segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O outro lado do barco


Na maioria das vezes precisamos entender o contexto para optar por um lado da história. Porque já deu para reparar que a maioria das pessoas querem só discutir, dar opinião, trazer mais conflito quando a solução é bem simples. 

E independente da cultura, da religião, da filosofia de vida, não podemos simplesmente caracterizar algo em função do que ouvimos falar.  E eu parei para pensar naquele texto bíblico do Novo Testamento, quando Jesus chega próximo ao Mar da Galileia, Kinneret, e fica observando seus discípulos.

No contexto, Jesus havia sido crucificado e morto. E seu corpo estava num sepulcro em Jerusalém. E os discípulos, desnorteados, seguiram caminhos diferentes. Pedro e seus companheiros foram para a Galileia.  Jesus ressuscitou e foi ao encontro deles.

Engraçado que, enquanto eu escrevo, vou mentalizando as cenas e recordando os dias em que passei em Israel, e vi pela primeira vez, com meus próprios olhos, alguns desses lugares. E Cafarnaum estava ali, próximo ao mar e a cidade continuava viva, apesar dos acontecimentos em Jerusalém.

E lá estava Pedro e seus amigos retornando às atividades de pescaria. O texto fala que tentaram toda a noite e madrugada, mas não apanharam nada. Decepcionados voltaram com o barco e começaram a lavar as redes.

Jesus estava na praia, observando cada movimento e talvez pensando: O que é que eles estão fazendo? E às vezes, ficamos assim, relutantes, desnorteados, voltando aos mesmos pensamentos e atitudes de uma vida antiga. Esquecemos das experiências, dos valores que aprendemos com o tempo, como o Mestre.

E talvez porque é mais cômodo, seguir com aquela linha de pensamento, mesmo que estejamos ferindo tradições e pessoas. E tudo parece crescer e crescer até que... recobramos a consciência de algo maior e melhor.

E Jesus se aproxima questionando os fatos, as atitudes, as perdas. E Pedro responde: Gastamos toda a nossa energia em algo improdutivo. E parafraseando, Jesus responde:

- É porque você estava jogando a rede do lado errado do barco!

No Evangelho de João 21.6-12 podemos ler o restante da história e como os pescadores foram abençoados. 

Mas o que quero destacar aqui são mudanças simples de pensamentos, de valores, de decisões, que podem alterar o restante da vida, das experiências, do aprendizado.

Esta semana o Café Basimta localizado na rua Agrippa em Jerusalém, decidiu parar de abrir o bistrô no Shabbat.  E apesar dos conflitos, dos comentários de clientes e seculares, eu achei uma atitude louvável. Porque afinal, não era sobre café e bolo, política ou democracia. Era sobre respeito, herança histórica e convivência pacífica.


Marion Vaz


Obs. Imagem da Google



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fechando ciclos com maturidade



Mudanças acontecem o tempo todo na vida, na área profissional, nos relacionamentos e dentro de nós. Somos "obrigados" a fechar ciclos se queremos dar espaço para novas experiências. E aceitar a realidade nem sempre é tão fácil assim. Precisamos agir com maturidade.

E fechar um ciclo é reconhecer que bons ou maus momentos tiveram influência sobre nós até certo ponto. Agradecemos a D-us pelas experiências, pelo aprendizado e até mesmo pelos incômodos.

E reconhecer nossos limites é identificar ações e reações que nos levaram para outro patamar. E sim, precisamos mudar de fase, de propósito e às vezes, de ambiente, de amizades.

O medo que travou nossas decisões no passado desafia o desconhecido, o dia de amanhã, as novas tarefas, os novos projetos. Mas é preciso vivenciar cada etapa, cada ideia, emoção e oportunidades de desprendimento.

Esta aceitação e reconhecimento pessoal nos faz seguir em frente para novos polos, novos horizontes. E assim, fechamos ciclos que ficam ocupando espaço no coração, no armário, nas gavetas. Ressentimentos, culpa, erros imaginários e mágoas precisam ficar lá atrás, na curva da estrada da vida.

E assim, soltamos as amarras, destravamos portas e janelas e esvaziamos gavetas. Sem medo, sem remorsos. A inquietação dá lugar à certeza, à esperança, à motivação de seguir em frente.

E fechar um ciclo é entender que outros ciclos estavam esperando, se movendo, como um presente da vida. Então, abrace as oportunidades, reconfigure projetos e a própria consciência para que cada passo tenha um significado.


Marion Vaz

sábado, 29 de agosto de 2026

O conceito do descanso no shabbat




Dar uma pausa na rotina diária é fator importante para quem quer qualidade de vida. Porque vivemos correndo de um lado para outro o tempo todo, sem descanso, sem sequer olhar para frente ou para trás. Essa dinâmica incoerente de que tudo na vida se conquista com esforço, com determinação, com suor e lágrimas é bonito na poesia.

O ideal é mesmo correr atrás dos sonhos, dos ideais, da comida de cada dia, conquistar metas e sem medo algum, dar um salto no desconhecido. E assim passam os dias da semana. O corpo cansado cai na cama e não repousa, porque a mente não para. E estamos nessa busca infinita há anos, como se "nada" caísse do céu. 

Esta semana vi um post interessante sobre o Shabbat. O dia de descanso, de pausa, de interrupção da rotina me fez parar para pensar naquilo que conquistamos ao longo do tempo: "Durante seis dias da semana corremos atrás da vida. No shabbat paramos, para refletir na vida que já temos". 

Esse conceito judaico sobre o shabbat não é apenas uma recomendação, mas um mandamento bíblico: "Por seis dias trabalharás e sétimo, descansarás" (Êxodo 34.21. E não é um descanso qualquer, ou mudança de rotina ou serviço. Mas como um dia sagrado, dedicado ao Eterno.

E na tradição judaica "o shabbat chega silenciosamente, interrompendo a semana". Um dia abençoado e santificado para que você tenha um "encontro" com o Criador, com o acender das velas e as orações, mas também um encontro com os familiares à volta da mesa.

E o que me chama a atenção é esse desacelerar. Essa pausa na rotina, no corre-corre, na busca incessante daquilo que desejamos, para agradecer aquilo que já temos.

Com certeza, na crença cristã esse dia é marcado pelo domingo, Outras religiões divergem para sexta-feira. Mas o importante é ter esse tempo para olhar ao redor, para olhar para o alto em direção a D-us e para descansar, não só no sentido espiritual, colocando toda a nossa confiança no Eterno, mas também descansar o corpo e a mente.

Shabbat Shalom


Marion Vaz



domingo, 23 de agosto de 2026

Crime Brutal não tem Perdão


(Imagem da Google)

Um episódio brutal esta semana me chamou a atenção. A moça foi encontrada num cárcere privado, em condições deploráveis, visivelmente abalada que o corpo dela tremia todo só de ouvir a voz dos policiais que a encontraram. Ela sofreu violência e foi mantida em cativeiro pelo ex-marido. O crime aconteceu em Águas Lindas, Goiás.

Uma cena difícil de ver e descrever. Só de pensar no que ela sofreu, eu já fico agoniada. Imagino a dor da pessoa, da mãe, dos familiares que praticamente não puderam evitar tal ato. O homem (não vou citar o nome), já foi preso e eu espero que ele não fique "confortável" na prisão. Sinceramente, eu espero que pague com juros e correção todo o mal que fez contra aquela moça. 

E não é porque a gente crê em D-us que não vai desejar vingança. Porque eu me coloco no lugar da mãe da jovem e não consigo pensar em outro sentimento. Tem relacionamentos que não dão certo. Fato. Segue seu caminho, vai curtir a vida, trabalhar, viajar. Não. O miserável resolve se vingar dessa forma brutal.

Então agora, que sofra as consequências do seu comportamento maligno. Ponto final. E nem venha mencionar o fato que "todo mundo tem direito a segunda chance". Isso é para o infrator que roubou um pão pra comer, uma peça de roupa numa loja, um lápis, mas para crime hediondo não. Crime brutal não tem perdão.

Com certeza  a jovem vai levar um bom tempo para se recuperar física e emocionalmente. E tem traumas que ficam para sempre. A recuperação vai ser lenta e cheia de transtornos. 

Não vou aqui acusar os pais do tal "monstro", que alimentaram e criaram quando ele era criança, provavelmente deram educação e estudo.  Mas quando adulto, ele resolveu agir dessa forma leviana/criminosa e sabia muito bem o que estava fazendo. Tudo premeditado segundo as notícias nos jornais.

A humanidade tem que entender que não pode fazer o que quiser, e depois citar a "quinta emenda" da lei, para evitar a autoincriminação. Não.  Sinceramente, é por isso que tem horas que está tudo um caos.  São crimes hediondos em massa, violência desenfreada de forma física e verbal sem qualquer constrangimento. 

Sei não, onde tudo isso vai parar...


Marion Vaz

Atualização em 26/08

O agressor fez severas ameaças de morte contra a moça, ao ser preso. Mesmo com todas as evidências do cárcere privado e agressões físicas e emocional contra a vítima,  a justiça brasileira soltou o indivíduo nas ruas.

Boletins de ocorrências mostram que a vítima já tinha feito queixas anteriormente contra o ex-marido por maus tratos. Mesmo assim,  ele não foi detido após cometer tamanha crueldade contra a moça de 24 anos. 

Pergunto: Estão esperando exatamente o que?


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A difícil arte de engolir desaforos



Dia dos pais já é uma data difícil para mim, por vários motivos que já falei aqui no site. Mas enfim, resolvi sair um pouquinho e almoçar com as minhas duas filhas que, no caso, sofrem abandono por parte do pai biológico. E é claro que isso acontece com muitas famílias no Brasil e no mundo inteiro. Os cônjuges se separam e cada um segue o seu caminho. O ideal é que os filhos não sofram descaso, abandono e falta de recursos financeiros por conta da má conduta de um dos pais.

Felizmente no meu caso, os danos não foram piores porque eu assumi o papel de mãe/pai em tempo integral e assim passaram os anos. Na verdade, eu tive três filhas, mas só uma delas que o tal pai considera e mantém contato. Confesso que, pelo tanto que eu amo as minhas três filhas, é difícil de engolir esse tipo de raciocínio, mas pelo agir e proteção de D-us, elas cresceram, se formaram, estão casadas e cada uma segue a vida e temor no Senhor.

A pessoa em questão, o pai, teve um recente desentendimento em casa, com a esposa, filha, parente, sei lá. E do nada, resolveu descontar em mim, que no caso, nem sabia de nada até dois dias atrás. Há alguns anos ele sofreu um acidente e teve o braço amputado, a esposa ficou muito machucada também. E na ocasião, mesmo tendo sido abandonadas, as minhas três filhas se dispuseram a ajudar ele e a família do "miserê". Com o tal desentendimento recente, alguém jogou na cara dele a tal ajuda de "terceiros".

Irritadíssimo por ter que admitir o que realmente aconteceu, distribuiu desaforos para minha primeira filha, a queridinha dele, informando que, se caso ele precisasse de ajuda no futuro, não queria que eu e minhas outras duas filhas (ele citou os nomes) o ajudassem. E que tal decisão já tinha sido passada para a família dele. Inclusive que nenhuma de nós três poderia ir ao enterro dele. Beleza, não iria mesmo!

Com muita sensatez, a minha filha respondeu a altura e mostrou o quanto ele estava sendo "bab@ca" e que o mal que ele já tinha feito a elas era irreversível. Tudo isso já tinha acontecido por volta de maio/26 e só fiquei sabendo há dois dias atrás. É claro que ele pediu 1 milhão de desculpas para ela, deu presentinhos e seguiu em frente sem olhar para trás. As outras duas filhas que se danem? Que se virem para curar as feridas, a mágoa, o descaso? Porque elas ficaram sabendo de tudo e eu precisei de um tempo para digerir o assunto.

Eu fico pensando que uma pessoa que viu a morte de perto, perdeu um membro do corpo e ficou numa cadeira de rodas por meses, não devia ter aprendido alguma coisa? A ser mais humano pelo menos? Não que qualquer mudança dessa pessoa faça diferença na minha vida, mas essa arrogância, essa falta de dignidade me assusta. Enfim… cada um escolhe o caminho que quer seguir.

A arte de engolir desaforos não é para qualquer um. Tem que ter estômago. Claro que toda essa história me magoou profundamente e sim, eu queria revidar, responder, pedir satisfação... Mas resolvi entregar tudo nas mãos de D-us e pedir justiça. Afinal, quem planta tem que colher. E não é pelo fato dele frequentar uma igreja fingindo uma crença que o Eterno vai deixar de lado. Mesmo porque, não é a primeira vez que ele mesmo toma partido e ignora as próprias minhas filhas para manter a "harmonia" do casamento dele.

Engolir desaforos pode ser uma arte ou uma forma de sobrevivência, de zelar pela paz interior, pela saúde mental ou para não perder o "réu primário". Porque tem gente que não merece tanto sacrifício. 

Enfim... A vida tem dessas reviravoltas e caminhos tortuosos que temos se trilhar. Mas nem por isso podemos perder a fé, a esperança e a paz.

- "Que D-us julgue entre mim e ti".  1 Samuel 24.12



Marion Vaz



quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Café com contenda - Messiânicos contra Judeus


Sábado não foi um dia de paz em Jerusalém. A Capital de Israel e centro religioso do país acordou com confusão na rua Agrippa, nas imediações do Café Basimta. O Bistrô que tem sua localização próxima a bairros onde a população religiosa Haredi reside, resolveu abrir no shabbat.

A confusão já dura cerca de um mês, data em que o bistrô reabriu as portas. Ele funciona nos dias da semana servindo café, achocolatado, bolos e biscoitos. A clientela, na sua maioria turistas que estão em Jerusalém a passeio e moradores locais.


O administrador do café Basimta, Yoel Ben David, esclareceu que não vê problemas em romper uma tradição milenar da guarda do shabbat, mesmo porque ele segue a religião messiânica. Afirmou em redes sociais "que o local não é área para religião, e que, não há cruzes nas paredes do café". 

Para os judeus Haredim que se opõem bruscamente à abertura do Bistrô no dia santo, o shabbat,  é um "espinho no olho" e que o missionário cristão deveria respeitar a guarda do sábado e abrir suas portas ao final do dia como os demais estabelecimentos. Nem precisa discutir quem tem razão, né?



As imagens que geram polêmica na Internet mostram que policiais israelenses foram chamados para conter os religiosos e precisaram usar a força bruta em alguns momentos. Outras imagens mostram civis e turistas ridicularizando os Haredim por estarem bloqueando a passagem e perdendo a linha para impor suas objeções à quebra da lei sabática.





Com certeza, o administrador do café e sua equipe não se importam com as imagens de pessoas gritando e ofendendo os judeus religiosos como se estivessem errados. Mas eu tô indignada. 

Messiânicos e Judeus ortodoxos não vão ceder, a menos que o Prefeito de Jerusalém, Moshe Lion, interfira na situação. O bistro é ate bonitinho, aconchegante e serve um bom café. Eles fazem serviço social, arrecadação de roupas e alimentos e redistribuição com base e estilo dos textos (biblicos) no NT.

Então,  eu me pergunto: Por que Yoel resolveu criar um problema desses no shabbat? É por dinheiro? Estabilidade? Eu sei ler nas entrelinhas e a frase: "não há cruz na parede", já é uma mensagem subliminar! Concorda? E por que ele não pode abrir o café ao término do shabbat,  como os demais estabelecimentos?

Se eu pudesse opinar, diria para o café não abrir no próximo shabbat independente de qualquer coisa. Vai que o número de judeus aumenta para 10 mil pessoas? E eles nem iriam precisar falar nada, bate boca, serem humilhados ou arrastados pelo chão. Nada. Só ficar em pé nas ruas, nas imediações do Café ia ser o suficiente para virar notícia no mundo inteiro.

Mesmo porque Yoel, e se esses clientes só estão ali porque é notícia, é novidade? E como você vai pagar as contas?  As atendentes sorridentes vão trabalhar de graça? E, sinceramente,  eu acho que você vai trazer problema para os demais messiânicos que vivem em Israel. 

Cerca de 300 mil judeus ultraortodoxos vivem em Jerusalém, mantém suas tradições, suas orações e leitura da Torah. Eles guardam o shabbat e respeitam os horários como tradição milenar. 

Mas dentro do Café Basimta, um grupo de 15 pessoas/hora tomando café com biscoitos, resolveu estabelecer as novas regras do Shabbat.   

Eu me pergunto: Por que?


Marion Vaz

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Deputada e o sofá da discórdia e outras desavenças



Os vídeos que estão dando o que falar nas redes sociais não falam de amor e paz. Esta semana foi a vez de uma mulher, que tem cargo na igreja e na política, e a briga com o entregador começou por causa de um sofá. O famigerado era grande demais para entrar no elevador e o entregador resolveu tirar ele do caminho e passar com as peças menores.

A senhora achou um absurdo o pobre homem não querer subir com o sofá nas costas, sozinho escada acima. Afinal, ela tinha feito a compra e precisava do objeto. O rapaz não discutiu e começou a carregar as peças menores. A cliente se irritou e começou o bate boca. Os vídeos mostram a agressão verbal e física enquanto o entregador tentava continuar o trabalho.

Não satisfeita com aquele comportamento metódico do entregador, ela se descontrolou e de forma desequilibrada, começou a xingar e tentar agredi-lo fisicamente e o fez várias vezes. Alguém chegou e tentou apaziguar a situação. Ela não queria conversa. Começou a gritar que ele tinha batido nela, agarrou o homem pela roupa e até se jogou no chão. Quem vê a cena tem a plena consciência de que aquela pessoa precisa de terapia.

Os internautas horrorizados com o comportamento dela deram voz ao entregador, que até agora não se pronunciou, e rola desatinos nos comentários. A dona do sofá já fez vários vídeos, ora se desculpando, ora afirmando que foi agredida, ora dizendo que o diabo que aprontou essa, ora mostrando que está tomando remédio para depressão, ora mostrando que está disposta a ir até o fim para prejudicar o entregador.

Bora entender? Quem em sã consciência acorda de manhã e pensa: Vou entregar um sofá e, de quebra, vou socar a cliente? Porque em nenhum momento, a tal senhora fala o porquê do tal homem agredi-la. As imagens mostram sim, ela batendo no rosto dele, jogando pedra, perseguindo e até ofendendo o entregador.  

Eu penso: Será que ele tentou passar e ela tentou agredir ou impedir que ele retornasse com o sofá grande (já que não cabia no elevador) e aí ele se defendeu, pedindo passagem e afastando o corpo dela ou até empurrando, ou segurando no braço dela, o que no caso eu chamo de legítima defesa e aí ela tomou isso como agressão para justificar o desequilíbrio emocional? Ou os transtornos aconteceram depois do divórcio, com a mudança para o Brasil, os problemas reais? 

O que os vídeos mostram é uma pessoa completamente descontrolada, alheia, chorando e se jogando pelo chão, agredindo um entregador. E por que nenhum vizinho foi socorrê-la, já que parece que a confusão durou um bom tempo? Nenhum? Será que já conheciam os desatinos? Vamos aguardar o desenrolar da história. 

Mas a verdade é que vivemos no mundo dos absurdos, da incoerência, do disse-me-disse e de ações extremas de violência e confrontos e isso me dá medo.  Minha filha fez um post com conteúdo religioso e houve vários comentários. Alguns entenderam a brincadeira.  Outros não.  Vários comentários inapropriados,  insultos, r@cismo e até antissemitismo. Liberdade de opinião não é liberdade para ofender os outros.

O homem entrou na farmácia, invadiu o espaço do balcão e começou a insultar o atendente. E por que? Prioridade. Se ele tinha uma criança machucada e precisava de um remédio, por que ele não pediu para as pessoas na fila ceder a vez? Não!  Achou mais apropriado agredir verbalmente o atendente. E o assalariado que continuasse o expediente até o fim, como se aquele tipo de situação estivesse prescrita no contrato de trabalho.

Duas senhoras entram no ônibus e começam a discutir com o motorista. Ele parou no ponto de ônibus e não no local em que elas queriam. Daí a discussão, os palavrões, as ameaças e por fim uma delas agrediu o motorista do ônibus com a bolsa. O homem de meia idade que se conformasse com a situação e continuasse o trajeto com o coração destruído e a alma pesada. Segurança pra que, né?  Ninguém pensa em ninguém.

A pessoa entra no Uber, o motorista pede o código. Normal. A cidadã não quis dar o código. Não tinha como prosseguir a viagem e até um policial teve que intervir. O entregador chega com a pizza e é recebido com insultos e agressões físicas porque não tinha a obrigação de subir as escadas e entregar a pizza na porta do apartamento do cidadão. E assim vai...

São essas coisas absurdas que chegam pela Internet e que eu me pergunto se vale a pena consumir tanta informação, tantos vídeos (muitos deles feitos com IA) que vão, aos poucos, moldando nossa consciência, comportamento e nosso status de Homo Sapiens.


Marion Vaz


domingo, 12 de julho de 2026

Portas, janelas e brechas


Interessante essa nossa mania de proteção da alma. Diversos conteúdos na internet direcionados ao bem estar do ser humano, nos impulsionam a cuidar do corpo, coração e alma. E isso é importante mesmo. Vida e comida saudável, entretenimento, viagens, bons relacionamentos e paz de espírito. 

Todos os post nos levam a acreditar que somos únicos, mas também mortais. Somos belos e fortes, mas precisamos nos cuidar. Somos impulsionados a correr atrás dos sonhos, a buscar a felicidade nas pequenas coisas da vida, falam que sorrir embeleza o rosto e a alma. 

E eu concordo com essa linha de raciocínio que molda o nosso dia a dia para enfim, fechar as portas, janelas e brechas pelas quais a tristeza, o desespero ou a insensatez possa entrar. Porque se o corpo precisa se alimentar, a alma também. Se a alma precisa de paz, o espírito precisa de Deus.

E se Deus está presente em cada cantinho da casa, as brechas estão fechadas para o inimigo. Porque às vezes, não precisa de uma porta aberta para ele entrar e bagunçar tudo, apenas uma pequena brecha. 

Então vasculhe a casa, o coração, a mente, a alma para bloquear o mal, a seta da ingratidão, a dor do desespero ou até mesmo, aquele sorriso de inveja de alguém.  Porque é certo que o mal pode chegar disfarçado em bem, em presentes, em convite.

Já reparou que uma rachadura na parede tende a aumentar com o tempo?  Que às vezes é preciso mais do que uma massa reparadora? Que é preciso derrubar os tijolos e fazer tudo de novo? A tendência humana é sempre usar retalhos, pequenos reparos, confiar demais e esperar mudanças a longo prazo.

Que este texto sirva de reflexão, mas também de mudanças na vida emocional e espiritual.


Marion Vaz 


Ps. Imagem da Google




segunda-feira, 6 de julho de 2026

E lá se foi o Hexa!


Para dizer a verdade não sou muito fã de futebol e também não fico torcendo para time nenhum. Gosto de esportes como vôlei de praia ou no campo, basquete, amo de paixão qualquer apresentação ou ginástica artística, mas futebol não. Mas era Copa do Mundo, Brasil tentando ir para as oitavas de finais e todo mundo torcendo para que o Hexa virasse realidade.

Brasil X Noruega deu o que falar nas redes sociais e era um Meme mais engraçado do que o outro. Fiquei até com pena do jogador "marrento" da Noruega que foi alvo das piadas o tempo todo. E brasileiro é assim mesmo, irreverente, brincalhão e cheio de energia como ele só. E foi zoação o tempo inteiro. 

Os pobres jogadores da seleção brasileira, que de pobreza não entendem nada (risos), entraram em campo com aquela carga enorme de responsabilidade nos ombros. Despreparados ou não, começou o corre-corre, os erros nos passes, perdemos um pênalti de bobeira, e bola vai, bola vem, o jogador "famoso" dos Memes perdeu o gol bem na cara do goleiro da Noruega.

E o povo brasileiro sentindo aquele sufoco para obter um mísero gol, nem que fosse pra gente pular e renovar as esperanças. E a Noruega embelezando as jogadas, marcando pesado e correndo como atletas que são mesmo.  E Haaland, deu o troco aos Memes da semana. E fez bonito em campo.

A torcida brasileira delirando nas casas, bares, shopping e ruas com bandeiras, gritos e cerveja querendo um gol, só um, por favor. Deu vontade de entrar em campo, pegar a bola com a mão e jogar dentro da rede e dizer: Entendeu agora! Ai, entrou o craque da vez e sem moleza fez o primeiro gol. Mas já era tarde demais.

Em poucos minutos o juiz deu por finalizado o jogo e os "meninos de ouro" do futebol brasileiro fizeram feio discutindo e querendo briga com todo mundo.  E o Brasil num silêncio mortal. Não houve nada, nem barulho de fogos, nem comemoração, nem discussão. Apenas aquele sentimento de perda. 

Alguns jogadores brasileiros fizeram uma encenação de tristeza como se o salário deles não fosse cair na conta bancária.  E como brasileiro não perdoa, os Memes dessa semana são para zoar a nossa seleção. 

E o sonho do Hexa foi prorrogado.


Marion Vaz




sexta-feira, 3 de julho de 2026

Isaque - O Filho da Promessa e seu legado

 


Existe uma diferença entre legado e herança. E Isaque como filho da promessa herdou de seu pai Abraão, bens materiais, animais, servos e servas. Ao sair de Ur dos Caldeus, Abraão tinha uma missão: herdar uma terra que ele mesmo nem sabia onde ficava (Gênesis 12.1-2).

O Eterno D-us não mediu esforços para abençoar Abraão, cujo destino era desenhado no passo a passo das pegadas no território, que mais tarde seria conhecido como terra de Israel. A fé, a comunhão com o D-us único, a adoração por altares, a obediência a voz do Eterno foram legados que o pai passou para o filho.

Isaque tinha consciência dessa herança espiritual que o conduziria durante toda a sua caminhada, por um território que seria herdado por seus descendentes. Jacó, também não ousou duvidar das palavras do Todo Poderoso e creu nas promessas que ouviu do pai.

A nação de Israel é hoje uma potência mundial que caminha a passos largos para as conquistas de seus ideais. A história e o legado de Abraão, Isaque e Jacó são lembrados nas festividades, nas tradições e nos costumes de sentar à mesa com os filhos e repassar para eles, os decretos do Eterno.

Isaque herdou promessas que o pai conquistou pela obediência e no D-us que lhe apareceu, estando ele ainda na terra dos caldeus. É no texto bíblico de Gênesis que lemos a história e trajetória desses três patriarcas. Em Hebreus 11 lemos a confirmação dos fatos num texto mais teológico, e assim podemos entender a essência da fé, que fez até cair dos muros de Jericó na conquista do território  (vs 30; Js 6.20) e remove montanhas até os dias de hoje.

Entendemos que o legado espiritual é "um conjunto de valores, fé, princípios morais que uma pessoa transmite para outras gerações".  Estes princípios vão determinar o código de conduta para a vida toda, e serão decisivos na hora de se enfrentar um problema, uma adversidade, assim como aconteceu com Isaque (Gn 26.15).

O legado de Isaque para as gerações futuras é atemporal. Assim como Jacó, que ousou lutar com D-us e com os homens e prevaleceu tornando-se Israel. Jacó e seus filhos formaram as tribos de Israel que no decorrer dos anos venceram batalhas físicas e espirituais, não só para conquistar um território, mas para nos dar hoje a crença no D-us Todo Poderoso. O Judaísmo é conhecido hoje como uma das maiores religiões no mundo inteiro. 

Os textos bíblicos são riquíssimos em fatos históricos, arqueologia, tradições e ensinamentos, não só no campo espiritual, mas também social e vida civil. Somos co-herdeiros de promessas e desse patrimônio, dessa fé.


Marion Vaz


domingo, 21 de junho de 2026

Mulher de Jó - Uma mulher enferma na alma



Hoje refleti sobre uma história bíblica que fala de uma mulher vivenciando um dos períodos mais tristes de sua vida. A maioria das pessoas lê a Bíblia todos os dias, mas poucas se detém nos detalhes de um texto. Quando se fala da história de Jó e todo o seu sofrimento, a mulher deste homem recebe um feedback negativo quando se revolta e expressa a seguinte frase: Amaldiçoa a D-us e morre! (Jó 2.9)

Jó, um homem próspero e abençoado pelo Eterno, começa a perder tudo. Ele perdeu seus filhos, os bens, a saúde, os amigos e parentes. O texto bíblico afirma que seu corpo foi coberto por uma chaga maligna. Imagine a dor e sofrimento físico além da dor pessoal de ter que enterrar todos os seus filhos? 

A mulher de Jó que acompanhou todas as perdas e assistiu o sofrimento do marido não vê solução para aquela situação. Ela também está ferida na alma, a dor insuportável, o choro constante, o desespero toma conta dos pensamentos. E assim ela chega a conclusão que a morte do marido era a única saída. E proferir uma blasfêmia foi um alívio naquele momento. O marido recrimina: Você fala como uma louca! Receberíamos o bem de D-us e não o mal?

Na verdade, toda aquela desgraça foi permissão de D-us para testar a fé, o amor e a devoção de Jó. Mas para a mulher, que não tinha tanta intimidade com o Senhor, era só castigo. Até  os amigos de Jó o culparam por tal adversidade.

Mas voltando para a reação da mulher, não é difícil entender o que ela estava passando, como estava ferida na alma e sem qualquer discernimento. Esgotada emocionalmente, ela resolve descontar tudo em D-us. E não é diferente nos dias de hoje. Somos surpreendidos por algo e logo pensamos em orar. E quando a resposta demora, perdemos a esperança.

Mas você reparou que no texto sagrado não há nenhum tipo de vingança por parte de D-us? Ele vê a indignação da mulher e não retribui a ofensa. Ele olha e vê uma mulher frustrada, infeliz e destruída emocionalmente. 

A primeira lição espiritual do texto é que D-us sabe. Ele conhece as nossas dores, a nossa fraqueza, o desânimo e a dor que insiste em sufocar o coração. Ele vê o choro constante, o sorriso forçado e o silêncio pedindo socorro. Ele te vê, te entende e tem uma benção para tua vida.

No desenrolar da história Jó é abençoado por sua fé inabalável e o Senhor restitui todos os seus bens, multiplicando a perda. E a mulher que estava ao seu lado também vai fazer parte dessa nova história. 

O texto bíblico não fala se ela se arrependeu depois ou se pediu perdão por suas palavras, mas o fato é que ela não foi ignorada pelo Senhor. A Bíblia não cita o nome da mulher de Jó, mas faz referência às 3 filhas do casal (Jó 42.14,15).

E a segunda lição espiritual do texto é que D--us resolve. Ele tem poder para reverter qualquer situação. O processo pode estar em andamento, então não desista. Confia Naquele que pode todas as coisas. Ele é fiel e justo para te abençoar.


Marion Vaz

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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Gramado - Uma Cidade Mágica

 






Gramado requer uma pausa no corre-corre da vida para vivenciar experiências maravilhosas. E tudo lá é lindo! Não dá vontade de voltar para casa e para a rotina. A cada passo um espaço novo, colorido de flores e parecem brotar o ano inteiro.

Circular pela cidade te leva a um destino mágico, com hotéis, cafés e lojas em estilo único como se fosse uma cidade cinematográfica. Não tem como ficar alheio a tanta beleza. E você pode caminhar sem pressa, atravessar as ruas sem semáforo como se flutuasse nas nuvens. 

A rua Borges de Medeiros pode até ser cara em alguns pontos, mas vale a pena desfrutar de um bom café, uma pizza ou um almoço. O Fondue é uma marca registrada de Gramado e tem descontos em alguns sites. Guloseimas mergulhadas em queijo derretido te dão a sensação de prazer, a carne dourando bem na sua frente e pra terminar nada como doces em chocolate quente.




Nesta visita fui à Fábrica Cristais de Gramado e me encantei com a produção, a história e flexibilidade do vidro e suas diversas formas. 


O Le Jardin é um parque de flores e imensos jardins que ao caminhar é obrigatório respirar o ar puro, a sensação de liberdade e aquela pausa da vida de cidade grande. Gramado tem muitos atrativos, parques e locais de lazer e entretenimento.




O clima varia de acordo com os meses do ano e sim, 10 graus dá para os cariocas aguentarem se estiverem bem agasalhados. Um par de luvas te protege do frio cortante. E para chegar em Gramado tem que aterrissar no aeroporto de Porto Alegre e depois seguir de transfer, uber, ônibus ou Blablacar. 

Para minha alegria não choveu e deu para aproveitar minha estadia de 4 dias e rever lugares ícones como a Rua Torta, a Fonte do Amor Eterno, a Catedral, Rua Coberta e o Lago Negro.  Outros locais de atração podem ser reservados pelo site oficial da cidade.

Gramado deixou saudades no coração e a certeza que preciso voltar para aproveitar mais. 


Marion Vaz


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Invisibilidade



Cada Super Herói tem uma ou mais capacidade de exibir seus poderes. É com esses poderes que eles combatem o crime, a maldade e ajudam as pessoas. Nas histórias infantis são definidos por suas cores, capa, carros e atitudes em relação ao mundo externo. Todos nós já lemos histórias em quadrinhos e tivemos um super herói preferido.

E quem nunca desejou ter um desses poderes para enfrentar os problemas da vida? Enfim, mitologia e criatividade à parte, existe uma capacidade hoje em dia, que todos nós desfrutamos: a invisibilidade. E por mais que estejamos online o tempo todo, compartilhando ideias ou amontoando emojis para engajamento, somos invisíveis a olho nu para a maioria das pessoas.

Porque na verdade, a pessoa pode ter 1 milhão de seguidores, mas o logaritmo das redes sociais só vai encaminhar ou repostar para um determinado número de pessoas. Existe uma margem de compartilhamento para não sobrecarregar o Sistema. E isso é o ideal mesmo.  Então, essa capacidade virtual de alcance só vai acontecer se a pessoa investir em propaganda comercial.

Mas, a invisibilidade do post de hoje tem seu impacto maior fora das redes sociais. Estamos tão acostumados ou viciados, na telinha do celular ou computador que não nos damos conta do que acontece ao redor, ou de quem estamos esquecendo e pondo de lado só para se manter conectado.

E sim, todos nós alcançamos o status de pessoa invisível dentro de casa, no carro, no transporte público, na rua, no supermercado, nos hospitais e se der bobeira, até na faixa de pedestre.  Eu reparei isso quando estava no metrô outro dia. Quando eu entrei, achei que todos os lugares estavam ocupados e fiquei em pé. Pelos menos três pessoas que entraram em estações diferentes depois de mim, se direcionaram para os assentos vagos. 

E ninguém prestou atenção em mim para me indicar o assento vago. Estavam todos literalmente presos à tela do celular. Eu até ri depois de mim mesma.  Pessoas completamente alheias ao tempo real, conectadas ao mundo da fantasia. Podia acontecer qualquer coisa ali, que ninguém ia notar.

A invisibilidade também se revela na quantidade de emojis que preferimos dar nas postagens, ao invés de fazer um comentário mais pessoal para demonstrar interesse no assunto.  Seja em forma de coração, palminhas, abraços ou carinhas, a nossa comunicação se resume em segundos de atenção. 

Isso é horrível!  Porque o ser humano deixou de se envolver,  de se comunicar verbalmente, de enxergar o outro. A pessoa simplesmente te ignora para ficar com os olhos fixos no celular. E eu já fiz esse teste. Fiquei alguns minutos parada, do lado pessoa, em silêncio, olhando para ela, esperando que me notasse. Foi decepcionante.

Mas acredito que ainda existe uma solução para a invisibilidade. Precisamos reaprender a conversar, a abraçar sem motivos, olhar para alguém, elogiar a roupa, o perfume, sei lá...  Estar mais presente na vida, compartilhar os mesmos interesses, rir, brincar, antes que tudo vire apenas fotos antigas. 


Marion Vaz


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Impacto e redirecionamento


Eu reparei que tenho marcado ponto contínuo nesta questão de mudanças, de rever critérios e melhor qualidade de vida. Mas o post de hoje tem sua lógica numa festividade judaica. Ba Omer é mais do que uma comemoração. A história de Rabi Akiva tem um redirecionamento a partir de uma observação simplória.

Questionado sobre a necessidade de estudar a Torah, ele observa uma pequena fenda em uma pedra, moldada por gotas de água que caíam continuamente. E o ensino judaico tem esta questão de filosofar sobre algo que é capaz de influenciar a vida do homem. Então, Akiva resolveu se envolver no estudo ciente de que, mesmo com suas limitações, as palavras da Torah iriam entrar em sua mente.

Um ditado popular aqui no Brasil diz que "água mole, pedra dura, tanto bate até que fura" e praticamente foi isso que aconteceu naquela paisagem, que Rabi Akiva observava.

O interessante, na verdade, é que,somos influenciados por aquilo que vemos e ouvimos, e a frequência desses impactos vão direcionar nossos passos, nosso destino. Para Rabi, a persistência no aprendizado foi benéfica e ele se tornou um dos maiores sábios da histórica judaica.

E a festividade Ba Ômer em Israel e comunidades judaicas em todo mundo traz alegria, recordação e também esta reflexão sobre a vida e perseverança diante dos obstáculos. Ao imaginar as gotas d´água caindo sobre a rocha, pensei no tempo de exposição, de impacto, de mudança.

Se olharmos mais além, ou ao redor, podemos sim impactar outras vidas, mudar destinos ou contornar situações. Talvez não seja a curto prazo ou precise de mais esforço, de unir forças a terceiros, de envolver e abraçar causas. 

O tilintar das gotas caindo continuamente pode definir ao longo do tempo, não só uma brecha, mas mudanças consideráveis que vão transformar as gerações futuras.


Marion Vaz



sábado, 2 de maio de 2026

Curitiba e seus encantos

Idade avançando e gente procurando o que fazer para melhorar a qualidade de vida. Com certeza, viajar está nos planos há algum tempo. E gente pra fazer parte da loucura não falta. No final de semana passado fui com as minhas duas filhas para um cidade que, particularmente, queria muito conhecer.

Curitiba tem encantos mil e lugares lindos para conhecer e fotografar. Além dos famosos "cartões postais" da cidade, há parques e jardins, praças e cantinhos mágicos que a gente não podia deixar de ver. Passeios e viagens em família faz parte da minha rotina aos 6.4 de idade, porque eu decidi colecionar memórias. Não só para mim na mente e no coração das pessoas que eu amo.

E quando a gente eterniza esses momentos e compartilha as imagens nas redes sociais, acaba influenciando a vida de outras pessoas que também sonham e precisam vivenciar tais experiências. E sim, eu acredito que posso contribuir para melhorar o mundo ao nosso redor.

Alguém pode perguntar: você viaja por que tem dinheiro? A resposta: Não.  Eu viajo porque eu faço dívidas! (Risos)

O Jardim Botânico de Curitiba é de tirar o fôlego. Lindo em toda a sua extensão e com flores cobrindo o chão e uma passarela no meio para você transitar. A estufa de vidro guarda uma sensação de paz e harmonia com plantas de todos os tipos. O jardim das 4 Estações te conduz pela estrada do ano e cada plantação adequada. Mais adiante, passeamos pelo jardim das sensações onde você pode tocar nas flores plantas e sentir o aroma e a textura.




Um cantinho mágico para tomar um café e desacelerar é o Bistrô Per Tutti. Que ambiente acolhedor! Mas Curitiba também tem shoppings e outros locais como a Confeitaria da Família com a famosa torta Marta Rocha, que eu fiz questão de experimentar.  Biscoitinhos confeitados são tradicionais da Confeitaria Vovó Elza, bem no centro da rua XV de novembro. E se você é apaixonado por livros como eu, livrarias e brechós estão por toda a parte. E o famoso Bondinho da Leitura com exposição permanente também na XV de novembro.








No roteiro não pode faltar uma visita à Ópera de Arame e seu bistrô, a Rua da Música, o Museu de Neymer Meyer e a Torre Panorâmica. Para visitas mais longas agregar os imensos parques com muito verde e locais para descansar. 

O passeio no Ônibus de Turismo custa apenas 50 reais e nele você passa pelos principais pontos turísticos e outras novidades. Pode descer, aproveitar o momento e pegar o próximo ônibus. Eles têm intervalo de cerca de 30 minutos. O ponto de partida é na rua 24 horas - uma elegante passarela de lojas, bistrô e restaurantes. 







Um pôr de sol deslumbrante é no Parque Tanguá.  As águas verdes do Parque Unilivre trazem tranquilidade em meio a cidade. O Parque Tingui é uma imensa área que se pode caminhar. O Parque Barigui e suas capivaras te transportam para outra dimensão.  Se estiver lá no domingo vá à Feira do Largo. Prove um pouquinho do ambiente e seus sabores.





Curitiba transmite paz e uma calma no dia a dia para desacelerar os passos. Uma cidade moderna e cheia de vida, que mantém sua história em cada cantinho. Ela relembra o passado, com os pés no chão, no presente. A qualidade de vida dos seus moradores é inegociável. 


Marion Vaz