domingo, 1 de agosto de 2021

Descomplicando a vida


De tempos em tempos a gente se depara com alguma situação que, embora desagradável, acaba se tornando engraçada. E por vezes, as frases são inseridas no nosso vocabulário como recordação ou algo que nos impulsiona na direção certa. A frase: "Me disseram", por exemplo, coloca em dúvida alguma coisa que se tem por certa. E passou a ser uma brincadeira entre minhas filhas e eu. Se a gente quer ter certeza de algo, uma de nós sempre pergunta: É verdade ou me disseram?

Aconteceu quando minha filha era pequena e queria comer um cachorro quente que estava sendo vendido numa barraquinha aqui na rua. Ela veio toda satisfeita falando do que poderia vir no tal cachorro quente e no final da frase ela insistiu: Me disseram! Só que quando ela chegou com o lanche, não tinha nada além de pão e salsicha. Na hora eu fiquei irritada, com o tempo aprendemos a investigar melhor as coisas. Mas a zoação dura até hoje. 

No ano passado tive um problema com a porta da frente. A chave quebrou dentro do miolo e eu, sinceramente, não quis observar melhor o que poderia ser feito para resolver o problema. Era sábado e chamei o "Chaveiro da Praça". Expliquei o acontecido por telefone. A visita estava em torno de 30,00 reais e a troca do miolo ficaria em 60,00 reais.  

Mas o meu desejo era de trocar a porta por uma nova devido às complicações que aquela apresentava. Já tinha visto o preço, o tipo de porta e a loja pra comprar e aquele incidente me pegou de surpresa. Então pensei que trocar o miolo resolveria até o mês seguinte.

Mas quando o sujeito chegou lá em casa, mal olhou pra mim e foi logo dando marretada na porta pra tirar a fechadura toda. Eu queria falar mas ele não dava atenção. Deu dois porradões na porta e arrancou a fechadura e com ela nas mãos, falou alto: Está quebrada! Tem que trocar!

Eu fiquei parada olhando aquela situação sem saber o que fazer. Mas era só o miolo! Pensei. Ele falava alto e mexia na porta velha como se estivesse fazendo algo importante e com aquela cara de pau me avisou: Uma fechadura nova fica por 180,00 reais! Oi? Como assim? Parecia uma cena de filme. Ele me olhou e logo avisando: Se quiser eu coloco de novo no lugar. Deu mais dois porradões na porta tentando enfiar a fechadura no buraco.

Hoje, eu fico rindo da situação. O cara parecia louco, nada profissional, não se identificou, não me deu boa tarde e para falar a verdade, não sei nem o nome da criatura. Eu queria raciocinar mas ele não deixava.  Só um instante! Falei alto também. A porta é velha e eu estava pensando em trocar e gastar 180,00 reais numa fechadura é muito caro. Ele arregalou os olhos e falou alto:

- Tem que fazer, tem que fazer! E ficou repetindo esta mesma frase sem parar.

Como eu me mostrei indecisa ele baixou o valor para 150,00. Eu daria uma entrada de 60,00 reais e na segunda-feira  ele viria trocar a fechadura. Moral da história? Eu ficaria com a porta aberta por mais de 48 horas!

- Tem que fazer, tem que fazer! Repetiu o homem ao receber o dinheiro. E foi embora sem olhar para trás.

No domingo, com a cabeça mais leve, entrei no site da Google para saber o preço de uma fechadura nova. Respirei fundo. Menos de 50,00 reais. E o miserável me cobra três vezes mais do que o valor real? Nem morta! E a tal da porta nem merecia! Respirei fundo de novo e resolvi trocar a porta. Mandei recado avisando que ele não precisava mais vir e fiquei no prejuízo mesmo. E o "chaveiro da praça" perdeu a cliente.

Não que eu queria julgar as pessoas, mas temos que analisar os fatos, rever situações e achar "um meio termo" que nos facilite a vida. Todo mundo deve valorizar seu trabalho, fato. Mas também temos que agir de forma justa e sem dar prejuízo a outras pessoas. Meu pai dizia uma frase interessante: Malandro demais se atrapalha! 

O certo é que nessas horas a gente tem que ter a mente como uma engrenagem que nunca se deixa travar. E o bom de tudo isso é que o Tem que fazer virou um lema que sempre nos impulsiona a agir, a mudar, a conquistar algo.


Marion Vaz


Eu não sou deste mundo

Lidar com as diferenças é algo que a gente tem que aprender no dia a dia. A cada manhã iniciamos o dia com aquele ponto de interrogação na testa: O que tem pra hoje? E lidar com cada indivíduo e suas neuroses é intimidador. E lá vamos nós entrando no mundo alheio, vagando pelas vielas mal iluminadas que testam a nossa paciência e por vezes, quando queremos fugir o portão de saída está bloqueado.

Eu queria gritar! Eu queria correr! Só não queria ter que apenas sorrir e me iludir: Tudo bem, as coisas são assim mesmo, vai com calma, amanhã é outro dia... 

Mas eu fico aqui pensando que o normal dos outros me afeta, me cansa, me atrasa, atropela os meus sonhos e eu, sinceramente, estou muito cansada de ter que aturar uma infinidade de maluquice, só porque o outro ser humano se sente feliz em viver deste ou daquele jeito.

Sempre tive curiosidade de saber porque Jesus disse: "Vós não sois deste mundo" - OK. Eu sei que a Teologia tem suas explicações no âmbito espiritual para o tal versículo.

Mas com certeza é assim que eu me sinto agora, ou isso, ou eu estou inserida no contexto errado. Porque as diferenças são gritantes! E não tem nada de preconceito. São as escolhas de vida, de lazer, do dia a dia mesmo com as quais eu tenho que conviver. Eu sei. Todo mundo tem direitos outorgados por lei. Eu entendo. Sério! 

Mas porque eu tenho que fazer parte disso tudo também? Por que eu tenho que ouvir as mesmas músicas (que no caso são apenas barulhos estranhos)? Por que eu tenho que sentir o cheiro do cigarro deles? Por que eu tenho que ouvir os latidos dos cachorros deles? Por que eu tenho que acordar cedo num dia de sábado e ouvir aquela conversa fiada bem embaixo da minha janela? Sem falar da fumaça do churrasco, dos palavrões, da falta de sonhos e planos irrealizados! 

Então, a louca sou eu? Ou eu estou no lugar errado, na hora errada, no ambiente errado e até no país errado? Ou será que o Todo Poderoso está testando a minha paciência? 

Sinceramente, se eu olhar para traz e mentalizar as vezes que tive que abrir mão de algumas coisas só porque os "outros" resolveram inundar o meu dia com suas "escolhas", dá pra entender o meu desespero. Parece até que as coisas giram lentamente ao meu redor e se repetem num círculo vicioso, enquanto o tempo passa pra mim e as minhas escolhas vão se desfazendo como se não tivessem valor algum. Eu sou o "ET" no mundo dos humanos.

E do nada me vem aquela sensação de sou responsável pelas minhas escolhas. Elas não funcionam sem mim. E que independente do entorno e do que os outros escolherem para suas vidas, eu decido o que sou, o que quero ser, o que vou fazer e pra onde ir! E isso me basta! E eles podem continuar nesta vidinha, porque eu vou seguir em frente! 


Marion Vaz


terça-feira, 22 de junho de 2021

Piquenique Online? Alguém já ouviu falar nisso?


Ontem minha neta chegou da escola com uma novidade! Vó, minha amiga e eu vamos fazer um piquenique online! Oi? O que é isso? Perguntei surpresa. Você vai ver! Respondeu a garotinha de 7 anos. Quando chegou a tardinha a amiga dela ligou avisando que estava aprontando tudo para a tal brincadeira. Cada uma na sua casa, telefone em vídeo chamada e lá estavam as duas sentadas nos quartos conversando animadamente e lanchando. Achei super interessante.

Fiquei na sala lembrando do tempo de liberdade que se tinha, dos encontros em família sem as benditas máscaras e todas as vezes que fomos passear na Quinta da Boa Vista aqui no Rio de Janeiro. As crianças correndo, adultos sentados na grama conversando e sim aquele piquenique da hora.

Quando toda esta confusão de vírus começou e o medo era nosso companheiro constante, era difícil imaginar que voltaríamos à integração social. Passando de largo pelos vizinhos e conversando o menor tempo possível, ficamos tão solitários! Eu me lembro que fiquei temerosa quando as aulas retornaram e o aquele período de 4 horas e meia me deixava numa espera angustiante. Até hoje, a mochila, lancheira, cadernos, livros e estojo de lápis são pontualmente desinfectados no momento em que minha neta chega em casa.

Lavar as mãos e o rosto são atitudes obrigatórias e com certeza o uniforme vai direto pra máquina de lavar. Confesso que é algo desconfortante este ritual diário. E este padrão de aumento dos casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus no país é algo que ainda tira o sono. Como podemos sobreviver quando há óbito de mil pessoas por dia? Alguém podia mesmo ter arranjado tempo para responder a um dos 57 emails da Pfizer. Mas enfim... O jeito mesmo agora é continuar a se proteger e evitar aglomerações. 

Mas a novidade do piquenique online me deixou mais leve, bom saber que as nossas crianças que vivem nesse caos ainda tem criatividade e usam a imaginação para contornar a situação.


Marion Vaz 

 

domingo, 20 de junho de 2021

Enfim... Vacinada! Já posso morder?

Eita Brasil engraçado! Acreditem que a vacinação aqui no Brasil começou numa lentidão só. Tem, não tem, sobrou um pouquinho pra segunda dose. Ichiii! Acabou de novo. Vacina um, vacina dois, grupo especial e a gente aqui, esperando, esperando a vez. E sempre aquela dúvida no discurso: Vacinar pra que? O País não pode parar e etc! Então... Nanani, nanana... do nada, começou a antecipação do calendário de vacinação contra a Covid-19. Que bom que logo chegou a minha vez. Vacinada e pronta pra morder! 😅


Brincadeirinhas à parte, fica aquele ponto de interrogação sobre os efeitos da vacina, sua eficácia e os perigos que ainda permeiam a nossa vida com as tais variantes do Coronavírus. Sigo em frente respeitando as normas de distanciamento, o uso de máscaras e álcool em gel, limpeza da casa e objetos pessoais. Nunca se sabe.

Engraçado mesmo foi o ti ti ti que rolou na internet sobre as provocações do prefeito do RJ Eduardo Paes e o Governador de São Paulo João Doria sobre quem vacina mais! Uma briga do Bem que acabou beneficiando a população. Haja braço pra espetar! 

Sobre os efeitos colaterais posso afirmar que dói. Passei o resto do dia com o braço doendo, um mal estar no dia seguinte, moleza no corpo, mas nada que qualquer aspirina não resolvesse (risos).

Mas enfim... Aguardando a segunda dose em agosto e creio que vai dar tudo certo. E pedindo a Deus para que todos os brasileiros possam ser abençoados também.


Marion Vaz

sábado, 22 de maio de 2021

Não sei mais o que é normal

Parece que tudo virou de ponta cabeça. Realmente, não sei mais o que é normal. Desde pequenos recebemos todo tipo de informação, seguimentos religiosos, conduta moral, tratamento social. Não importa o tipo de família onde se nasceu. Tem sempre alguém disposto a te ensinar a ser uma pessoa melhor e a se cuidar: Não falar com estranhos. Seja paciente. Respeitoso. E não tem nada de errado nisso.

O mundo precisa de gente, gente. Pessoas justas e com sangue correndo nas veias. E neste período de pandemia percebi mudanças significativas no trato, na fala, no modo de se olhar alguém. Talvez seja esta insegurança que o vírus traz, de não se saber ao certo quem está doente ou não, que acaba nos deixando mais sensíveis. Porque pensamos que talvez nunca mais vamos ver aquela pessoa, ou, quem sabe, se formos mais gentis viveremos mais.

Outro dia, estava parada num ponto de ônibus com uma bolsa pesada de mercado. Mal conseguia respirar. Apoiei a "dita-cuja" no chão e fiquei esperando. O ônibus veio e como de costume fiquei pra trás. Um senhor com seus 60 anos me olhou e me deixou passar a frente dele. Na hora de descer, uma senhorinha com mais de 70 anos tentou me ajudar com a bolsa. Falei: Não precisa. Está pesada! - Imaginei que seria muito pra ela. A mulher insistiu em me ajudar respondendo: Tudo bem, eu sei como é isso. Sorri, agradeci e segui meu caminho. 

No início da contaminação por Covid-19 ficávamos apreensivas até mesmo se deveríamos dar um simples bom dia. Aquele medo apavorador nos afastava dos outros. Deixamos  de ser humanos por muito tempo. À medida que o tempo passou e a contaminação piorou, muita gente se foi. Perdemos amigos, conhecidos e parentes. Choramos por alguém que nem conhecíamos pessoalmente. Ficamos sós. Confinados em pequenos cômodos. Não deixava nem minhas filhas saírem no quintal embora que não desse pra ver o mundo do terraço. Lembro-me do primeiro dia que pude ir a um shopping depois de meses trancada em casa. A sensação boa de liberdade se confundia com o medo de olhar para alguém. 

O nosso normal foi sendo traçado como uma teia de aranha. Ficamos presos, soltos, presos novamente e quanto mais nos mexíamos maior o perigo. Mas enfim, perdemos o medo. E saímos na rua hoje com nossas máscaras no rosto, as mãos higienizadas, nosso álcool em gel na bolsa e trocamos de roupa ao chegar, enfrentando nossas incertezas mas olhando cara a cara para quem está à nossa frente. Enxergando no outro, outra pessoa. Alguém que sofre das mesmas dúvidas, da solidão, do desconforto. Respeitamos as regras, os espaços pré determinados. Sorrimos mais com os olhos, falamos com as mãos. Damos preferência à vida. Somos solícitos e mostramos carinho com um desconhecido. 

Seria esse o nosso novo normal?

 

Marion Vaz

terça-feira, 18 de maio de 2021

Até aqui nos ajudou o Senhor

De vez em quando eu me apego a um trecho da Bíblia e fico incomodada até entender ao certo, o que ele realmente quer dizer. Esta semana foi a vez de 1 Samuel 7.12. Ebenézer que em hebraico quer dizer: Pedra de Ajuda, também é nome de uma aldeia de Efraim (4.1). Lugar em que a Arca da Aliança foi tomada e levada pelos Filisteus depois de derrotarem Israel. Após sete meses e inúmeros problemas que feriram os reis e a terra dos filisteus, a Arca foi devolvida ao povo de Deus. 

Aquele período de paz não duraria muito e enfim os filisteus afrontaram novamente, porém foram derrotados. O profeta Samuel levantou um altar colocando uma pedra como memorial, um marco entre Mizpá e Sem, afirmando ao povo: "Até aqui nos ajudou o Senhor."

Interessante notar que "aqui" é um advérbio de lugar, indica um local, um território, uma determinada região que deveria ser lembrada. E como em toda história bíblica do povo de Israel em que personagens edificaram um altar ao Senhor, ali surgiu uma cidade: Jerusalém, Beit El, Beer Sheva. Em outros textos, o altar marcava a passagem do povo, uma vitória, uma aparição angelical. O certo é que erguer um altar ao Senhor significava comunhão, gratidão e fé nas promessas do Eterno.

E este termo "até aqui" não implica em retenção da benção daquele momento em diante. Não. O Senhor não parou de abençoar o seu povo. Contextualizando Samuel disse ao povo: Deus nos trouxe até aqui para nos abençoar. Porque é isso que se trata o texto. Em consequência dos pecados dos filhos de Eli a Arca da Aliança foi tomada e Israel perdeu a guerra. Mas naquele dia não, Deus havia estabelecido aquele episódio para dar a vitória que o povo precisava, a restituição da Aliança (ver 7.4), a devolução das cidades (14) e a paz com os povos vizinhos.

A lição espiritual que o texto traz é que muitas vezes somos abatidos por causa dos nossos próprios erros, porque não vigiamos, não nos incomodamos com a verdade. É muito mais fácil administrar o pecado como fez Eli em relação aos seus filhos, do que admitir o erro e corrigir. Às vezes, sofremos porque os pecados alheios respingam em nós. E muitas das vezes compactuamos com os erros e fingimos que não estamos entendendo o que está acontecendo. Foi preciso perder algo precioso (a Arca da Aliança) para que o povo decidisse por servir só ao Senhor.

Independente das nossas escolhas o Senhor continua a nos olhar, a esperar, a mover as águas a nosso favor. Ele continua fiel às promessas que fez. Que cada um possa olhar para dentro de si e buscar no que realmente tem desagradado a Deus e se corrigir, a fim de que a ajuda do Senhor chegue em tempo. 


Marion Vaz

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Lives e seus contratempos - proselitismo com judeus? Para com isso!

 


Aline Szewkies - Guia de Turismo em Israel

Admiro esse povo que vive postando vídeos nas redes sociais. Tem muita informação, imagens e uma série de depoimentos que alimentam a alma. Estava aqui, quietinha  no meu quarto para ver a live da querida Aline, uma guia em Israel. Quem me conhece sabe dessa minha admiração pelo povo e cultura judaica. Não tem como comparar esse sentimento com qualquer outro país. Então eu sigo muita gente que posta imagens e vídeos de Israel. Amo de paixão! E em muitos de seus vídeos Aline nos surpreende com assuntos relevantes sobre a Terra Prometida e principalmente sobre Jerusalém, minha cidade do coração. Quem quiser assistir ao canal é só clicar aqui. Os vídeos são bem interessantes e tem milhares de visualizações.

Então, como eu disse, quem faz live sempre vai se deparar com algum tipo de contratempo, principalmente quando a live é sobre perguntas e respostas. E pode acontecer com qualquer um, mas o que me chama atenção, não só em lives como em comentários de blog ou páginas de redes sociais relacionadas a Israel e cultura judaica, são os chamados "crentes" interferindo a cada segundo para propagar a mensagem do Evangelho, falar de Jesus como Messias, afirmações do tipo Jesus vem breve, e uma série de outras expressões que fogem do tema proposto na live ou no grupo. 

Não sou contra a pessoa querer enfatizar seu relacionamento com Deus ou sua crença em Jesus. Não. Cada um com seus problemas! Mas o que me deixou irritada foi a quantidade de vezes que se mencionou o nome de Jesus, a crucificação, o fato dos judeus não acreditarem no messianismo de Jesus e por aí foi. Em minha opinião uma total falta de respeito ao povo, a religião e a página judaica. Aline, por sua vez, uma moça linda, educada, profissional, um amor de pessoa, paciente ao extremo, respondeu a maior parte das perguntas com muita boa vontade. 

Com certeza e ela mesma já mencionou em lives que, para ser um profissional de Turismo em Israel e ser licenciado como guia, a pessoa precisa estudar, uma infinidade de assuntos e as religiões em suas diferentes épocas e contextos sociais, e Cristianismo e  Islamismo fazem parte do currículo. Há vídeos em que ela fala muito sobre Jesus e os lugares em que ele andou. E faz isso sem constrangimento. Por isso que eu fiquei irritada com as perguntas/afirmações agressivas de algumas pessoas cristãs em plena live e sem qualquer estima ou respeito pelo trabalho dela. Pronto. Falei!

Imagino que esta obrigatoriedade de falar do amor e sacrifício de Jesus em qualquer hora, lugar e circunstância tenha seu apoio nos textos bíblicos, como o "Ide e Pregai" (Mc. 16.15).  Mas daí a usar o livre arbítrio, a liberdade de expressão para constranger uma pessoa ou impor a própria religião a outros grupos vai além do meu entendimento. Principalmente quando se trata do povo judeu isso me irrita profundamente. Tem mais sobre o assunto aqui. Se tem coisa que eu não faço é proselitismo com judeus. Nunca! Eu respeito demais o povo e a cultura judaica. Fica aqui registrada a minha indignação e me sinto na obrigação de pedir desculpas pelo mal comportamento de tais pessoas. 

Mas teve muita gente online prestigiando a live com assuntos do momento. Alguém até falou sobre a série da Netflix: Shtisel - Eu amei e vi as 3 temporadas. Fica a dica.



Mas se você é um apaixonado pela Terra Santa e por Jerusalém vai se surpreender com os vídeos de Relaxing WALKER  dos quais eu não perco um. 

Marion Vaz