domingo, 30 de novembro de 2025

O tempo não pára



Esta frase de uma das músicas de Cazuza nos faz refletir sobre a vida e toda essa "guerra" íntima que temos de querer saber o que nos espera lá na frente. O tempo não pára, não dá pausa, não espera você decidir o que quer.  

O tic tac do relógio só revela que os minutos ficaram para trás e que é tempo de somar amigos, de viajar, de ser legal com os outros, de conversar mais, de sorrir, de aproveitar a vida, porque ela é curta.

A própria letra da música é repleta de questionamentos e decisões, algumas boas outras nem tanto. Mas o fato é que a vida segue em frente independente das nossas escolhas. E se, por alguma razão, a gente ficar parado no tempo, perdemos parte da diversão, do encantamento, das notícias.

Eu entendo que os jovens ainda têm muito tempo pela frente e podem se dar ao luxo de não pensar em nada, de "deixar para amanhã o que se podia fazer hoje".  Mas com 63 não dá para fechar os olhos para essa urgência de vivenciar coisas novas. E ontem quando eu fiz um passeio até a cidade de Nova Friburgo, já estava no meu roteiro subir num teleférico. 

O bondinho do Pão de Açúcar é diferente, tem uma cabine que te protege. Mas aquele teleférico era apenas uma cadeira suspensa por cordas. A nossa guia turística deu boas referências do projeto e eu nem pensei em desistir.

Mas a minha filha mais nova estava apavorada e eu insisti dela ir comigo e durante o trajeto ficamos conversando sobre vencer obstáculos, vencer os medos e adquirir novas experiências.  A descida foi mais tranquila. 

E voltando ao assunto do tempo que passa ligeiro, você pode decidir se ele vai atropelar a vida ou se você pode aproveitar o percurso. 


Marion Vaz

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Israel tem o Exército mais forte do mundo




As discussões na semana passada em Israel e as manifestações dos Ultraortodoxos me fizeram pensar no que realmente importa para o Estado. A obrigatoriedade do alistamento para todos é discutida há algum tempo. A população israelense tende para a lógica de que todos os cidadãos têm a mesma responsabilidade civil. 

Em contrapartida, a comunidade religiosa dá relevância para os estudos e suas orações. Mas eu pergunto: O que um país judaico precisa para continuar com suas tradições? Território? 

O apoio a comunidade religiosa ultraortodoxa pelo Governo de Israel tem seus prós e contras.  Mas eu acredito que, os jovens que ingressarem no exército receberão instruções que serão úteis para o resto de suas vidas.

O Exército de Israel NÃO ficou enfraquecido com as perdas dos últimos dois anos. Isso é um fato importante. O poder bélico de Israel é suficientemente forte para lidar com os diversos ataques que recebeu durante a guerra desde o fatídico 7 de outubro de 2023 ou qualquer outro conflito que possa surgir.

E aqueles que ingressarem hoje, seja para combate, proteção da população ou setores administrativos tem essa coragem e determinação para fazer parte do exército mais forte do mundo.

No entanto, sendo a comunidade ultraortodoxa 13% da população de Israel, não justifica a falta de clareza em relação ao alistamento. E também não tem lógica decidir pela obrigatoriedade sem um processo de conscientização, ferindo o senso comum dos religiosos.

O ideal seria que houvesse um consenso comum com acordos e deliberações em que ambas as partes respeitem os direitos e deveres, em prol do benefício maior que é a proteção do Estado de Israel.


Marion Vaz