quinta-feira, 23 de abril de 2020

Somos alienígenas

Seria a Terra um zoológico para alienígenas? Pesquisadores ...

Quando a gente é criança tem medo de tudo. Mesmo porque não conseguimos entender algumas coisas. E filmes de alienígenas eram um recorde de audiência mesmo com todos aqueles erros de produção que, hoje em dia, podemos detectar. Mas aqueles monstrinhos de cabeça grande ou antenas e braços longos ou pele verde davam muito susto. Mal sabíamos que com o passar do tempo iriamos nos tornar um desses habitantes extraterrestre. Não sei se somos de Marte ou de algum outro planeta distante. Talvez até de outra galáxia. Mas com certeza aqui da Terra... Nem pensar!

Noticias do exterior mostram como os países estão lutando contra a Covid-19 e em seus discursos os presidentes de cada país procuram conscientizar a população sobre a pandemia. Dá para perceber a preocupação deles no semblante, na fala e na maneira de se comportar. Mas aqui no Brasil o povo se divide em duas categorias. Aqueles que fazem a quarentena e aqueles que criticam a atual situação. Só hoje foram mais de 400 mortos só em relação ao vírus, fora todos os óbitos diagnosticados com outras doenças. 

O grupo A pensa em garantir a vida, usa máscara, só sai de casa em caso de emergência. O grupo B faz carreata nas ruas pra mostrar que desejam o fim da quarentena. Centenas de veículos ocuparam as ruas do Rio de Janeiro e outros Estados. Em São Paulo, eles broquearam a entrada de um hospital e buzinaram, em total desrespeito aos pacientes, muitos com Covid-19, e familiares. E acharam que era um ato de Democracia. Queriam ser ouvidos! Esse povo não vai para o céu não. Opinião minha, você pode discordar.

Estamos há um mês e meio apenas desde as primeiras notícias de uma Pandemia e nosso Presidente insiste em provocações e discursos difamatórios contra emissoras de televisão, governadores e quem não está de acordo com suas táticas. Parece que é pessoal. Tem atitudes groseiras, mal consegue se expressar quando confrontado, na verdade, a gente sente falta de um pronunciamento de verdade.  Ao ser questionado sobre a quantidade de mortes no Brasil disse asperamente: "Eu não sou coveiro". Falta-lhe postura para quem está na liderança de um país. Pronto! Falei! 

Eu penso que pode ser o peso do cargo, a falta de apoio, já que não tem mais partido político ou qualquer outro sentimento, que não seja apenas arrogância. Talvez, quando eleito, pensasse que seria um ótimo presidente. Talvez achasse que seria moleza governar um país como o Brasil. Nem todo mundo é contra a ele. Nem todo mundo gosta. Mas, minha opinião é que falta mesmo postura de líder: Uma pessoa centrada, que consegue controlar seus ímpetos e que falasse calmamente e que passasse confiança. Mas desde o início da Pandemia ele tem mostrado aversão aos fatos científicos e banalizado os efeitos do Covid-19 sobre a população. Infelizmente, as estatísticas não mostram a real situação aqui no Brasil. E eu já mencionei em posts anteriores que não há kits para a população. Os números mentem. 

Mas os alienígenas aqui estão confiante que é só uma "gripezinha". Os "mais" crentes continuam com suas reuniões religiosas afrontando as medidas de segurança imposta pelo Governador. Dizem que a fé remove montanha. Agora é lei usar máscaras ao sair de casa e quem for pego vai pagar multa. Tem até um governador que que opinou que "aqueles que são contra o isolamento social e sair nas ruas, caso se contaminem deveriam assinar uma documentação abrindo mão do respirador para outros enfermos". Confesso que a ideia não é de todo ruim. Afinal, essa pessoa praticamente está pedindo para ficar doente. Mas aí vai entrar a questão dos direitos humanos e... Vai dar uma confusão! Então...

Ainda está em dúvida de que somos alienígenas?? Dá uma olhadinha no espelho! - Brincadeirinha!



Marion Vaz

terça-feira, 14 de abril de 2020

Quem tem medo do lobo mau? Atchim!

Atchim!!!!!

Então gente, eu avisei que brasileiro é um ser ainda em análise. Nem a Nasa explica as atitudes desse ser humano que não está nem aí pro Coronavírus. Centenas de pessoas saíram as ruas neste final de semana e sabe pra que? Comprar os benditos ovos de Páscoa e os deliciosos chocolates. Afinal, Páscoa sem chocolate não é a mesma coisa! Vocês acreditam? Pois é...

Num ato de bondade humana as Lojas Americanas abriram suas portas para receber esse povo que, já estavam enclausurados a cerca de um mês, tadinhos, e com a aproximação do feriado de Páscoa, não podia vivenciar esse momento sem se deliciarem com as famosas barras de chocolate, ovos e bombons em suas variadas marcas. Claro que eles tomaram as devidas providências! Álcool gel na entrada, limites de pessoas dentro das lojas, etc. 

Mas o que foi visto na rua e no entorno da entrada da loja foi uma multidão em filas quilométricas! Um absurdo! Pessoas de todas as idades com e sem máscaras, com crianças no colo sem máscara, num distanciamento mínimo esperando a sua vez de entrar na bendita da loja para comprar, não comida, não alimentos perecíveis, não produtos indispensáveis, não  queridos, as pessoas foram se expor nas ruas, num período de quarentena, em que milhares de pessoas em todo mundo estão morrendo para comprar c h o c o l a t e!  Isso é Brasil!

Essa dúvida na sociedade brasileira de "quem tem medo do lobo mau?" da história dos Três Porquinhos e que também nos lembra o conto da chapeuzinho vermelho e sua ida a floresta, vem da dualidade de pensamento a que estamos expostos diariamente. A quarentena foi ideia do Ministro da Saúde, Luiz H. Mandetta que, obedecendo as diretrizes da OMS - Organização Mundial de Saúde e tendo em vista a propagação do Covid-19  em todos os países, deu ordens para a população ficar em casa. O que amplamente discutido nas mídias sociais e redes de televisão. A emissora Globo tem sido taxada de "globolixo" por muitos seguidores bolsonaristas e difamada publicamente porque continua a alertar a população dos riscos de contaminação.

Por outro lado, como maior opositor do ministro Mandetta encontramos o próprio presidente da República, eleito pelo povo, e agora sem partido político, que insiste em salvar a economia do pais, opondo-se claramente a quarentena total e defende a quarentena de apenas pessoas do grupo de risco (idosos). Em discursos em rede nacional ou através de atitudes em suas comitivas, Jair Bolsonaro além de se expor ao vírus, tira a máscara de proteção em público e aperta as mãos de seus contribuintes, mostrando a sua aversão a quarentena. Minha opinião é que esta atitude é uma afronta ao Ministro, já que os dois tem ideias diferentes de como evitar o contágio na população brasileira.

A divergência chegou ao ponto de se anunciar a demissão do Ministro da Saúde. Mandetta avisou até que estava "esvaziando as gavetas" quando foi chamado para uma "reunião" com o Presidente. Conclusão: Alguma coisa aconteceu que obrigou o Ministro a mudar seu discurso. O homem que bravamente lutava para a proteção de todos nós passou a cogitar a ideia de abrandar o distanciamento social. Como diz a letra da música: "Que país é esse?"

Então vamos aos números... Estatisticamente o Brasil com cerca de mais de 200 milhões de habitantes, tem até esse momento 23.870  pessoas contaminadas por Covid-19 e um total de 1.357 falecimentos. E por que vocês acham o número tão desproporcional em relação aos demais países sofrendo com a Pandemia? Por que somos um povo abençoado? Não!

Analisando os fatos posso citar: Primeiro, o Brasil é o país que menos testa a população. Não temos kits pra isso. Os testes que chegam ao Brasil são designados aos agentes da saúde que estão lidando diretamente com os enfermos (Acho justo), depois vem doentes em potencial, ministros e pessoas do governo.

Segundo: A população em si, não foi testada. Não temos kits. Nem mesmo aquele que mede a temperatura o Drive-Thru. Não tem como saber quem está contaminado a menos que a pessoa manifeste a doença e é claro, não se possa fazer mais nada. Ouvi dizer que o Rio de Janeiro, onde moro, só tem 400 respirador. Pra uma população de mais de 7 milhões de pessoas? Pensei: Putz"

Terceiro: Já disse em posts anteriores que nosso Sistema de Saúde não está equipado para a Pandemia. Conhecedores do problema Ministro e demais Governadores de Estado tentaram inibir a contaminação obrigando a população a ficar em quarentena. daí o medo de uma tragedia na economia do país. O Brasil está apenas com um mês do contágio e nem chegamos ao pico da doença, mas o povo acha que a doença não existe e aliado ao fato de  que as estatísticas aqui não falam a verdade, ficamos a merce do acaso. Não há teste para a grande maioria da população.

Quarto: A demora nos resultados (absurdamente semanas) para saber se a pessoa está contaminada. Milhares de testes em análises! E quando saírem essa estatística não vai ser revelado a população. Estamos às cegas confiando na bondade do Todo Poderoso.

Outro problema que enfrentamos são as divergências políticas que mais parecem preocupadas com cargos e esconder "fatos e fotos". E não estou falando nada que não esteja nos jornais. O Governo afirmou que vai providenciar um valor de ajuda financeira de R$ 600,00 para famílias carentes cadastradas. Situação: Em análise!

Aqui em casa estamos todos bens e tenho pedido a Deus que nos guarde. Sinceramente, eu não acredito que num país como o Brasil tenha apenas esse número finito de contaminados, e como eu não tenho como provar isso fico por aqui.

Marion Vaz

Atualização as 18.30 horas de hoje: 25.262 infectados e 1532 falecimentos.

Atualização em 17/04: O ministro da saúde Luís  Mandetta foi demitido pelo presidente Bolsonaro. 


O figura é meramente ilustrativa e não tem a intenção de menosprezar a história infantil dos Três Porquinhos.

sábado, 11 de abril de 2020

Ano Sabático para o mundo - Mudança de Hábitos

O que é quarentena? - Brasil Escola

Uma frase  do rabino Nilton Bonder me achou atenção. Por causa da Pandemia e a mudança de hábitos que todos nós, por ora, tivemos que adotar, ele mencionou na reportagem que 2020 seria como um ano sabático para o mundo.

Concordo que demos um tempo na correria da vida. Estamos aprendendo a conviver com a pessoas que moram dentro da nossa própria casa. É até estranho dizer isso, mas neste sentindo, parece uma coisa boa. 

Você vai concordar comigo que como as igrejas cessaram as reuniões, todas aquelas horas de devoção religiosa no dia a dia podem ser dedicadas a você mesmo, ao cônjuge e aos filhos, mãe e pai. A família voltou a ser o centro da atenção. É algo a se pensar.

Acredito que paralisação do comércio vai alterar a economia do país e que precisamos controlar nossas finanças. Quase não tem pessoas nas ruas, nem ambulantes, nem carros, nem ônibus e as fábricas pararam de funcionar. O ar parece mais limpo e céu mais azul. Talvez, neste sentido, o rabino tenha razão.

Quando escrevi sobre 2020 ser meu ano sabático, não imaginei qualquer uma dessas mudanças que tivemos que adotar. Nunca pensei em passar por quarentena, ficar trancada em casa, sair na rua de máscara. e acredito que todos nós vivemos assustados ultimamente.

E algo que tem me preocupado é o relacionamento com o mundo externo. Embora aqui no Brasil o registros de pessoas infectadas até o momento esteja muito abaixo, e muitos vivem desacreditados que a Pandemia seja uma realidade, estamos tensos e preocupados. Principalmente, porque nos demais países a doença atingiu um nível alto e milhares de pessoas estão morrendo.

Eu não sei o que acontece com a mente do brasileiro. Ou a gente é muito esperto, crédulo e somos de fato um povo varonil, ou estamos completamente alienados. É uma quantidade absurda de postagem em rede sociais maquiando o progresso da contaminação que vocês não tem ideia. Parece que o povo tem uma venda nos olhos. Muita gente desobedecendo a quarentena.

Ontem eu sai de casa para fazer compras. Foi inevitável. Sai de mascaras e até luvas nas mãos só por precaução. De princípio fiquei constrangida com as pessoas me olhando como se eu fosse um ET. Mas não consigo confiar nas informações que são repassadas. Prefiro me proteger.

O que eu notei, nesta mudança de hábito, de ficar isolado socialmente, de falta de contato físico com os outros, e que é algo ruim também é nossa desconfiança. Andamos assustados demais, afastados de todos nas ruas, olhar desconfiado, gente mudando até de calçada só para manter distância. Estamos com medo até do ar que respiramos. O nosso próximo passou a ser nosso inimigo. Eu não tenho ideia do quanto estamos, como sociedade, mudando de comportamento. Nunca mais seremos os mesmos. 

Sinto saudades da aglomeração nas corridas de rua, de dar bom dia ao vizinho e poder rir alto e descontraída. Sinto falta do contato humano, do querer bem, mas hoje... meu subconsciente não me deixa nem espirrar. 

Espero que esta fase passe logo e a vida volte ao normal. Mas acho que, independente das estatísticas, vamos demorar mais tempo a confiar em quem quer que seja. 


Marion Vaz