivenciou um dos piores momentos da vida de qualquer pessoa. Talvez ela não quisesse mesmo fazer alarde sobre o assunto para o marido ou para o servo de Eliseu, mas diante do profeta ela desabafou: “Pedi eu algum filho? Eu não disse claramente não me engane?”. A maneira como se expressou já revela o estado do seu coração, a tristeza que a consumia e até mesmo um desabafo.

O próprio profeta declarou que a alma da mulher estava triste de amargura (vs 27). É claro que não estava nada bem! Mas poderia o marido ou Geazi fazer alguma coisa em favor dela? Iria adiantar contar a história toda para eles? Olha o tempo que ela iria perder! Ela foi direto à pessoa que fez as promessas.

Esta é a lição espiritual para nossas vidas: Não adianta ficar contando tudo para todo mundo, se fazendo de coitadinha, chorando pelos cantos, sentindo pena de si mesmo. Não. Quando muita gente se envolve na tua vida ou num determinado problema acaba te prejudicando. Sem contar que existem pessoas que tornam tudo mais difícil, dão sugestões aleatoriamente e uma proporção maior do que a situação aparenta. É nesta hora que a frase “vai tudo bem” se torna útil. E a sunamita foi à pessoa certa. E Eliseu ainda quis passar o problema para Geazi (vs 29). Mas a mulher insistiu que o profeta fosse com ela até a casa dela. O que leva a refletir sobre quem estamos deixando entrar na nossa vida, na nossa casa, quem tem dado palpite nos assuntos domésticos, na vida conjugal, na criação dos filhos? Você já parou para pensar que muitos dos problemas que enfrentamos diariamente poderiam ser evitados?

A verdade é que num momento de crise, seja familiar, no trabalho, vida pessoal ou espiritual, a pessoa se sente tão desorientada que aceita a opinião de qualquer um. Sem falar que tem gente que adora se fazer de vítima, frustrada, tomando o tempo dos outros com seus dilemas! Mas foi a presença do profeta Eliseu e o modo como lidou com a situação que trouxe o menino de volta a vida.

A história da sunamita e sua expressão “vai tudo bem” nos adverte que quanto maior o problema, maior deve ser a nossa comunhão e nossa dependência somente de Deus.



Texto extraído do Livro Mulheres em Crise de Marion Vaz



Amor de adolescência

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O Amor... Vem chegando de mansinho, na ponta dos pés.
Vem chegando tão suave como a brisa
Com o tempo faz chorar, faz sofrer, quase morrer.
Ah! O amor... Que quando chega maltrata sem piedade...
E quando parte... Só deixa... Saudades!


Este poema foi dedicado a uma pessoa que amei muito na adolescência. Era muito jovem e aquele sentimento era tão forte que mal cabia no peito. Um amor platônico, confesso. Sem qualquer possibilidade de dar certo. Mas todo ano, dia 16 de agosto, lembro do seu aniversário, lembro do rapaz de braços fortes, que tocava guitarra de solo e andava de skate no meio da rua... E que só olhou para mim uma única vez.

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Júnior, você se foi, mas todo ano me lembro de você.

In Memorian




sexta-feira, 24 de julho de 2015

Perfil Mercadológico







"Diferentes entendimentos resultam em posturas e ações distintas" - A ideia de usar tal frase neste texto me pareceu bem interessante. O contexto da frase revela atitudes diferentes em relação a algo ou alguém.

Mas ao pensar em que tipo de perfil apresentamos nas diferentes atividades do dia a dia, estamos sempre repassando este perfil mercadológico. Estamos obcecados em vender uma imagem de pessoa idônea, centrada, equilibrada emocional e profissionalmente. Não importa o grau de falência que vivenciamos. Esta interpretação do pensamento do outro é o que nos leva a ações distintas.

E isso é uma realidade. A simples resposta a uma pergunta casual de "Tudo bem?" já indica a pretensão de esconder a nossa vulnerabilidade. E quem precisa saber o que vai no coração? Quem precisa de terapia vai ao analista! Vai dar um passeio no Shopping, fazer compras... E não incomodar o vizinho, o filho, os pais... E o que eles vão pensar se descobrirem que você é humano e que tem sentimentos?

Num mundo informatizado e consumista o que vale mesmo é aquele perfil mercadológico de pessoas qualificadas, vendendo sorrisos e bem estar. Ninguém quer comprar mercadoria fora do prazo de validade, com defeito, sem garantia ou qualquer outra deficiência. É direito do consumidor adquirir um bom produto! Infelizmente a gente acaba repassando isso para a vida pessoal, para os relacionamentos. E exigindo dos outros que funcionem como os bancos com atendimento 24 horas, cheios de benefícios, prêmios, cartão de crédito. 


Então agimos como atores, contracenando com os outros, decorando falas, sorrindo o tempo todo, sem qualquer tipo de expressão pessoal. Porque isso pode incomodar, afastar amigos ou parentes. Na verdade, ninguém nem nota se você está com dor de cabeça e o falatório persiste por minutos, horas a fio. E como "vaquinhas de presépios" balançamos a cabeça atenciosamente. Atitudes metódicas e distintas de quem só quer agradar, vender uma imagem, um estilo. 


A reviravolta acontece quando a pessoa, do nada, explode! Vê-se de imediato a reação das pessoas e aquela insatisfação no ar. Como? Quando? Por que? Ninguém percebeu que você aturou o máximo que pode e de repente expôs seus sentimentos. E é, meu caro amigo, nesta hora que você percebe que não importa o quanto se anule a versão light é que conta.



Marion Vaz

domingo, 19 de julho de 2015

Os valores morais que impomos aos filhos






Uma das frases mais importantes que li na Bíblia diz: "Pelos frutos vos conhecereis..." - Fazia parte da vida cotidiana da comunidade judaica plantar e colher e uma árvore era conhecida pelos frutos que produzia. Assim somos nós, meros mortais, são as nossas atitudes, nossos sentimentos, nossos valores morais que representam, no dia a dia, aquilo que realmente somos.




E você entende que cada pessoa tem um temperamento próprio, um estilo de vida, um dom natural que utiliza para beneficiar a sociedade. O lado negativo da história impõe que  se seus valores morais são obscuros eles serão repassados para aqueles que estão a sua volta, quer sejam amigos e quer sejam parentes. quando mais ao se tratar dos filhos. Tem pessoas que não entendem que os valores morais que impomos aos nossos filhos traduzem o tipo de sociedade que teremos no futuro.






Não adianta reclamar depois se a pessoa passou o tempo todo dando maus exemplos aos filhos. Eles são reflexos dos pais e não tem como negar isso. E os maus exemplos estão em toda parte e tem muita gente achando que filhos pequenos não entendem o que está acontecendo e só vão se preocupar quando eles crescerem, se tornarem donos do próprio nariz. Fato. Por isso que estamos vivenciando esse momento crítico, por causa da falta de responsabilidade no passado recente que gerou um grupo de adolescentes e jovens descompromissado com a sociedade.

Esta questão de valores morais é tão importante que não diz respeito somente a religiosidade como muita gente pensa. E sim com a conduta da pessoa na frente dos filhos. ao apoio em cada fase do desenvolvimento, aquela opinião que nem sempre agrada - Só quem tem adolescente em casa entende o que eu estou dizendo - Aquele diálogo informal, a cumplicidade em momentos felizes ou triste, e muitas outras atitudes que contribuem para um desenvolvimento psicológico, emocional e até profissional dos filhos.

Este perfil de pais que exige o que eles mesmo não praticam, não dá certo. A falta de respeito aos familiares dentro de casa, com professores ou qualquer pessoa idosa, ou que estejam exercendo um serviço, são valores que se perderam ao longo dos anos. E como diz o ditado popular: "Educação começa em casa" - E existe também a questão dos direitos da criança ou adolescente que muitas vezes são reprimidos dentro da própria residência. É tanta ordem a ser cumprida que não sobra tempo para nada! Sobra sim para as depreciações.

Enfim, se o conteúdo é para adultos não deve ser repassados aos menores. Mesmo porque eles vão crescer!  Parafraseando um versículo da Bíblia: "Cada um planta o que quer colher"!

Falando em frutos e colheita, nós pais devemos repensar a maneira como estamos lidamos com os nossos filhos, a convivência no dia a dia, o diálogo, almoço em família (sem ser naquelas datas especiais de natal e ano novo), passeios, ou até mesmo ver um filme, um jogo na televisão. Houve uma fase que tive de ver filmes do Harry Potter com a minha filha, elogiar os efeitos especiais, a história... Uma fase só dela e eu tinha que respeitar!


Enfim, a nossa responsabilidade em relação a socialização dos filhos na época presente é muito grande e tem gente deixando a desejar. Cada filho tem características, idade mental, sonhos e realizações diferentes do outro. E na verdade eles têm os mesmos dilemas, as mesmas expectativas. Não podemos estar tão cansados, tão  estressados, para deixar ofuscar a nossa visão da realidade deles.


Marion Vaz



Os valores morais que impomos aos filhos






Uma das frases mais importantes que li na Bíblia diz: "Pelos frutos vos conhecereis..." - Fazia parte da vida cotidiana da comunidade judaica plantar e colher e uma árvore era conhecida pelos frutos que produzia. Assim somos nós, meros mortais, são as nossas atitudes, nossos sentimentos, nossos valores morais que representam, no dia a dia, aquilo que realmente somos.




E você entende que cada pessoa tem um temperamento próprio, um estilo de vida, um dom natural que utiliza para beneficiar a sociedade. O lado negativo da história impõe que  se seus valores morais são obscuros eles serão repassados para aqueles que estão a sua volta, quer sejam amigos e quer sejam parentes. quando mais ao se tratar dos filhos. Tem pessoas que não entendem que os valores morais que impomos aos nossos filhos traduzem o tipo de sociedade que teremos no futuro.






Não adianta reclamar depois se a pessoa passou o tempo todo dando maus exemplos aos filhos. Eles são reflexos dos pais e não tem como negar isso. E os maus exemplos estão em toda parte e tem muita gente achando que filhos pequenos não entendem o que está acontecendo e só vão se preocupar quando eles crescerem, se tornarem donos do próprio nariz. Fato. Por isso que estamos vivenciando esse momento crítico, por causa da falta de responsabilidade no passado recente que gerou um grupo de adolescentes e jovens descompromissado com a sociedade.

Esta questão de valores morais é tão importante que não diz respeito somente a religiosidade como muita gente pensa. E sim com a conduta da pessoa na frente dos filhos. ao apoio em cada fase do desenvolvimento, aquela opinião que nem sempre agrada - Só quem tem adolescente em casa entende o que eu estou dizendo - Aquele diálogo informal, a cumplicidade em momentos felizes ou triste, e muitas outras atitudes que contribuem para um desenvolvimento psicológico, emocional e até profissional dos filhos.

Este perfil de pais que exige o que eles mesmo não praticam, não dá certo. A falta de respeito aos familiares dentro de casa, com professores ou qualquer pessoa idosa, ou que estejam exercendo um serviço, são valores que se perderam ao longo dos anos. E como diz o ditado popular: "Educação começa em casa" - E existe também a questão dos direitos da criança ou adolescente que muitas vezes são reprimidos dentro da própria residência. É tanta ordem a ser cumprida que não sobra tempo para nada! Sobra sim para as depreciações.

Enfim, se o conteúdo é para adultos não deve ser repassados aos menores. Mesmo porque eles vão crescer!  Parafraseando um versículo da Bíblia: "Cada um planta o que quer colher"!

Falando em frutos e colheita, nós pais devemos repensar a maneira como estamos lidamos com os nossos filhos, a convivência no dia a dia, o diálogo, almoço em família (sem ser naquelas datas especiais de natal e ano novo), passeios, ou até mesmo ver um filme, um jogo na televisão. Houve uma fase que tive de ver filmes do Harry Potter com a minha filha, elogiar os efeitos especiais, a história... Uma fase só dela e eu tinha que respeitar!


Enfim, a nossa responsabilidade em relação a socialização dos filhos na época presente é muito grande e tem gente deixando a desejar. Cada filho tem características, idade mental, sonhos e realizações diferentes do outro. E na verdade eles têm os mesmos dilemas, as mesmas expectativas. Não podemos estar tão cansados, tão  estressados, para deixar ofuscar a nossa visão da realidade deles.


Marion Vaz