domingo, 12 de julho de 2026

Portas, janelas e brechas


Interessante essa nossa mania de proteção da alma. Diversos conteúdos na internet direcionados ao bem estar do ser humano, nos impulsionam a cuidar do corpo, coração e alma. E isso é importante mesmo. Vida e comida saudável, entretenimento, viagens, bons relacionamentos e paz de espírito. 

Todos os post nos levam a acreditar que somos únicos, mas também mortais. Somos belos e fortes, mas precisamos nos cuidar. Somos impulsionados a correr atrás dos sonhos, a buscar a felicidade nas pequenas coisas da vida, falam que sorrir embeleza o rosto e a alma. 

E eu concordo com essa linha de raciocínio que molda o nosso dia a dia para enfim, fechar as portas, janelas e brechas pelas quais a tristeza, o desespero ou a insensatez possa entrar. Porque se o corpo precisa se alimentar, a alma também. Se a alma precisa de paz, o espírito precisa de Deus.

E se Deus está presente em cada cantinho da casa, as brechas estão fechadas para o inimigo. Porque às vezes, não precisa de uma porta aberta para ele entrar e bagunçar tudo, apenas uma pequena brecha. 

Então vasculhe a casa, o coração, a mente, a alma para bloquear o mal, a seta da ingratidão, a dor do desespero ou até mesmo, aquele sorriso de inveja de alguém.  Porque é certo que o mal pode chegar disfarçado em bem, em presentes, em convite.

Já reparou que uma rachadura na parede tende a aumentar com o tempo?  Que às vezes é preciso mais do que uma massa reparadora? Que é preciso derrubar os tijolos e fazer tudo de novo? A tendência humana é sempre usar retalhos, pequenos reparos, confiar demais e esperar mudanças a longo prazo.

Que este texto sirva de reflexão, mas também de mudanças na vida emocional e espiritual.


Marion Vaz 


Ps. Imagem da Google




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