domingo, 12 de dezembro de 2021

É para desenhar ou para escrever? Os dois.


É para desenhar ou para escrever? Os dois. Não existe outra fórmula do escritor se tornar conhecido a não ser desenhar a si mesmo ao digitar as palavras no texto. É nele que colocamos o nosso ser, pensamentos e sentimentos de forma tão nítida que o leitor percebe quem somos de verdade.

 

Quando escrevemos um texto/post compartilhando informações, experiências de vida e uma infinidade de outras coisas podemos ser identificados. O que muita gente chama de estilo ou impressão digital literária. E mesmo ao abordar um assunto já mencionado por outros escritores, você pode colocar sua alma e coração no texto de forma tão intensa que vai fazer a diferença. 

 

Escrever não é apenas coletar dados e repassar. E também não adianta tentar imitar um escritor famoso ou aquele favorito. Por isso é importante escrever sobre um assunto que se conhece bem. Assim o seu próprio estilo ficará em evidência. E, não tenha medo ao descobrir que às vezes, ele precisa ser aprimorado com o tempo. Ninguém é perfeito.

 

A arte de desenhar a si mesmo em palavras nada mais é do que o seu estilo em evidência. Mas um único desenho, por exemplo, não define totalmente quem somos. E como eu disse, não é só repassar uma informação, mas se enamorar do texto. E ao  escrever sobre algo pelo qual está apaixonado deseja-se que todos os seus leitores possam se sentir da mesma forma.

 

Eu, por exemplo, gosto de desenhar paisagens, árvores, sol, flores e plantinhas crescendo em todos os lados. Mas nem me atrevo a fazer um retrato de uma pessoa. Nariz, olhos, boca ficam fora do padrão. Mas se for para descrever as características de uma pessoa, de um personagem, descrever um ambiente ou um lugar, aí sim fica tudo mais fácil. E acontece naturalmente comigo quando escrevo um romance. Aos poucos, personagens e suas características vão tomando forma e se destacando entre os demais.

 

Se você fizer um desenho de si mesmo e só pudesse destacar uma única característica, qual ficaria em evidência? Difícil não é verdade? Então tente de outra forma, escreva um texto. Quem é você? O que pensa? Quais os objetivos? O que é importante agora, o que vai conquistar a longo prazo.

 

E lembre-se que o perfil do autor não se limita apenas àquilo que os outros esperam dele, mas também aquilo que ele pensa de si mesmo, as suas preferências, o seu amor à escrita. 



Marion Vaz


Extraído do Site Point do Escritor


https://www.pointdoescritor.com/post/desenhar-a-si-mesmo-em-palavras



sábado, 20 de novembro de 2021

Estamos mais sensíveis ou agressivos?

 



A melhor forma de revidar uma afronta é sem dúvida seguir em frente. Não adianta ficar sentado no chão chorando ou remoendo aquele sentimento ruim ou acontecimento que deixou você triste. Não! Para de se lamentar. Pessoas são pessoas. Elas podem ser boas, carinhosas, cheias de palavras e atitudes agradáveis ou podem ser más, ambiciosas, invejosas, cheias de rancor e coisas do tipo.

E se tem algo que eu aprendi ao longo dos anos é que a gente pode lidar com determinadas situações sem se deixar destruir. Sim. Destruir parece até uma palavra "pesada", mas é a pura verdade. E nem precisa ser muito, apenas uma palavra pode ferir uma pessoa de tal forma que trará consequências irreversíveis.

E pode acontecer com qualquer um, porque não se sabe como está o coração do outro. De repente, a atitude de um amigo ou de um familiar pode acelerar o processo de depressão de alguém. Porque na verdade, estamos mais sensíveis ultimamente. Pode reparar que tem gente que não consegue conversar, que fica olhando de canto, desconcertada diante de determinados assuntos.

Por outro lado, tem gente se aborrecendo por qualquer coisa. Implicando, discutindo, falando alto demais se for confrontado. O diálogo morreu na estrada, bem na curva, onde o vento faz a volta. É melhor parar antes do vento se tornar uma tempestade.

E se quer dar o troco, revidar de uma forma bem educada é só seguir em frente com sua vida, sem demonstrar qualquer sentimento negativo. Se quiser chorar, chore. Mas lá no seu quarto. Não dê o gostinho da pessoa te ver com rosto avermelhado.

Segue com sua vida, com seus planos, acreditando nos seus projetos. Tire forças do nada! Mas não se deixe abater por esta afronta. Porque lá na frente, quando você estiver bem, progredindo sem pisar em ninguém, os invejosos vão estar olhando e meneando a cabeça sem entender nada.


Marion Vaz




quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Respingos de ódio

 


Se tem algo em eu acredito é na lei do retorno. E não importa se a pessoa se arrepende no minuto seguinte, tudo aquilo que se planta, vai colher. E cada semente, seja de coisas boas ou sentimentos ruins, cultivada no coração ou exposta de forma repentina ou no cotidiano, vai brotar, crescer e dar seus frutos.

Já reparou naquelas poças de água ou lama que ficam na beira da estrada depois da chuva? Já reparou que quando um carro passa por cima joga lama para todos os lados? Então, por menor que seja o seu envolvimento com pessoas que cultivam sentimentos ruins, posso afirmar que os respingos vão te alcançar.

Eu entendo que você esteja duvidando disso, porque muitas das vezes, estamos no controle de nossas emoções, de nossos atos. E seria bom se realmente nada nos atingisse. Mas, esta semana pude sentir na pele, como os respingos influenciam as atitudes, o modo de pensar e agir daqueles que convivem ou ouvem pessoas rancorosas transpirando ódio por todos os poros.

Tem uma frase que eu abomino: "uma mentira repetida mil vezes é tida como verdade". E parece que o idealizador deste conceito atraiu para si milhares de seguidores. Eu simplesmente abomino tal ideia. Porque na verdade, eu não admito que mintam a meu respeito. 

Imagine que alguém crie um rótulo, uma história fantasiosa, um apelido para denegrir a imagem de outra e comece a repetir para outras pessoas, e insista naquela versão por tantas e tantas vezes, que seria impossível confrontar a verdade. 

O tempo passa e não dá para se livrar daquele rótulo, daquela imagem retorcida, daquele estereótipo. E anos após anos a pessoa é discriminada, ofendida, desacreditada. 

E para piorar as coisas, outras pessoas passam a ter este mesmo pensamento. São os respingos de ódio, afetando a capacidade de raciocínio. E num momento de crise emocional ela traz a tona toda aquela ideia que foi cultivada sobre alguém. E faz com tanta naturalidade como se não estivesse nem aí para a lei do retorno. 

Respingos malditos, que mancham, poluem, ofuscam a verdade e provocam discussões. Os respingos não tem temor a Deus. 

Só nos resta saber se vamos revidar, se o que queremos de retorno são afetos, amor, compreensão ou se vamos comprometer nossa saúde mental e física alimentando o ódio, o desencanto, a maledicência também.


Marion Vaz


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O que não faz bem a ninguém?


- Tanta coisa! Você pode ter pensado ao ler o título deste post. E é verdade. Se fizermos uma lista do que faz mal as pessoas vamos reparar na quantidade de sentimentos, atitudes, e até mesmo coisas que só nos faz mal. Outro dia vi um comentário: O apego não faz bem. Interessante que o contexto em que estas palavras foram escritas  tinha até certa lógica.

E a maneira mais fácil de exemplificar isso é colocar alguém com a simples tarefa de fazer uma faxina nas suas próprias coisas. Opa! Estou entrando num terreno perigoso? com certeza. Mas na verdade você já reparou como a gente junta tralha? 

E a quantidade de coisas inúteis que se acumulam na nossa casa, nas gavetas, no quarto ou até na garagem é coisa ilógica. E a gente fica preso a elas por causa do apego emocional. E não tem nada no mundo que faça alguém se desfazer de uma boneca, um brinquedo, um livro, uma roupa, um retrato que seja. Tudo por conta de um passado distante que a pessoa teima em trazer para o presente.

Tudo bem que alguns desses objetos têm o mesmo valor sentimental. Eu mesma tenho vários objetos e livretos de Israel, por exemplo, que fazem parte de uma coleção pessoal. E assim acontece com muita gente. A alma dói só de pensar naquilo sendo jogado na lata de lixo como se não tivesse qualquer valor.

O outro lado da moeda, no entanto, nos alerta para os chamados "acumuladores". Pessoas com distúrbios emocionais que teimam em guardar uma infinidade de coisas que julgam importante, quando na verdade, estão enfermas e tais pertences não tem qualquer valor afetivo. Às vezes, são até lixos que outros descartaram. A verdade é que estas pessoas precisam de tratamento médico e psicológico.

Mas o texto de hoje traz uma reflexão sobre o que eu chamo de "lixo emocional". E agora sim o nosso título faz sentido. Porque existem pessoas sofrendo emocionalmente, não por coisas palpáveis, mas por algo que permanece na mente, obstruindo a passagem de bons pensamentos. Elas choram porque foram magoadas e ficam deprimidas porque não conseguem esquecer o passado. 

E o que não faz bem a ninguém, maltrata, isola, ofende, destrói sentimentos, laços familiares. E se vamos nos desapegar de sentimentos ruins, de lembranças que nos oprime, podemos também nos desfazer dos rótulos que nos foram impostos. 

Mas também, de uma maneira simples, posso afirmar que muita gente deixa de compartilhar coisas boas para guardar só para si. Daí a frase: o apego não faz bem a ninguém, nos faz refletir que podemos ser portadores de ideias, histórias, sentimentos e notícias boas que vão fazer diferença na vida de muitos.


Marion Vaz


domingo, 10 de outubro de 2021

Escolher com quem voar alto

 


Estou sempre falando sobre escolhas. E não há nada mais difícil do que saber decidir sobre alguma coisa. Tem gente que não. Nem se atrapalha quando precisa comprar algo, uma roupa, sapato, perfume e já vai direto para o caixa sem qualquer preocupação. Ok. Eu concordo que existem escolhas bem fáceis de fazer. Mas na maioria das vezes é preciso pensar se o produto vale mesmo a pena, se o valor é coerente, se o hotel está bem localizado e coisas desse tipo.

Na verdade eu sou um pouco chata e prefiro pensar duas vezes antes de comprar ou tomar uma decisão. Então você convida alguém pra te ajudar ou dar uma opinião e ela  fica te apressando e reclamando: É só escolher! Aí é que não rola mesmo.

Mas o texto de hoje traz uma perspectiva diferente sobre as escolhas da vida. E eu usei o termo voar para representar nossos desejos e sonhos que por muitas vezes ficam empoeirando em algum lugar enquanto a gente auxilia uns e outro.

Há algum tempo tenho pensado nas coisas que deixei de lado, nos sonhos que estou sempre postergando. E me veio aquela sensação de que podem virar realidade. Eu só preciso escolher pessoas certas, que me incentivam e que desejam voar comigo. 

Na verdade, a gente vive rodeado de pessoas imaturas, de gente estranha que prefere ficar sentada no mesmo lugar a vida inteira, que não se arrisca ou que fica até debochando das nossas expectativas. São pessoas que não vão sair da cidade onde nasceram, da mesmice que vivem e que estão satisfeitas pelo que já conquistaram. Ok. Eu respeito o ponto de vista de qualquer um.

Mas se você tem sonhos e quer voar alto, quer desabrochar, que curtir e vivenciar coisas que sempre foram tidas como impossíveis, corre atrás do prejuízo. Alguém pode ter dito: Isso não é pra você, mas não é verdade. Somos donos do nosso próprio destino - É um clichê. Sim. Mas tem verdade nessa frase.

Ninguém pode ditar as regras pelas quais conduzimos nossas vidas. Então eu te convido a voar alto e a escolher pessoas com a mesma visão. É difícil mesmo romper conceitos, largar as mãos e seguir sozinho porque não sabemos o que vamos encontrar lá na frente. 

Mas não estou falando de estradas. Voar alto é sair do chão!


Marion Vaz






sábado, 2 de outubro de 2021

A amizade existe? Quem são nossos verdadeiros amigos?

 

Resolvi escrever este post por causa de uma frase que usei nas redes sociais e trouxe polêmica. Estava me sentindo muito sobrecarregada com os problemas do dia a dia e disse que naquele momento só queria apenas um ombro amigo que me acolhesse e que disse que vai ficar tudo bem. 

Esta frase: Vai ficar tudo bem, pode até não ser verdadeira. Por maior que sejam as nossas expectativas em resolver tudo, com certeza vamos ficar em débito com alguém. Mas você vai concordar comigo que a frase nos impulsiona a seguir em frente. Quando se faz esse tipo de afirmação, estamos confiando numa solução, num projeto, num meio de solucionar aquela "bagunça" toda.

Pode ser que nem a pessoa que afirmou que as coisas vão melhorar acredite no que está falando. Faz porque é amigo (por isso usei o termo), porque não quer te ver desiludido ou porque está cansado de toda ladainha. Pode ser só aquele tapinha nas costas. Sabe? Eu até brinquei afirmando que nem precisa ser amigo, só o ombro seria suficiente (risos).

Mas enfim... Várias pessoas se manifestaram e deram opinião sobre o assunto. Alguns foram empáticos e me fizeram sentir acolhida. Outros  acreditam que amigo sincero não existe. Alguém encara de outra forma, que é preciso uma auto afirmação pessoal para seguir em frente sem depender de terceiros. Ok. Cada opinião é válida porque reflete também o estado de espírito da pessoa. Isso foi algo que eu percebi. Alguém pode estar passando por um momento de crise passageira que alterou o emocional da pessoa. Ok.

Independente de qualquer coisa é importante acreditar nas pessoas, nos sentimentos, no gesto de carinho que demonstram. Amigos verdadeiros existem sim, eles estão em toda parte e aparecem quanto necessitamos. Mas também é uma realidade que ficar chorando e sentindo pena de si mesmo não resolve o que depende da nossa própria decisão. 

Mas quem são nossos verdadeiros amigos afinal? Isso você vai ter que decidir na prática. Segue algumas dicas: Alguém em que possa confiar. Aquela pessoa que está presente, que caminha junto e que fala o que você não quer ouvir, tipo: esta roupa não te favorece. Ela enxuga as lágrimas ou chora junto. Que está sempre vestida para sair ou pode até chegar atrasada e dá mil desculpas. Vocês riem juntos de qualquer coisa que aconteça e no final o dia parece que foi mais leve.



Marion Vaz


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Independência ou Morte?

 



Sinceramente, não sei o que D.Pedro quis dizer com esta frase: Independência ou Morte? Foi uma indagação mesmo? Quais eram os riscos? Pra que tipo de gente ele informou a situação? Foi um grito as margens do rio Ipiranga, lá em São Paulo, que nem era São Paulo ainda como conhecemos hoje. Mas lá estava o monarca, montado em seu cavalo, há cerca de 199 anos atrás, gritando aos quatro cantos que havia uma solução para o Brasil.

Na verdade, ainda não consigo similar a diferença. Independência ou morte? Como assim? Mas história a parte, fomos agraciados com a tal independência, que nos veio com uma baita dívida com a Coroa Portuguesa. E, apesar de tudo, estamos pagando até hoje em boletos bancários só não sabemos pra quem.

Para comemorar a data, 7 de setembro, milhares de brasileiros saíram de suas casas, em tempo de Pandemia para se aglomerarem nas ruas, saudando e dando apoio ao divino Bolsonaro. Somos independentes agora, cheios de ideias e vontade própria. Ninguém pode nos condenar.  São 199 anos de transição, de perseverança, de conquistas. A pátria amada Brasil, iluminando o céu do novo mundo. Que morte que nada! Nem pensar! Para! Somos livres!  E só pra contrariar: "Verás que um filho teu não foge a luta". Somos destemidos!


O certo é que antigamente, este dia era marcado com desfiles no centro da cidade do Rio de Janeiro. Havia arquibancadas armadas para tal fim e lá estavam os filhos da pátria, felizes assistindo a tudo. Eu, particularmente, nunca fui. Mas vi pela televisão. Com o tempo, deixou de ser importante. E na atual situação em que nos deixou a Covid-19, não sei se voltará um dia. Carnaval eu sei que vai.

Mas a indagação perdura em nossa consciência: Independência ou Morte?  O que devemos escolher? O que pode ser pior? Vamos deixar de ser colonos algum dia? E neste corre corre alguém vai morrer? Quem vai ser independente afinal? Não tenho respostas. 

O Grito do Ipiranga soltou nossas amarras e deixou livres os brasileirinhos. Apesar que algumas províncias permaneceram fieis a Portugal. Daí a tal Guerra da Independência. Seriam eles os citados mortos ocasionais? Pode ser. 

Nos anos anteriores não vi esta consciência histórica marcando a população. A gente queria mesmo era curtir o feriadão. Ontem não. Brasileiros de cara pintada e bandeira pairando no ar marcaram o 7 de setembro em muitos lugares desse país chamado Brasil. 



Marion Vaz